1 de janeiro de 2019

A pessoa no centro da Humanidade

1- Durante o ano de 2018 lançamos vários alertas sobre o comportamento da sociedade onde nos inserimos, depois da globalização, e do domínio do sistema plutocrata que subjugou os Estados e as pessoas aos ditames do dinheiro. 
2- Sem dúvida que foram importantes os avanços do mundo tecnológico e científico, que permitiu a formação de uma consciência universal, resultante da mobilidade e do conhecimento, ao minuto, do que se passa em qualquer parte do mundo.
3- Importante foi também a atribuição de direitos iguais aos homens e mulheres, e o combate, sem tréguas, para a salvaguarda da defesa das crianças.
4- O que aconteceu representou um progresso importante nas sociedades pós modernas, mas acarretou uma quebra com os modelos do chamado pensamento linear que assentavam na defesa da “razão e ciência” como parte de um programa de sociedade virada para o desenvolvimento da humanidade.
5- Para nós, essa quebra da sociedade pós-moderna com os valores propugnados pela “razão e ciência”, colocou o mundo, que entra agora em 2019, num mundo de incerteza e de grande injustiça social.  
6- O Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na Mensagem de Ano Novo disse: “O nosso mundo está a passar por um teste de stress. As alterações climáticas avançam muito mais rapidamente do que nós. As divisões geopolíticas estão a aprofundar-se, tornando os conflitos mais difíceis de resolver. Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e protecção. As desigualdades estão a aumentar. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de pessoas detém a mesma riqueza que metade da humanidade”.
7- O que António Guterres realça agora, temos vindo a frisar ao longo do ano de 2018, e vamos em 2019, manter o combate contra as injustiças, a pobreza, a gula do lucro, a subserviência do Estado Nacional Regional e Local aos ditames do capital sem rosto que de tudo se apodera para exercer o poder que retiram aos Estados.
8- O populismo que defende o regresso às fronteiras, entre países, abertas pela globalização, prova que os acordos feitos beneficiaram e beneficiam uma pequena parte e esqueceram o todo.  
9- A revolta de rua, é o único modo de expressão que o povo tem no limite, quando a democracia deixa de dar resposta às suas preocupações e necessidades.
10- Isso acontece em vários pontos do globo, e a Europa está no “olho” do furacão em 2019, começando pelo Brexit e pelas eleições europeias.
11- O mundo passa, como diz António Guterres, por um teste de stress, mas o problema é saber se os cidadãos e a sociedade em geral aguentam o stress que diariamente vai consumindo a resistência que resta.
12- É preciso um combate sem tréguas para recolocar o “desenvolvimento da humanidade” no centro das preocupações dos Estados, das Regiões e das Localidades, sem o que as desigualdades, a fome e injustiça, continuarão a ser um flagelo sem perdão.
                                                                    

 

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Categorias: Editorial

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