5 de maio de 2019

Recados com Amor

Meus Queridos! Isso é que vai uma crise!..O Primeiro - ministro António Costa resolveu por a “faca ao peito” dos partidos parceiros da geringonça sobre a contagem de nove anos de tempo de serviço dos professores… tornando-se dessa forma o elo mais fraco da engrenagem…Se isso fosse noutro tempo, já tinha caído o “Carmo e a Trindade” pela berraria que havia de se gerar, devido à afronta  do 1º Ministro à Assembleia da República, de quem ele depende… Juro que não sei quanto custa a aprovação de tal medida, nem sequer imagino se os valores adiantados pelo Governo são ou não verdadeiros… O que sei é que a medida em si, a ir p’rá frente, vai levar a que todos os funcionários públicos exijam, e com justiça,  a subida nas carreiras que também estão congeladas, criando-se uma espiral reivindicativa que ninguém será capaz de aguentar… A minha prima Angelina diz que já tinha conjecturado este desfecho desde a altura em que o Governo de António Costa aprovou, para contentar os parceiros da geringonça, a reposição das trinta e cinco horas de trabalho, que estremeceu com o Serviço Nacional de Saúde… Agora, António Costa  está a beber o fel que destila de tal medida e não encontra  outro caminho senão…, senão atirar a toalha ao chão se a lei, for mesmo avante… Costa torna-se vítima, mas não é claro que ganhe votos com tal vitimização… e talvez afugente para futuro, os parceiros que o aguentaram durante três anos e pouco… Vamos ver o que isso vai dar, e no caso concreto dos Açores e da Madeira, estou atenta para ver como é que vão ficar na fotografia da discórdia, depois de terem, e quanto a mim bem, resolvido o imbróglio com os professores, pelo diálogo e negociação, coisa que o governo de António Costa, sempre recusou e todo o diálogo que houve… foi, em conclusão, um diálogo de surdos…

Meus queridos! Quero mandar um ternurento beijinho ao charmoso e sempre dinâmico Director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, Américo Natalino Viveiros, pela magnífica edição do dia 1 de Maio, com o suplemento que marcou o 99º aniversário do Correio dos Açores e a entrada nas celebrações do centenário do matutino de José Bruno Carreiro e Francisco Luís Tavares. O tema escolhido para este ano foi  “Perante o modelo económico e social que temos, qual deverá ser o modelo a projectar para a próxima década”. Já guardei com todo o cuidado, o acervo de opiniões e de pistas para debate que foram publicadas nos vários artigos insertos naquela edição. Está de parabéns o velhinho jornal onde há mais de 40 anos venho publicando, sem falhar, os meus recadinhos e sei que o meu querido Director espera por eles e fá-los publicar sempre como mesmo espírito de respeito pela liberdade de pensamento que todos os seus colaboradores podem testemunhar. E vão os parabéns também para todos os que trabalham e dão o seu melhor num tempo em que manter um jornal é quase um acto de heroísmo que pouca gente entende. E, para o ano, prometo estar na linha da frente, com o meu vestido azul bandeira para o partir do bolo dos cem anos. Desejo que seja festa rija. Merece!


Ricos! Ainda a propósito do meu recadinho sobre a colocação das letras em falta na placa que marca a inauguração em 1992 da Avenida João Bosco Mota Amaral, e face às duvidas que havia levantado no esclarecimento enviado pelo sempre prestante e diligente Presidente da Comissão de Toponímia José Andrade, quanto à responsabilidade daquela importante via, o Director do Jornal que tão generosamente me recebe no seu seio, remeteu-me uma nova resposta que gostosamente abaixo transcrevo, aproveitando para antecipadamente agradecer a reposição das letras que “foram à vida”…
“Em nome da verdade dos factos e da humildade dos procedimentos, cumpre-me corrigir uma parte do esclarecimento aqui prestado no passado domingo.
De facto, como bem suspeitava a sempre informada Maria Corisca, a Avenida João Bosco Mota Amaral já passou de via regional para via municipal.
Logo, o monumento ali construído pelo governo regional, em 1992, para assinalar a inauguração do seu prolongamento, poderá agora ser intervencionado pela câmara municipal, designadamente com a reposição das letras em falta.
É isso mesmo que vamos fazer, com a maior brevidade possível.
Reconhecido à Maria Corisca pelo alerta pertinente e pelo reparo oportuno, José Andrade.”


Meus queridos! Ano de eleições é sempre ano de boas notícias. Agora a notícia é que lá para os lados do rectângulo e com certeza também nas ilhas, nas lojas do cidadão vai ser muito mais rápido fazer ou renovar o cartão de cidadão. Dizem eles que bastarão cinco minutos para tratar do assunto… E acho muito bem… Com as filas que muitas vezes estão à espera, resta perguntar é quanto tempo a gente tem de esperar sentados para ter direito àqueles 5 minutos de rapidez. É mais ou menos como quem vai numa auto-estrada ou numa via rápida a grande velocidade e pensa que chega mais depressa ao destino e o que acontece é que chega mais depressa… ao engarrafamento!


