30 de abril de 2019

“O Corvo no Coração”, o terceiro livro de Lino de Freitas Fraga

Algumas das crónicas que Lino de Freitas Fraga publicou em vários órgãos de comunicação social, durante 47 anos, estão compiladas em livro, que será lançado no próximo dia 9 de Maio.
“Com o Corvo no Coração” é o nome deste terceiro livro de Lino de Freitas Fraga, que será apresentado no próximo dia 9 de Maio (Quinta-feira), na Fundação Sousa d’Oliveira, a partir das 18 horas.
Recorde-se que o primeiro livro deste corvino foi a obra “Pátria porque nos Abandonas?” e o segundo foi “O Dia da Lã”, que mostra como se vivia num tempo em que a ilha mais pequena dos Açores produzia tudo o que era necessário à sobrevivência.
Sobre “Pátria porque nos Abandonas?”, Lino Freitas Fraga foi antigo combatente no Ultramar. Durante vários anos publicou crónicas sobre este tema no Jornal "Correio dos Açores", que reuniu num só livro todas as entrevistas que levou a cabo com antigos combates do Ultramar, naturais ou residentes nos Açores.
“Com o Corvo no Coração” vai ser apresentado por Carlos Melo Bento e o livro, com 277 páginas, tem prefácio de Santos Narciso. 
Lino de Freitas Fraga dedica este livro “a todos os homens e mulheres que, ao longo dos séculos e desde o seu povoamento, com muita força, coração, dedicação e acima de tudo com muito trabalho conseguiram, conseguem e, de certo, continuarão a conseguir, enfrentar as inúmeras dificuldades que a natureza sempre impôs, nesta pequena ilha no meio do Atlântico Norte”.
Já o jornalista Santos Narciso, no prefácio diz, considera, que “Lino Fraga é, acima de tudo, um Homem de Coração. E pode considerar-se um exemplo daquilo que eu defino como o regionalismo universalizante. A Ilha do Corvo, independentemente do seu tamanho, ganha em Lino Fraga dimensão arquipelágica, muitas vezes esquecida pelos poderes políticos centrais e regionais, na força da palavra e no inquebrantável agir, nos caminhos da afirmação e do progresso.
Lino Fraga nunca foi Homem de ficar somente pelas palavras... e toda a sua acção política e social em prol do Corvo fala bem alto e garante-lhe autoridade naquilo que diz e que escreve”. 
“Rescaldo das chuvadas de ontem”, “PPD/PSD do Corvo em crise”, “O que é que o nosso vizinho é sempre melhor do que o nosso”, “O turismo que temos e o turismo que queremos”, “Acabaram as promessas agora é cumprir”, “Que raio de justiça é esta”, “Continua o inferno dos transportes aéreos”, “Assim vai o meu país! Será que valeu a pena?”, “Triste espectáculo” ou “Desaparecido em combate ou desertou? Dia da Autonomia no Canadá” são os títulos de algumas crónicas que o livro reúne escritas para o Rádio Clube de Angra, Expresso das Nove, Correio dos Açores, As Flores e Voz dos Açores na Califórnia.
Como nota de rodapé e para aguçar o apetite do leitor, realce-se que numa altura em que a informação era escassa, Lino de Freitas Fraga relatava o que se ia passando no Corvo. Por exemplo, em Janeiro 1973, e ao Rádio Clube de Angra, relatava: “As escolas primárias do Corvo estão fechadas há quase dois meses, devido aos professores, um   casal, estarem ausentes por motivo de doença e em que um foi submetido a uma melindrosa operação cirúrgica.
Lamentavelmente, nem a Direcção Escolar da Horta, nem o próprio Governo Civil da Horta, se dignaram fazer algo para que os nossos alunos não estivessem dois meses sem aulas.
Só mesmo no Corvo.
Uma tristeza!
Porém, conhecendo como conheço os professores, dos quais fui aluno, não tenho dúvidas que tudo farão para que os alunos recuperem o tempo perdido”.
47 Anos de crónicas em defesa do Corvo, dos Açores e de Portugal.

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