34,35% das crianças desfavorecidas dos Açores estão em creches, afirmou Andreia Cardoso na 73ª Conferência do Distrito Rotário

A Secretária Regional da Solidariedade Social anunciou ontem, em Ponta Delgada, que a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social “já apresenta resultados animadores”, não obstante se tratar de “um processo com objetivos a longo prazo”.
 Andreia Cardoso, que apresentava as principais linhas da Estratégia na 73.ª Conferência do Distrito 1960 Rotary, subordinada ao tema ‘Seja a Inspiração no Combate à Pobreza’, adiantou 82 por cento das acções previstas no Plano de Ação para 2018-2019 já estão em curso e que, em algumas, já é possível identificar resultados positivos.
 A Secretária Regional disse que um dos objetivos definidos no Plano de Acção, que visa o aumento do acesso de crianças na primeira infância a respostas sociais e educativas, tem permitido eliminar o hiato que afasta as crianças de situações socioeconómicas mais frágeis no acesso à creche.  “Até ao final de 2018, a taxa de integração em creche por parte das crianças mais desfavorecidas situava-se nos 34,35%, um valor cerca de cinco pontos superior ao que tínhamos no final de 2017 e acima da taxa recomendada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)”, disse a Secretária Regional.  “Também no que respeita à promoção da vigilância infantil, os resultados da taxa de crianças com, pelo menos, seis consultas de vigilância de saúde infantil no primeiro ano de vida passaram de 31 por cento em 2016 para 51 por cento em 2018”, acrescentou.
 Andreia Cardoso salientou também a eliminação das barreiras arquitetónicas nas habitações de idosos e pessoas com mobilidade reduzida, com vista a tornar a casa mais segura e prevenindo, assim, as quedas, que são um fator para a exclusão social. 
“Por ser uma medida que consideramos de extrema importância e que pode marcar a diferença, decidiu-se prolongar a fase de levantamento, inicialmente prevista para 2018, para este ano, de forma a abranger mais casos”, afirmou a titular da pasta da Solidariedade Social.
 A Secretária Regional considerou que estas medidas, apesar de simples e sem necessidade de um esforço financeiro significativo, “têm um impacto direto e imediato na qualidade de vida dos cidadãos”, relembrando ainda o regime jurídico de apoio ao cuidador informal e os apoios nele previstos ao nível social, técnico e até financeiro.
 “A Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social é uma compilação de ações a desenvolver, em estreita colaboração com a sociedade civil, com o objetivo de reduzir os níveis de pobreza da Região e, simultaneamente, promover a coesão dos diferentes territórios que a constituem”, frisou Andreia Cardoso.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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