19 de maio de 2019

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Recados com Amor

Meus Queridos! O meu querido Director do Jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, Américo Natalino Viveiros, enquanto toda a comunicação social digeria ainda o comportamento de Joe Berardo na Assembleia da República, ele, de forma desassombrada, pôs em editorial o dedo na ferida que continua a sangrar… consequência do escândalo que se passou na banca portuguesa, e que a nível nacional, só a partir de Domingo à noite é que começou o vendaval que se estendeu por toda a semana sobre as dívidas ou não dívidas do comendador Berardo, atirando-se ao homem como gatos a bofe… Uns, para lavarem a mãos que têm manchadas… apareceram renegando a promiscuidade política que juntou mandantes e mandatários…num conluio criminoso de assalto ao poder para uso e beneficio pessoal… e que acabou no pântano financeiro que custou os olhos da cara a todos os portugueses…, sem terem comido ou bebido. Berardo serviu de cabecilha a políticos e banqueiros e serviu-se também dos que dele se serviram… Os Açores e a Madeira, no meio disso tudo, também foram vitimas desse açaime…. Perderam o Banco Comercial dos Açores e depois o Banif… Mas o pior é ver todos os mandantes que passaram pela Caixa Geral de Depósitos terem sido acometidos por uma onda de demência ou Alzheimer porque não se lembram de nada do que fizeram… Estão mas é todos enterrados até ao pescoço nessa trama criminosa que continua impune e que não se vê disposição da justiça para agarrar num processo dessa complexidade… Se fosse a arraia-miúda seria mais fácil… e até já estava julgada publicamente… O problema é que todos esses mandantes souberam engodar quem lhes fazia a corte, criando uma data de génios… que hoje se sabe que valem nada… e deram cabo da vida de muita gente…. Podia nomear aqui uma ou duas dezenas deles… mas como não tenho têmpera de delatora, reservo-me de o fazer. Para mim, tanto se me dá que Berardo fique ou perca as Comendas que tem, porque o homem afinal tem mérito de enganar quem se atravessa no caminho dos seus interesses…

Ricos! A minha prima Jardelina não perde, todos os dias, na Globo, a telenovela Terra Nostra que tem como centro as grandes fazendas e os barões do café, nos primeiros anos do século XX, no Brasil e o drama da emigração italiana. Por isso ficou toda contente quando ouviu e leu que os Açores podem virar grandes produtores de café, com o rei do café em Portugal …o Comendador Rui Nabeiro…a apoiar 500 agricultores açorianos que queiram apostar na sua produção. Diz a minha prima que já acredita em tudo, porque desde o pastel, à laranja até ao linho e ananás, temos vivido de ciclos que agora são da vaca e dos verdes pastos. E já começamos também em força com a cana do açúcar! Por mim, que adoro um cafézinho da Fajã dos Vimes, da produção do senhor Nunes, só espero que não seja mais uma das intenções que não passa da papel e já vou começar a pensar na marca que vão escolher para o café dos Açores… É que somos mesmo de invejar e ficamos com “chá, café e laranjada”!


Meus Queridos! Uma amiga de peito mandou-me um email contendo, julgo que em termos figurados, a resposta que um pai enviou à filha… e que ela considera  uma resposta à altura da pergunta dela. Uma modernice perfeita que certamente fará a filha pensar, de forma mais esclarecida, nas realidades factuais da vida…. e quem sabe ajudará alguns leitores a pensar no que vai lá por casa!... por isso aqui vai  a carta tal como recebi: 
 
    “Querido pai, estou  apaixonada por um rapaz que vive longe de mim.
    Como sabes, eu estou na Austrália oriental e ele vive em Nova Iorque. Conhecemo-nos num chatroom e fizemos amizade no Facebook.
    Conversámos largas horas no  Whatsapp, propôs-me em casamento pelo Skype e temos dois meses de relação através do Viber.
Paizinho, preciso que me dês a tua Bênção. “

    Resposta do pai:

    “Wow, isto realmente é incrível!
    Então, casa-te pelo Twitter, divirtam-se pelo Tango, mandem vir os  vossos filhos pelo Amazon e paguem com o Paypal.

    Assegurem-se de terem bons Androids e ampliem o Wi-Fi para que a comunicação seja boa. E se, em algum momento, te fartares do teu marido,  vende-o no Ebay!”

Meus queridos! Como acontece todos os anos, o Governo Regional já concedeu tolerância de ponto para São Miguel, na Segunda-feira das festas do Santo Cristo, e para a Graciosa, no dia 24, que é o dia da peregrinação de Guadalupe, se não me falha esta velha memória. Tudo bem, mas como diz a minha prima Teresinha, quem fica prejudicada é Ponta Delgada, já que aquela tolerância de ponto não lhes serve de nada porque aquele dia já é Feriado Municipal. Para ser coerente, o Governo do meu querido Presidente Vasco Cordeiro deveria era conceder a tolerância de ponto em Ponta Delgada na Quinta-feira de encerramento das festas, como acontecia antigamente em que ninguém trabalhava na tarde daquele dia. Se todos os concelhos têm o seu feriado municipal, mais a tolerância de ponto da Segunda-feira do Senhor, fica ou não fica Ponta Delgada prejudicada? Isto o que penso, eu que nem sou de Ponta Delgada, e vivo aqui no meu cantinho, nesta rua Gonçalo Bezerra, da minha cidade norte.


