Teatro permite alertar jovens para consequências do uso precoce de substâncias, afirma Suzete Frias

A Directora Regional de Prevenção e Combate às Dependências alertou, na Maia, em S. Miguel, para as consequências do uso precoce de substâncias na saúde e bem-estar do indivíduo adulto, salientando que pode provocar danos irreversíveis.
 “O uso persistente de substâncias, lícitas e ilícitas, em idade precoce pode levar a danos físicos e mentais irreversíveis”, afirmou Suzete Frias, salientando que “é preciso alertar os jovens para esta realidade, falando e desconstruindo mitos, seja através do ensino, dos cuidados de saúde ou das artes”.
 Suzete Frias, que falava à margem de uma sessão de teatro-debate do Teatro do Oprimido, referiu que “o teatro tem um impacto grande no desenvolvimento das capacidades motoras, sociais e pessoais e no ultrapassar de diferentes conflitos”.
 A sessão decorreu ao longo de três horas e foi desenvolvida através de uma metodologia activa, com recurso ao teatro-debate, a mais completa técnica de intervenção pedagógica do Teatro do Oprimido, abordando temas como o consumo de álcool, de tabaco e de substâncias ilícitas.
 Os jovens participantes foram convidados a construir cenas com fixação de papéis e clarificação da opressão, a que se seguiu um debate.
 “Através da representação de cenas como a pressão dos colegas para o consumo, a coacção pelas redes sociais, a coacção dos traficantes ou a situação de um amigo em overdose, os jovens tiveram a oportunidade de desconstruir mitos e equacionar soluções”, frisou Suzete Frias.
 Nesse sentido, os jovens, ao desempenharem e refletirem sobre um papel, não só ficam a conhecer essa realidade, mas também a dão a conhecer, através de um processo de experimentação e reflexão que o teatro permite.
 Com esta metodologia, afirmou Suzete Frias, pretende-se tornar os jovens mais conscientes de si, capazes de analisar o mundo e os outros, fornecendo-lhes mecanismos de autoprotecção. 
Recorde-se que no dia em que o SICAD - Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências também apresentou o relatório anual com os dados nacionais relativos à situação do país em matéria de drogas e toxicodependências e álcool para o ano de 2017, o Secretário Regional da Saúde salientou que os jovens açorianos estão gradualmente a assimilar competências ao nível da prevenção da saúde e dos comportamentos de risco.
 “Há progressos assinaláveis na redução do consumo de substâncias nos jovens açorianos com 18 anos, que constam do mais recente inquérito realizado a 2.531 jovens, no Dia da Defesa Nacional, relativo a 2017”, afirmou, alertando, no entanto, que “é necessário continuarmos a estar atentos e interventivos no seu acompanhamento”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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Revista Pub açorianissima