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Mamadu Candé: “Estamos confiantes e acredito que vamos fazer um bom jogo” Mamadu Candé: “Estamos confiantes  e acredito que vamos fazer um bom jogo”

Pré-antevisão ao jogo com o Marítimo

Mamadu Candé: “Estamos confiantes e acredito que vamos fazer um bom jogo”

O jogador que falava na pré-antevisão ao jogo da próxima jornada frente ao Marítimo, na próxima Sexta-feira, assegurou que o CD Santa Clara está preparado para defrontar os maritimistas. O Santa Clara – Marítimo joga-se na Sexta-feira, a partir das 18h15. É o primeiro jogo da Jornada 30, que só termina na Segunda-feira.

Pandemia provoca quebra de 90 milhões de euros nas receitas fiscais nos Açores

Em Maio o número de passageiros desembarcados diminuiu 98,4%; o total das compras por cartão bancário e levantamentos multibanco desceu 25,9%; o consumo de energia eléctrica diminuiu 13,8% ; e a quantidade de carne de bovino, saída dos Açores, teve uma diminuição homóloga de 13,7%. O número de automóveis novos vendidos teve uma quebra de 63% no mesmo mês.

 

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4 julho 2020
Almanaque 2020

Editorial

Maria Corisca

Recados com amor...
  • 28 junho 2020
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Opinião

 

É um livro altamente polémico, recheado de fortíssimas críticas e jeremiadas, impossível deixar o leitor tranquilo, exige-lhe que tome partido. O escritor, jornalista e comentador político Alexandre Del Valle assume posições perentórias e frontais em O Complexo Ocidental, Casa das Letras, 2020, sobre o que ele considera o vírus do ódio de si coletivo. O “politicamente correto”, que vive do arrependimento, do antirracismo de sentido único, e da atribuição de poderes e direitos exorbitantes a grupos dentro das coletividades, constitui, diz ele, uma ameaça existencial à nossa sociedade, há que arrepiar caminho, e faz algumas propostas, se bem que vagas e genéricas.
Começa por passar em revista o que ele chama a depressão coletiva europeia e a sua crise de consciência, identifica pontos do terrorismo intelectual em que vivemos, pretende desmontar os mitos fundadores do politicamente correto, procede a um enquadramento do estado da desculpabilização europeia, aparece reativo a relembrar os valores da cultura euro-ocidental e anuncia que está na hora de renunciar ao espírito da Guerra Fria. Abre as hostilidades, dizendo que a pior ameaça para as sociedades ocidentais reside na síndrome da culpabilização generalizada. Não é só culpa, são os complexos. “Os países ocidentais só poderão enfrentar os desafios cruciais do novo mundo multipolar e da globalização se tratarem a sua depressão e seguirem uma terapia global de desculpabilização, chave da autoestima e do respeito pelo Outro”. A solução é uma terapia de rearmamento moral, e para que esta tenha lugar, há que nos entendermos sobre o que é o Ocidente, a sua civilização, a sua identidade. Se existe uma depressão coletiva, se estão a ascender alguns movimentos populistas, se cresce a islamofobia, se vivemos num estado geral de culpa, é porque estamos a ceder perante fanatismos e diferentes formas de totalitarismo. Confesso que acho este investigador com boa bagagem cultural, mas muito pouco sincero na sua arenga política. Lendo atentamente o seu discurso, os grandes vícios são obras praticadas com mentalidade de esquerda, cada medida tomada ele critica que tem sempre um homem de esquerda por detrás, a direita aparece sempre isenta de culpa e casos há em que pratica a desonestidade intelectual. Veja-se o que ele descreve do atentado islamita perpetrado a 11 de março de 2004, em Madrid. José María Aznar, após o atentado na estação de caminhos-de-ferro de Atocha, acusou os atentados à ETA, e Del Valle observa: “O povo espanhol, traumatizado e convencido da conformidade das reivindicações islamitas fundadas na condenação da presença militar espanhola ao lado das forças anglo-americanas do Iraque, decidiu, subitamente, não votar mais à direita, dada como vencedora com grande vantagem nas sondagens, e votou maciçamente a favor da esquerda, que se opunha à presença militar espanhola no Iraque e que deu, de facto, razão aos terroristas salafitas. Na realidade, estes últimos apresentavam este pretexto para legitimar a sua barbárie e testar a reação do povo ‘cristão cruzado’ outrora jóia colonial do califado. Assim, em vez de se juntarem em bloco atrás dos seus dirigentes face ao inimigo comum, os espanhóis deram razão aos agressores da Al-Qaeda, que reivindicavam, contudo, abertamente a reconquista islâmica da Espanha”. Cita-se longamente o texto do autor para se perceber claramente o embuste. Aznar foi um oportunista, colou a ETA aos atentados

Santa Clara: os grandes jogadores do meu tempo de jogador III