Meus queridos! A luta contra os plásticos ganha cada vez mais força e mesmo por cá já se espera a discussão das medidas que o PS propôs e que vão fazer reduzir o uso do dito cujo. Mas há quem se tenha antecipado e em muitas lojas e supermercados até o pãozinho deixou de estar enrolado em plástico, mas agora vem embrulhado em papel pardo, como aquele em que se vendia o meio quilo de açúcar de antigamente. Tudo bem, diz a minha prima Teresinha que vai pensando nas árvores que vai ser preciso abater para tanto papel. Não há bela sem senão. O plástico não presta, mas o papel pardo a enrolar o pão não possibilita ver se o dito está cru, cozido, favado ou embetumado. A gente tem de levar o pão da maneira que está, sem o ver e quando chega a casa e ele estiver intragável, que fazer? Devolver? E como se prova? E quanto custa em tempo e popó? É que já há materiais biodegradáveis transparentes… Ou não há?


Ricos! Ainda a propósito do pão, a minha amiga Estrelinha que gosta muito de viajar até França, conta que sempre achou muito estranho os franceses irem à padaria comprar o pão e trazer depois pelas ruas os cacetes debaixo dos braços sem qualquer protecção… Diz ela que achava uma falta de higiene, mas agora conclui que afinal os franceses iam muito à frente na luta contra o plástico. Vai ser um regalo ver as pessoas saírem com o pão a descoberto das padarias ou dos hipermercados… O pior vai ser passar depois pelos serviços de Inspecção que tem de cumprir à risca as normas plásticas que foram e continuam em vigor impostas pela União Europeia para em nome da higiene promover a indústria do plástico…. Está tudo doido… 


Ricos! Quero mandar um ternurento beijinho à Câmara Municipal da novel cidade da Lagoa, pela inauguração da sua “Biblioteca na Rua” que me fez lembrar os tempos das velhas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que tanto livro emprestaram a tanta gente. Espero que agora, no Concelho de Carreio da Costa, volte a crescer o gosto pelos livros e que a minha querida Presidente Cristina Calisto não se esqueça de lá ter os jornais locais à disposição dos leitores. Seria bom que as Câmaras, à semelhança do que já acontece com Ponta Delgada, embora de forma tímida ainda…apoiem uma rede de leitura nas escolas dos seus concelhos para que os alunos possam coabitar em termos informativos com o digital e que ajudará a pensar localmente como não pode deixar de ser…Ficam os meus parabéns pela iniciativa e àqueles que em tudo acham motivo para criticar dizendo que deveriam ter escolhido um popó eléctrico em vez daquele, é caso para perguntar se há popós eléctricos com aquelas características e quanto pilim iam custar. É que nisto de sonhar, mesmo que se sonhe muito alto, acorda-se sempre sem nada nas mãos…


Ricos! Que ressaca vai para os lados do rectângulo com as passadeiras coloridas, com o faz e apaga, pode e não pode. Por mim podem pintar as zebras de todas as cores que quiserem, mas eu acho que, em vez de construírem estão é a criar anticorpos desnecessários. E o pior é quando um autarca tem o desplante de dizer que aquilo é para “homenagear” a comunidade LGBT… Homenagear? Ainda sou mulher de aceitar que se lute contra a discriminação e nada tenho contra gays, lésbicas ou trans… (seja lá o que for)! Mas homenagear? Desde quando alguém tem de ser homenageado pela sua orientação sexual? Palavra de honra que isto ainda é pior do que discutir o sexo dos anjos… Ou será que tenho de dizer dos anjos e das anjas?


Meus queridos! Contou-me uma amiga minha de peito que foi esta semana com umas colegas que vieram lá do rectângulo visitar o sempre bem cuidado Jardim António Borges e lá chegou passava um pouco das 18 horas e o dito cujo já estava fechado. Ela sabe que tem lá uma placa que diz que de Inverno o horário é até às 18 horas, mas o Inverno já passou há muito e embora o Verão ainda não tenha chegado, oito da noite é de dia, como ela diz… Pelo menos e para orientação de residentes e turistas, fica o pedido à Câmara do meu querido Presidente Bolieiro para mudar o letreiro e lá dizer: de tantos a tantos do mês tal, horário tal… Nada como as datas exactas, porque para além de Inverno e Verão há Primavera e Outono…


Meus queridos! E mais uma vez a minha prima Maria dos Flamengos não vai ter oportunidade de vir às Festas do Santo Cristo no barquinho fretado pela Atlânticoline, que em mais um ano volta a chegar depois da data. São sortes como diz ela, que está muito arrependida de não ter comprado a passagem antes, pois assim poderia ir de barco até à Terceira e vir de avião para Ponta Delgada. Mas como ela queria trazer o popó para dar uma volta com os netos, esperou para ver, porque agora quem pagou para trazer os popós, ou vai ter o pilim de volta, ou vai alugar um pago pela Atlânticoline. Mesmo que a culpa seja dos outros é caso para dizer que o enguiço dos barcos está para durar…. Aí há osso de defunto!....

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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