2 de fevereiro de 2019

Recados com Amor

Meus! O que se passa com a Caixa Geral de Depósitos é vergonhoso. O meu querido Ministro Centeno anunciou na Assembleia da República que nos últimos 20 anos, os sete governos que por lá  passaram nunca fizeram uma auditoria àquele banco público, e que só no Governo do Primeiro Costa é que houve coragem para efectuar a dita auditoria… Mário Centeno tem razão, mas esqueceu-se que nesses vinte anos, dois dos governos foram presididos pelo meu querido António Guterres, depois seguiu-se durante dois anos e meio a dupla Durão Barroso/ Santana Lopes. Veio depois durante seis anos e pouco o reinado de José Sócrates, seguindo-se depois quatro anos de Passos Coelho e agora três anos de António Costa. Ou seja, contas feitas pela minha comadre Antónia de Jesus, nos vinte anos de que fala Mário Centeno, o PS com António Guterres, José Sócrates e agora António Costa leva a bandeira com cerca de catorze anos de governança nos vinte anos referidos por Mário Centeno… e depois vem o PSD/CDS por junto com seis anos… Minha comadre Antónia de Jesus pensa, que pela amostra, foi durante os 16 anos dos governos do PS que se deram os maiores saques aos dinheiros que o Banco público distribuiu por amigos parentes e bem feitores… Estou para ver em que é que vai dar a discussão do relatório da auditoria que vai ser remetido à Assembleia da República… É bom que os partidos políticos tenham tento na língua e façam o que deve ser feito… que é saber quem beneficiou do quê… para responder perante a Justiça…. Mário Centeno que tenha cuidado porque pode ser chamuscado com as faúlhas expelidas do seu próprio partido!
 

Meus Queridos! A minha comadre Angélica procurou-me muito preocupada, porque tinha ouvido um Ministro do Primeiro-ministro Costa anunciar a morte dos carros a gasóleo, dentro de quatro anos. Ela desgraçava-se, porque tinha há dois anitos comprado um desses popós a diesel porque sempre ouviu dizer que era melhor para o ambiente, e agora depara-se com aquele leviano desplante do Ministro doo Ambiente que dá pelo nome de João Pedro Matos Fernandes. Respondi-lhe que ela tivesse calma, porque daqui a quatro anos não sei se o dito cujo ainda será Ministro e pelo clamor que se gerou com a profecia do Ministro, vai-lhe cair em cima o Carmo e a Trindade… Além disso, o homem não pensou nas consequências que tal profecia desencadeia na indústria automóvel em Portugal… Angélica atalhou, dizendo que toda essa trapalhada é consequência do politicamente correcto…. E parece que o Governo de Costa perdeu o norte… porque têm sido gafes umas atrás das outras… Bem sei que o desgaste causado pelos cobradores de promessas não cumpridas é grande, mas pelo menos evitem dizer asneiras…. Eu sempre quero ver onde irá o Governo buscar dinheiro para cobrir o buraco que vai abrir à medida que for reduzindo o consumo de combustíveis e, por conseguinte, a cobrança de impostos que eles geram… Angélica lembrou que só nos Açores pensa ela que os combustíveis rendem cerca de 60 milhões de euros de impostos… É obra!


Ricos: A minha dor ciática não me permitiu ir, infelizmente, ao Teatro Ribeiragrandense, como era meu desejo, para assistir ao lançamento do livro “A cidade das Estrelas”, de autoria do colaborador residente do Jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio e antigo Presidente da Câmara da minha cidade norte, António Pedro Costa. Pelo que me contou a minha amiga Cesaltina, que se vestiu a rigor para subir ao palco e cantar com o Grupo da Madre Teresa da Anunciada, o teatro foi demasiado pequeno para acolher todos quantos quiserem participar naquele evento cultural. Recordo-me, como se fosse hoje, e já lá vão 25 anos, … que foi no tempo do autor, enquanto Presidente da Câmara Municipal, que se reatou aquela tradição e se alastrou como um rastilho, ao ponto de ser celebrada em muitos recantos desta ilha. Parabéns a António Pedro Costa, pelo trabalho que reúne importante informação sobre as origens remotas daquela festividade, que começou por ser pagã e foi depois adoptada pelos cristãos. Também deixo um beijinho a João Bosco Mota Amaral ,que fez a apresentação daquela obra, que constitui um bom contributo para preservação das nossas mais belas tradições micaelenses.


Ricos: A minha prima Justina está pior do que estragada com os CTT, porque apenas esta semana o carteiro lhe bateu à porta com a encomenda do Canadá, que a sua comadre Alcide lhe enviara para rechear a mesa pelo Natal. Lá se foi a festa do Menino e não houve maneira de chegar a bendita caixinha com os chocolates para adoçar a boca, por ocasião do Menino-Mija… A Justina foi delicada com o carteiro, que não tem culpa nenhuma desta demora, mas pediu-me para eu mandar um recadinho para a Direcção dos CTT com a sua indignação, pois não leva à paciência que um embrulho remetido no início de Dezembro só agora tenha chegado ao seu destino. Até parece que Toronto fica nos confins do mundo. Passa –fora!


