Vinhos para todos os gostos e feitios e nem sempre os mais caros são os melhores nas feiras Continente e Sol Mar

No Sol Mar Hipermercados ou nos Hipermercados Continente, nesta altura surgem as feiras de Vinhos com mais de 800 referências em destaque. Feira com cerca de 570 vinhos nos Hipermercados Continente Paulo Borges, Director Comercial da INSCO Insular de Hipermercados, SA., falou com o nosso jornal acerca da Feira de Vinhos que está sendo levado a cabo nos Hipermercados Continente. De uma maneira sucinta, abordou o tema referindo que “a Feira de Vinhos insere-se num conjunto de feiras que nós levamos a cabo nas nossas lojas, de forma a promover diferentes áreas daquilo que é a nossa distribuição. Antes desta Feira dos Vinhos tivemos uma Feira de Regresso às Aulas, depois desta Feira dos Vinhos teremos uma Feira de Casa Outono e depois vamos ter a tão aguardada Feira de Brinquedos, que as crianças muito gostam. Relativamente a esta Feira de Vinhos, é uma feira que não engloba só vinhos, já que temos também um conjunto alargado de queijos, enchidos e outros produtos indispensáveis a qualquer garrafeira. Esta feira tem cerca de 570 vinhos, incluindo também os vinhos do Porto, que são importantes e estão aqui considerados, apesar de serem outro tipo de vinhos, vinhos generosos, dentro dos quais cerca de 290 estão representados e ilustrados no nosso folheto”, surgindo também já uma boa selecção de padaria. Com todas as regiões representadas no folheto, a Feira de Vinhos do Continente surge também com a presença de alguns vinhos dos Açores, mas de uma forma muito reduzida. “Temos nove lojas distribuídas por três ilhas do arquipélago, nomeadamente São Miguel (6), Terceira (2) e Faial (1). Quando os artigos são colocados em folheto há que garantir que estarão à venda em todas as lojas, por uma questão legal e para evitar a tal questão da publicidade enganosa. Ou seja, o fornecedor também tem de garantir que depois esse produto seja entregue em todas as lojas, que nem sempre é possível. A modo grosso, o vinho açoriano tem produções muito mais reduzidas e com o aumento do turismo tem tido uma procura muito grande, o que levou também com que os preços, de muitos desses vinhos, tivessem subido drasticamente. De qualquer maneira fazemos questão de ter sempre os produtos regionais representados nas nossas feiras temáticas, assim como nos nossos folhetos”, explicou. Questionado se o açoriano é um bom apreciador de vinho, o nosso interlocutor responde positivamente, acrescentando “que consome sobretudo os vinhos das regiões do Douro e Alentejo, sendo que a Região de Lisboa também tem tido uma enorme procura e aceitação por parte dos nossos clientes nas últimas feiras, e nesta não foge à regra”. E se “o que rende é ir ao Continente”, a Feira de Vinhos do Continente conta ainda com a presença de vinhos exclusivos que “resulta de uma parceria com a SONAE, e que são vinhos que têm uma procura elevadíssima por parte dos nossos clientes. Vinho Pêra Doce (Alentejo), Mula Velha (Lisboa), Vila Ruíva (Alentejano), são alguns desses vinhos, cuja selecção começam numa gama Standard e que depois elevam-se para os vinhos Premium, Reservas e também os Signature”, esclareceu Paulo Borges. Acresce referir, que foi ainda este ano, que o Continente viu, uma vez mais, os seus vinhos exclusivos serem reconhecidos. Ao todo, foram sete, as medalhas conquistadas. O vinho tinto Guarda Rios regional alentejano, o vinho tinto Coutada Velha Signature regional alentejano, o vinho tinto Cancellus Signature DOC Douro, o vinho tinto Contemporal Reserva DOC Douro foram galardoados com medalhas de bronze, enquanto o vinho tinto Guarda Rios Signature regional alentejano, o vinho tinto Sobreiro de Pegões Premium regional Península de Setúbal e o vinho tinto Cancellus Premium DOC Douro receberam a medalha Commended. Os vinhos foram premiados na 35.ª edição de um dos concursos mais prestigiados do mundo, o International Wine Challenge. “Os Açores já mereciam uma garrafeira assim!” Em São Gonçalo, no Sol Mar Hipermercado, por exemplo, a aposta numa oferta variada surge para interessar todos os tipos de consumidores, com vinhos dos Açores, do Douro, das Beiras, da Bairrada, do Tejo, de Barcelos, de Lisboa, do Altentejo, da Península de Setúbal e de outras regiões, sem esquecer os sempre imperdíveis produtos da padaria, tostas, compotas, queijos, produtos de charcutaria, os vinhos do Porto, sempre naturais e fortificados e acessórios. “Os Açores já mereciam uma Garrafeira Assim!”, o lema vai além da Feira dos Vinhos que se realiza até ao dia 9 de Outubro. Em termos de destaque, são vários, desde o Vinho Quinta da Jardinete, Branco, Regional Açores, 75 cl, proposto por 7,64 Euros com 10% de desconto, tendo em conta o valor inicial de 8,49 Euros. “Floral e com frutas bem maduras, com algumas notas citrinas. Muito mineral e fresco, com sabor equilibrado e persistente”, até ao Vinho Grã Vasco Tinto, Dão DOC 2016, 75 cl, com 15% de desconto com preço de 2,54 Euros. O valor inicial era de 2,99 Euros. “Cor vermelho rubi muita viva. O aroma jovem e intenso a morangos, amora e cereja, nuances balsâmicas e os toques florais, tornam-no num vinho muito agradável num aperitivo, mas também a acompanhar uma refeição”. Os descontos vão dos 10% aos 50%, como é o caso do Vinho Terras de Santo António, Tinto, Dão DOC 75 cl, proposto por 2,99 Euros com desconto de 50% ao preço inicial de 5,99 Euros. Destaque-se que o Sol Mar comemorou o seu 26.º aniversário no passado mês de Julho. Curiosamente, no Sol Mar Hipermercado, em São Gonçalo, uma opinião de um cliente, sem querer dar a cara, confidenciou-nos que na hora de escolher um vinho tem em conta “se o mesmo é monocasta ou de casta única” e que essencialmente “procura vinhos das regiões do Douro ou Alentejo”. São opiniões a ter em conta, assim como outras, tais como: “Não planeia demasiado”, “Dois vinhos pelo menos”, “Pense no que vai comer”, “Se o preço for bom compre uma caixa” ou “Cuidado com as marcas parecidas!”. Ao fim, e ao cabo raramente compramos vinho só para beber, sem nada a acompanhar. Um cozido, uma feijoada ou uma mariscada mais atrevida, não faltam motivos para escolher o vinho que vai consumar a experiência perfeita de harmonização, até porque o vinho, na mitologia grego-romana era o “néctar dos deuses”, que quando consumido pelos semideuses (humanos), trazia de volta o sabor das boas recordações da vida.
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Autor: CA

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