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Novo Banco 2020
Romeiro Manuel António: “Depois das confissões vinha a Semana Santa, altura em que a família ia toda à igreja” Romeiro Manuel António: “Depois  das confissões vinha a Semana Santa,  altura em que a família ia toda à igreja”

Romeiro Manuel António: “Depois das confissões vinha a Semana Santa, altura em que a família ia toda à igreja”

“Todos os dias da Semana Santa têm um significado. Eu como fui romeiro, e a romaria é fantástica nesse sentido, dedicamos o nosso tempo a Deus e vivemos a Semana Santa de forma particular, mas isso também acontece com os cristãos, no verdadeiro sentido da palavra”.

Recados com Amor

Meus queridos! A Semana Santa foi apimentada com a polémica sobre a inexistência do Inferno. Segundo o jornalista Eugénio Scalfari, ateu, de 93 anos, fundador do Jornal Italiano “La Republica”, o Papa Francisco havia declarado que “O inferno não existe, o que existe é o desaparecimento de almas pecaminosas”.

Sinais dos tempos

A Páscoa tem a sua origem numa palavra hebraica “pessach”, que em português significa “passagem”. 2- Simbolizava para os hebreus o fim da escravatura e a libertação do cativeiro no Egipto, conduzidos por Moisés, até à Terra Prometida.

Novo Banco dos Açores com resultados positivos e contas aprovadas

O Novo Banco dos Açores( NBA), realizou a sua Assembleia Geral no dia 29 de Março em Ponta Delgada, com a presença do accionista de referência que é o Novo Banco e que detém uma participação no Capital Social de 57% do Novo Banco dos Açores.
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Todas as capas
4 julho 2020
Almanaque 2020

Editorial

Maria Corisca

Recados com amor...
  • 28 junho 2020
  • Autor: CA
  • 21 junho 2020
  • Autor: CA
  • 14 junho 2020
  • Autor: CA

Opinião

 

É um livro altamente polémico, recheado de fortíssimas críticas e jeremiadas, impossível deixar o leitor tranquilo, exige-lhe que tome partido. O escritor, jornalista e comentador político Alexandre Del Valle assume posições perentórias e frontais em O Complexo Ocidental, Casa das Letras, 2020, sobre o que ele considera o vírus do ódio de si coletivo. O “politicamente correto”, que vive do arrependimento, do antirracismo de sentido único, e da atribuição de poderes e direitos exorbitantes a grupos dentro das coletividades, constitui, diz ele, uma ameaça existencial à nossa sociedade, há que arrepiar caminho, e faz algumas propostas, se bem que vagas e genéricas.
Começa por passar em revista o que ele chama a depressão coletiva europeia e a sua crise de consciência, identifica pontos do terrorismo intelectual em que vivemos, pretende desmontar os mitos fundadores do politicamente correto, procede a um enquadramento do estado da desculpabilização europeia, aparece reativo a relembrar os valores da cultura euro-ocidental e anuncia que está na hora de renunciar ao espírito da Guerra Fria. Abre as hostilidades, dizendo que a pior ameaça para as sociedades ocidentais reside na síndrome da culpabilização generalizada. Não é só culpa, são os complexos. “Os países ocidentais só poderão enfrentar os desafios cruciais do novo mundo multipolar e da globalização se tratarem a sua depressão e seguirem uma terapia global de desculpabilização, chave da autoestima e do respeito pelo Outro”. A solução é uma terapia de rearmamento moral, e para que esta tenha lugar, há que nos entendermos sobre o que é o Ocidente, a sua civilização, a sua identidade. Se existe uma depressão coletiva, se estão a ascender alguns movimentos populistas, se cresce a islamofobia, se vivemos num estado geral de culpa, é porque estamos a ceder perante fanatismos e diferentes formas de totalitarismo. Confesso que acho este investigador com boa bagagem cultural, mas muito pouco sincero na sua arenga política. Lendo atentamente o seu discurso, os grandes vícios são obras praticadas com mentalidade de esquerda, cada medida tomada ele critica que tem sempre um homem de esquerda por detrás, a direita aparece sempre isenta de culpa e casos há em que pratica a desonestidade intelectual. Veja-se o que ele descreve do atentado islamita perpetrado a 11 de março de 2004, em Madrid. José María Aznar, após o atentado na estação de caminhos-de-ferro de Atocha, acusou os atentados à ETA, e Del Valle observa: “O povo espanhol, traumatizado e convencido da conformidade das reivindicações islamitas fundadas na condenação da presença militar espanhola ao lado das forças anglo-americanas do Iraque, decidiu, subitamente, não votar mais à direita, dada como vencedora com grande vantagem nas sondagens, e votou maciçamente a favor da esquerda, que se opunha à presença militar espanhola no Iraque e que deu, de facto, razão aos terroristas salafitas. Na realidade, estes últimos apresentavam este pretexto para legitimar a sua barbárie e testar a reação do povo ‘cristão cruzado’ outrora jóia colonial do califado. Assim, em vez de se juntarem em bloco atrás dos seus dirigentes face ao inimigo comum, os espanhóis deram razão aos agressores da Al-Qaeda, que reivindicavam, contudo, abertamente a reconquista islâmica da Espanha”. Cita-se longamente o texto do autor para se perceber claramente o embuste. Aznar foi um oportunista, colou a ETA aos atentados

Santa Clara: os grandes jogadores do meu tempo de jogador III