Segundo relatório de geotecnia na posse da Direcção Regional do Ambiente

Gruta do Carvão não é obstáculo à construção de empreendimento no espaço da SINAGA

 O Presidente do Conselho de Administração da SINAGA, Rui Maciel, informou ontem o Correio dos Açores que o relatório que resultou do estudo geotécnico do terreno onde se encontram as instalações inactivas da unidade fabril, na Rua de Lisboa, veio demonstrar que o espaço tem as condições necessárias de segurança para se projectar um empreendimento de edificações.
A 11 de Junho de 2018, a Administração da SINAGA solicitou à Câmara Municipal de Ponta Delgada um Pedido de Informação Prévia com o objectivo de “avaliar as possibilidades edificativas no terreno da Rua de Lisboa”.
Em resposta, a Câmara Municipal fez eco do parecer da Direcção Regional do Ambiente para a realização de um estudo geotécnico com o propósito de aferir, com rigor, os locais do terreno da SINAGA por onde passa a Gruta do Carvão “de modo a optimizar-se a capacidade construtiva” no espaço.
Em sequência, a empresa pública promoveu a realização do estudo geotécnico e, segundo Rui Maciel, do relatório se conclui que não existe nenhum impedimento para se concretizar a construção de um empreendimento no local onde se encontra a fábrica. “À partida”, afirmou, “pelos resultados do relatório, não há nada que condicione em termos de construções na rua de Lisboa”, afirmou o Presidente da SINAGA.
O relatório constatou que, de facto, a Gruta do Carvão passa num determinado traçado pelo terreno da fábrica que, segundo Rui Maciel, poderá ser, por exemplo, o espaço para um parque de estacionamento com plataforma reforçada como já aconteceu em outras construções que se fizeram na zona da gruta.
 O relatório geotécnico já foi enviado para a Direcção Regional do Ambiente que dará o seu parecer à Câmara Municipal de Ponta Delgada, entidade que decidirá pela construção ou não de edificações e pela sua volumetria tendo em atenção, nomeadamente, a proximidade do aeroporto de Ponta Delgada
Propostas para comprar
fábrica do álcool

O Presidente do Conselho de Administração da SINAGA, Rui Maciel, confirmou ao Correio dos Açores que, na companhia da Presidente da Câmara da Lagoa, Cristina Calisto, já visitou as instalações da antiga fábrica do álcool com investidores russos, belgas e americano e que foi apresentada uma proposta de compra que está a ser negociada por a oferta do empresário não chegar aos valores pretendidos pela empresa pública.
A antiga fábrica do álcool da Lagoa é um imóvel de grandes dimensões e “possuidor de especificidades próprias, com estruturas industriais edificadas, uma parte das quais em ruínas, e parcialmente classificado pela Câmara Municipal da Lagoa, como Património Industrial, situação que, objectivamente, introduz dificuldades no processo negocial para venda”, lê-se numa resposta do Governo dos Açores a um requerimento apresentado na Assembleia Legislativa Regional pelos deputados do PSD António Almeida e António Vasco Viveiros.
O imóvel da fábrica de álcool da Lagoa localiza-se na Avenida António Medeiros e Almeida, no Rosário, com uma área de 9.591 metros quadrados e, desde 14 de Dezembro de 2018 a SINAGA contratualizou com a ERA a promoção e mediação imobiliária para alienação do espaço.
Mais difícil tem sido a venda do terreno que a SINAGA tem à venda nas Capelas. O prédio urbano fica localizado na Rua da Formação Profissional e tem uma área de 23.039 metros quadrados.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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