11 de maio de 2019

Directo ao Assunto

A questão do “Fons” do “Fonshonorum” do Senhor de Santar


SERÁ QUE a REPÚBLICA PORTUGUESA, maçónica|carbonária na sua génese e que foi responsável directa ou indiretamente pelo Regicídio pode DETERMINAR “FONS HONORUM” a esse convencido legatário? O Povo Português, muito particularmente os monárquicos nacionais, deviam saber muito bem, e de forma particular e hereditariamente esclarecida os aristocratas que “Fons Honorum”, sendo uma expressão latina para Fonte de Honra, é uma declaração que refere o direito legítimo que um Chefe de Estado tem, em virtude da sua posição oficial, quer na monarquia ou em república, de atribuir condecorações no último caso, sendo que, no primeiro caso, pode conferir títulos nobiliárquicos, Ordens de Cavalaria ou Ordens de Mérito a pessoas que se destaquem por serviços prestados à sociedade. Neste contexto, e após o fim do feudalismo e, por conseguinte, desde o surgimento dos Estados Nacionais por volta do século XIII, tanto as Ordens de Cavalaria como os Títulos de Nobreza (nas monarquias) tornaram-se propriedade e domínio do soberano (ou chefe de estado) que as davam para recompensar apenas os seus súbditos (cidadãos) mais leais e merecedores, ou seja, os governantes e chefes de Estado tornaram-se a única “fonte da honra” das suas respectivas nações. Assim, creio que a questão sobre se uma ORDEM é uma ordem legítima de CAVALARIA ou uma “suposta” ordem está sempre ligada à “Fons Honorum”. Por outras palavras, refiro uma “Fonte de Honra” legítima que corresponda a alguém que seja considerado soberano desde, ou depois, do momento em que a Ordem foi criada; possuir características de soberano antes da criação de uma Ordem, e ser considerado fidedigno para criar uma Ordem de Cavalaria apenas se o anterior soberano não tiver abdicado antes da criação da Ordem, mas sim, ter sido deposto ou ter perdido o seu poder de alguma forma. Actualmente, alguém que seja Cavaleiro ou tenha nascido no seio da Nobreza, não pode conceder títulos nobiliárquicos, de Cavalaria ou de Ordens de Cavalaria a outrem. Assim, de acordo com a Lei Internacional, e com a Tradição, ninguém pode ser “fonte de honra”, a não ser tão-somente um soberano em exercício ou sem trono, mesmo vivendo em exílio, ou seja, um chefe de Estado ou Chefe de uma Casa Real. Interessantemente, lembro que, mesmo o Papa, é Fons Honorum não por sua qualidade de chefe religioso, mas de Chefe-de-Estado (principado ou papado). E, tal como sabemos, a Santa Sé é, de jure, realmente um país, mesmo que estivesse por alguma razão fora do Vaticano!
Ora, incidindo no mote cardeal desta explanação, desejo lembrar a todos os leitores que, após a súbita e muito suspeita morte do último monarca português, El-Rei Dom Manuel II, os diversos organismos monárquicos à altura existentes, como a Causa Monárquica que, por vezes se confundia e alienava fazendo o rei antes da sua extinção e em exílio descontente e triste, especialmente por via do Integralismo Lusitano, também os Delegados dos Antigos Combatentes, etc., sob a presidência do Lugar-Tenente de Sua Majestade o Senhor Dom Manuel II não deu prosseguimento nem aval para que os abjurados “primos” – em sexto, sétimo, oitavo e nono grau -  dessem continuidade na Chefia da Sereníssima Casa de Bragança e da Casa Real Portuguesa, por via que a linha genealógica oriunda de Dom Miguel, o usurpador e absolutista, absolutamente culpado da guerra civil para levar a cabo um governo absolutista, seguindo os intentos de sua mãe, Dona Carlota Joaquina, através da representação do seu neto o Senhor Duarte Nuno e, hoje em dia, pelo Senhor Duarte Pio de Bragança, perdeu – por DECRETO de DONA MARIA I - o direito aos graus, títulos e honrarias que pudessem dirigir essa família de apostatados e traidores à hipótese da Restauração do Trono de Portugal. Portanto, a continuidade dinástica, ou seja, a continuidade histórica, coube à Infanta de Portugal, SAR Dona Maria Pia de Bragança-Wettin (a Princesa propositadamente ignorada), realmente pela mão de seu Augusto Pai, El-Rei Dom Carlos I, declarada sua filha com todos os direitos e prerrogativas de Infanta de Portugal, portanto XXIª Duquesa de Bragança após a morte do último Rei de Portugal, Dom Manuel II, seu meio-irmão, que não deixou filhos nem nunca perfilhou ou reconheceu quaisquer direitos dinásticos da descendência miguelista; pelo contrário, fê-los jurar fidelidade à distância. E isto é História impoluta e válida, realmente documentada. Por conseguinte, em abono da verdade, o “Fons Honorum” pretensamente glorificado em 1932 pelos maneirismos administrativos da república que pretenderam dar “continuidade” dinástica em república da Sereníssima Casa de Bragança, através dos descendentes de Dom Miguel, é nula, desleal e vergonhosa, sendo uma falácia que tem de ser desmascarada vezes sem conta, infelizmente perante a perda da coluna vertebral de uma aristocracia caduca que se encurva para não perder o tacho ou os selfies  momentâneos que essa família faz produzir à custa da crença e boa vontade do Povo Português!
Em suma, todos os pseudo Documentos da Aclamação do “proclamado rei” Duarte II, usando indevidamente o nome de João d´Azevedo Coutinho, último lugar-tenente de El-Rei Dom Manuel II, são uma dissimulação, um teatro e um autêntico embuste que não mais convence os portugueses mais precavidos, e são já milhares!
Voltarei ao assunto se preciso for!

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Categorias: Opinião

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