17.600 trabalhadores por conta de outrem nos Açores ganharam em 2018 entre 310 e 600 euros por mês

No ano passado havia nos Açores 95.800 trabalhadores por contra de outrem e deste total, 17.600 trabalhadores estão a ganhar de 310 euros a menos de 600 euros (630 euros se for pago o aumento do salário mínimo). A estatística é revelada pelo Instituto Nacional de Estatística.
O INE declara que, o ano passado, havia 4.600 trabalhadores declarados na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, mas não revela os ordenados mensais que receberam o ano passado.
O ano passado, do total de 95.800 trabalhadores. Mais de um terço de trabalhadores por conta de outrem (39.500 trabalhadores), ganham entre 600 8630 com o acréscimo do salário mínimo) a menos de 900 euros na Região.
Em 2018, do total de trabalhadores por contra de outrem do arquipélago, 8.800 ganhava entre 900 e 1.200 euros mensais de ordenado.
O ano passado, 9.900 trabalhadores por conta de outrem auferiu o ano passado entre 1.200 e 1.800 euros.
Do total de trabalhadores por conta de outrem na Região o ano passado, não aparece os rendimentos de 13.400 trabalhadores.
No sector da indústria, construção civil, energia e água, havia em 2018 nos Açores 15.200 trabalhadores por conta de outrem e, destes, 7.200 trabalhadores ganhava entre 600 (eventualmente 630 euros), e 900 euros por mês. 
Ainda segundo o Instituto Nacional de Estatística, no sector dos Serviços (em que estão incluídos o turismo e a restauração), havia em 2018 nos Açores, 75.900 trabalhadores, dos quais 13.200 trabalhadores ganhava entre 310 e 600 euros (630 se for pago o acréscimo do salário mínimo) por mês.
Do total de trabalhadores por conta de outrem, na área dos Serviços, quase metade, 31.100 trabalhadores ganhava entre 0s 600 euros e os 900 euros por mês. 
7.900 trabalhadores por conta de outrem na área dos Serviços ganhava o ano passado entre 900 e 1.200 euros; e 9 mil trabalhadores ganhava entre 1.200 e 1.800 euros por mês.
Não foram declaradas as remunerações no sector dos Serviços de 9.600 trabalhadores.
É significativo também que o rendimento salarial médio mensal liquido dos trabalhadores por conta de outrem, segundo a região de residência e o sector de actividade principal, é sempre mais baixo nos Açores.
Enquanto o rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal foi de 888 euros no ano passado, nos Açores foi de 790 euros. No sector agrícola, enquanto o rendimento médio mensal líquido do trabalhador foi de 663 euros em 2018, nos Açores foi de 592 euros. 
Na indústria, construção, energia e água, o rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal foi o ano passado de 817 euros, enquanto nos Açores foi de 757 euros.
No sector dos Serviços, o rendimento salário médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem foi, em Portugal, de 918 euros, enquanto nos Açores foi de 806 euros.
Só no caso da Madeira surgem médias do rendimento mensal líquido abaixo dos praticados nos Açores.

Onde estão os trabalhadores?

Em 2018, dos 111.800 trabalhadores empregados nos Açores, 61.200 eram homens e 50.600 eram mulheres.
Do total de trabalhadores (111.800), 7.900 tinha entre 15 e 24 anos; 27 mil tinha entre 25 e 34 anos; 30.600 trabalhadores tinha entre 35 e 44 anos; 46.400 trabalhadores tinha entre 45 e mais anos.
Dos 111.800 activos, 95,8 eram o ano passado trabalhadores por conta de outrem; 73.400 trabalhadores tinha contratos a termo certo; 19.600 trabalhadores tinha contracto com termo; e 15 mil eram trabalhadores por conta própria.
Do total de 111.800 trabalhadores, 12 trabalhava na agricultura, produção animal, caça e floresta; 7.300 nas indústrias transformadoras; 7.400 trabalhadores na construção; 14.700 trabalhadores no comércio por grosso e retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos.
Nove mil trabalhadores desempenhava o ano passado funções no alojamento, restauração e similares; 14.400 eram da administração pública e defesa; e segurança social obrigatória; 9.200 trabalhadores tinham funções na educação; e 13.500 trabalhadores exerciam a sua actividade em actividades de saúde humana e apoio social; 
 Dos 111.800 trabalhadores, 15.800 eram o ano passado especialistas das actividades intelectuais e científicas; 14.900 trabalhadores eram técnicos e profissões de nível intermédio;  8.200 trabalhadores eram pessoal administrativo; 29.400 eram trabalhadores dos serviços pessoais, de protecção e segurança e vendedores;  12.800 eram trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices; 12.100 eram agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta; 16.700 eram trabalhadores não qualificados.

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Autor: CA

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