Grande Prémio dos Açores tem mais ciclistas do que a Volta a Portugal do Futuro

“A política da Associação tem de assentar na formação”

“Estabelecemos com a Liberty Seguros um acordo para três anos, que se prolongou por três vezes três. Foram 9 anos fantásticos. 
Houve uma mudança de política da empresa, resultando num conjunto de alterações que abrangeram a nossa prova.
Foram 9 anos mais virados para os Masters. Agora viramos de página e vamos para a formação. Será uma competição renovada e reforçada.
- A razão da mudança para os sub-23 foi explicada pelo diretor da corrida:
“A política da Associação deve ser a de apostar cada vez mais na formação dos mais novos.
Os Sub-23 são um escalão muito difícil no ciclismo porque transitam dos escalões de formação e entram na fase da idade adulta.
A aposta neste escalão é para criar um caminho de ajuda aos ciclistas que queiram vingar na modalidade, onde também entra a selecção Açores. São estratégias da Associação viradas para a fixação dos nossos jovens na modalidade.”
 - Porque houve a redução dos números mínimos e máximo de ciclistas por equipas em relação aos anos anteriores?
“É uma tendência nacional e até mesmo internacional reduzir o número de atletas por equipa neste tipo de provas, como sucede na Taça de Portugal de Cadetes, Juniores e de Sub-23. É uma filosofia que não é nossa mas que concordamos. Equipas com muitos ciclistas não trazem muita dinâmica. Com equipas mais pequenas fica tudo mais aberto e os resultados são mais imprevisíveis.”
- Foi difícil trazer estas equipas do Continente ou houve mais interessados?
“Houve mais clubes interessados. Do escalão de sub-23 a nível nacional só faltam o Mortágua e a Oliveirense. Não tinham o número suficiente de corredores para preencher os mínimos porque as equipas continentais não podem formar equipas mistas.
Temos cá equipas espanholas e acabaram por ficar algumas de fora, porque não temos capacidade logística para conseguir encaixá-las.”
- Porque deixou de haver o prólogo?
“Teve a ver com as datas da prova. Habitualmente realizamos a “Volta” abrangendo o feriado regional de 2.ª feira, possibilitando 4 dias de prova, abrindo com o prólogo. Neste ano não podemos ocupar as datas porque há no mesmo período uma competição nacional do escalão de Elites. 
Ao anteciparmos tivemos de reduzir em um dia o programa da Volta. Não quisemos que esta corrida fosse na época alta do turismo na ilha de São Miguel.
No próximo ano, se conseguirmos encaixar esta prova num fim-de-semana mais longo, entre uma sexta e um feriado na 2.ª feira, podemos passar para um prólogo e três etapas.”
A cidade de Ponta Delgada volta a ser o ponto de partida da 1.ª etapa da edição de 2019, que será disputada em três dias, com outras tantas etapas em linha, para um total de 310 kms. 
No dia 17 de Maio a etapa fará a ligação entre Ponta Delgada e Nordeste, com passagem por Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo, Furnas e Povoação, numa extensão total de 97 kms. 
No dia 18 de Maio haverá uma etapa de 114 kms que ligará Nordeste à Lagoa, com passagens por Ribeira Grande, Capelas, Bretanha, Ginetes, Relva e Ponta Delgada. 
No último dia, terá lugar uma etapa de 99 kms que ligará Lagoa ao cimo da Lagoa do Fogo, com passagem por Ponta Delgada, Ginetes, Várzea, Sete Cidades. Arribanas, São Vicente,

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Categorias: Desporto

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