Meus queridos! Quando li no Correio Económico, suplemento do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, que o Santuário Diocesano da Esperança, onde tem culto a mais venerada imagem nos Açores, está a pensar criar uma loja de venda de produtos religiosos e artesanais, ligada ao Senhor Santo Cristo, pensei logo  se este será o caminho certo, isto porque se dermos uma volta pelo comércio de Ponta Delgada, perde-se a conta das lojas de artesanato locais, algumas com décadas de existência, que comercializam  quase tudo o que se pode fazer com a simbologia do Senhor Santo Cristo dos Milagres…. Para além disso, há na cidade mais duas lojas ligadas à igreja, e uma delas é mesmo livraria do Seminário Episcopal de Angra. Por outro lado, a minha prima Espírito Santo, que anda sempre bem informada sobre essas coisas de artesanato religioso, diz que o negócio de círios e medalhas não é grande coisa. … Bem sei que hoje em dia as Igrejas têm de arranjar maneira de realizar dinheiro para pagar pelo menos as despesas da luz, da água e da limpeza do pó… mas a minha prima Espírito Santo acrescenta, que espoliados como estamos pelos impostos que somos chamados a pagar dia sim, dia não… há  pouca margem para pagar o dizimo para Igreja…  O certo, é que a jovem reitoria, que também está empenhada na criação do centro de acolhimento do peregrino, uma espécie de residencial com acompanhamento de pessoas deslocadas por diversos motivos, estará atenta à concorrência que poderá parecer a quem vivi há anos da graça do Senhor Santo Cristo dos Milagres… Como diz a minha comadre Maria da Praia, em matéria de investimentos, a diocese já deve ter aprendido com o negócio das lavandarias e similares… como ainda há poucos dias o meu querido Bispo Emérito D. António de Sousa Braga lembrou numa entrevista dada à Crença… que investimentos daqueles nunca mais autorizaria…


Ricos! Como sabem já não sou nenhuma ‘teenager’ , mas ainda ando atenta a muita coisa que se vai passando por aí. E este país que já não me devia surpreender, continua a deixar-me de boca à banda com um poderio de asneira que por aí se diz. Já tenho medo de ouvir, na política, o nome André, porque ou me sai na rifa um tal André Ventura que sonhou ser o Bolsonaro do rectângulo, ou me aparece o André Silva, do PAN, que não pára de inventar. A última deste Silva foi a de propor que se acabem com as matilhas, na caça, porque se a lei proíbe a luta de animais também tem de proibir a caça com animais, porque eles lutam pela posse da caça! Quando soube disso, fiquei a matutar sobre o que pensará o meu querido caçador - mor cá do burgo , Gualter Furtado, que fez 66 anos no dia 1 de Fevereiro, (e a quem mando um repenicado beijinho), sobre tamanho  dislate vindo do Silva do PAN… ainda por cima logo na semana em que foi notícia que o rico doou ao Museu parte do seu precioso acervo (longe venha o tempo em que será espólio) de objectos ligados à caça que farão as delícias de quem gosta dessa arte que é a mais velha do planeta. Para ele, o meu ternurento beijinho e para o senhor Silva do PAN, tenha juízo e não seja mais fundamentalista do que os fundamentalistas!


Ricos! Quero mandar um ternurento beijinho a quantos fazem parte da ARCOA - a simpática associação dos criadores de Ovelhas dos Açores que tem sede em Santa Maria e que na passada semana completou 33 anos de vida, com bolo e tudo e com a promessa deixada pelo omnipresente Secretário Ponte em apoiar a construção de um ovil na ilha de Gonçalo Velho… O jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio noticiou na altura o desembarque de uma centena de ovelhas para produzir leite… e por isso fiquei muita contente com o anúncio de que está para breve a comercialização a sério de queijo de ovelha dos Açores... Fico à espera para provar o novo produto… e tenho a certeza que terá bom mercado, porque um queijinho de ovelha, se bem feito, é de comer e chorar por mais. De resto, mesmo em carne de ovelha e borrego, estamos a léguas de distância daquilo que se consome lá para os lados do rectângulo e até sou capaz de fazer uma aposta que a gente corre todos os talhos e lojas e não encontra uma costeleta de borrego à venda… Por isso e antes que a ilha vire uma placa espacial, venha o queijinho de ovelha!

Meus queridos! Com o tempo a ajudar, foi linda a noite das Estrelas aqui na minha cidade -norte. Com belíssimo ambiente, bom som e feérica iluminação, os grupos esmeraram-se e deram grande colorido à cidade e a dupla televisiva liderada pelo folião Vasco Pernes ajudou à festa. Quando ia daqui da minha rua Gonçalo Bezerra pensei encontrar a cidade pilhada de gente, como acontecia anos atrás… mas não!  Tinha muita gente, mas nada que se compare a outros tempos e isto porque por outros lugares e concelhos se multiplicam as réplicas duma tradição que era típica da Ribeira Grande ou que pelo menos foi a Ribeira Grande que primeiro a reabilitou quando estava moribunda. E vai daí que hoje em tudo quanto é sítio se cantam as Estrelas. E mal não vem ao mundo por isso, mas quanto a mim há coisas que deviam ser respeitadas… Já há marchas de São João, ou de São Pedro ou de Santo António por todo o lado, a tempo e fora de tempo,
Já há festivais de sopas em todo o lado e em todo o ano… Ou seja, aquilo que era típico ou que servia para marcar a identidade de um lugar, acaba por tornar-se coisa ou lugar-comum… desde que meta alguma coisa para comer e beber… É a vida!

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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