Meus Queridos! Recebi um recadinho que me enviou a minha amiga Mara do Amparo, acompanhado de um extenso despacho que nomeia o antigo Presidente da SPRHI (e antigo Director Regional do Desenvolvimento Agrário), como “Assessor Técnico” do Gabinete do meu querido Secretário Regional Adjunto da Presidência, para as Relações Externas, para fazer, designadamente, a recolha, compilação e análise de informação, posições e propostas de instituições e órgãos da União Europeia, tais como a Comissão Europeia, o Comité das Regiões, o Conselho Económico e Social Europeu e o Tribunal de Contas Europeu… Pelo serviço que vai prestar, o sortudo vai auferir a módica quantia de 2.900,72 euros. Maria do Amparo acrescenta que o trabalho a fazer não justifica tamanho vencimento e tem pena que ta incumbência tenha cabido ao meu querido Secretário Rui Bettencourt. São sortes!.. 


Meus queridos! Muitas vezes somos prontos para criticar as deficiências e limitações da RTP/Açores, tão esmifrada que tem andado por falta de pilim e também de ideias. Mas como sempre fui mulher de cortar a direito, mando um ternurento beijinho ao Director Rui Goulart pelos novos programas que agora se iniciam e deixo já uma palavrinha ao meu querido e irreverente Vasco Pernes e seu companheiro de programa Rui Machado, pelo muito que gostei, no passado Domingo, da primeira edição do “Histórias da Terra e da Gente”. Belas imagens e ricos testemunhos. Os Açores a pulsar e ao mesmo tempo a mostrar que são as diferenças que nos fazem. Gostei! Logo à noite, depois do Telejornal lá estarei atenta!


Ricos! Ao ver num cantinho do renovado jornal “A Crença”, agora dirigido pelo Padre José Paulo Machado, uma foto com uma simples legenda: “a última Missa como capelão da Misericórdia da Vila Franca pelo Padre António Cassiano”, não podia deixar de lhe mandar daqui um grande abraço pelo trabalho que sempre humilde e silencioso fez pelos que mais sofrem e precisam na velha capital e todo o seu concelho. Com a força da palavra, nos seus escritos na Crença, mas acima de tudo com a autenticidade da sua vida de doação e desprendimento, o ainda pároco de São Pedro da Vila é uma referência e exemplo para quem o conhece. Com um ternurento beijinho só lhe desejo melhor saúde para poder gozar aquilo que ele muito gosta: as suas queridas Furnas, com a família e amigos!
Meus queridos! Estamos em plena semana académica que já começou no passado Domingo com a bênção das pastas na igreja da Senhora da Fátima do Lagedo ( eu já nem sei se é Lagedo ou Lajedo), e que continua com muita música e alegria. A irreverência dos estudantes… mesmo com alguns exageros, e quem não os teve nunca atire a primeira pedra, é uma coisa boa e que alegra a cidade e pelo menos disfarça a preocupação de quem acaba os seus cursos e cada vez menos tem possibilidade de arranjar um trabalhinho a condizer com o curso que tirou, porque isto agora ou é para caixa de supermercado ou para empregado de mesa ou de hotel… Mas, pelo menos que gozem a alegria de se terem formado. E que haja muita festa, com juizinho na cabeça, como diz a minha prima Jardelina à sua menina que acabou o curso.


Ricos! A minha prima Maria dos Flamengos mandou-me a cópia da resposta do Governo a um requerimento feito pelo CDS sobre o “Arquipélago” que fica situado na minha cidade norte. Na resposta detalhada do Governo, fica-se a saber que “actualmente, encontram-se ao serviço no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas um total de 17 colaboradores, incluindo um director artístico, titulares de contratos de prestação de serviços, substanciados nas modalidades de avença.
O quadro de vencimento tem como referência o vencimento base de cada uma das categorias da função pública, sendo a média mensal para funções idênticas às de um técnico superior, 1.817.21 euros com IVA incluído para funções idênticas às de um assistente técnico, de 1.130.88 euros; e para funções idênticas às de um assistente operacional, de 737 euros isentos de IVA”.
Na resposta, o Governo dos Açores” confirma que existe no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas um director artístico, titular de um contrato de prestação de serviços, modalidade de avença, cujo valor mensal é de 4.631.55 euros com IVA incluído”
Maria dos Flamengos lembra que o Presidente da República,  Marcelo Rebelo de Sousa, é o político português que tem o salário mais elevado, cerca de 6.700 euros brutos mensais.   Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, recebe cerca de 5.200 euros brutos mensais. António Costa,  Primeiro-ministro: recebe cerca de 4.900 euros brutos mensais.
Os ministros recebem cerca de 4.200 euros brutos mensais,  e os Secretários de Estado recebem 3.900 euros mensais. A estes valores acresce 40% para despesas de representação. 
Ou seja, o/a Director (a) Artístico (a) do Arquipélago recebe mais do que o vencimento base de um Secretário Regional ou do Presidente do Governo. A minha prima Maria dos Flamengos diz que é por esta e por outras que não se pode exigir muito mais de quem governa porque há lugares na Administração Pública que recebem muito mais e têm muito menos responsabilidades e exposição pública… Isso está tudo a pedir uma grande reforma !

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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