I Congresso Internacional de Protecção Civil dos Açores reúne perto de 400 participantes

O Secretário Regional da Saúde defendeu ontem, em Angra do Heroísmo, a importância da difusão de conhecimento na construção de sociedades mais resilientes e conscientes do risco e da percepção do perigo, face às alterações climáticas.
 Rui Luís, que falava na sessão de abertura do I Congresso Internacional de Protecção Civil Azores 2019, que tem por tema ‘Os Novos Desafios, Ameaças e Capacidades’, considerou que a segurança pressupõe prevenção e protecção, sendo nesse desígnio que reside o interesse deste debate.
 “É nessa linha que também os Açores se preparam, actualizando regularmente as necessidades específicas, os riscos e as vulnerabilidades, incluindo eventuais medidas de adaptação, que devem ser enfrentadas no quadro de abordagens regionais, nacionais ou no seio da União Europeia, para a adaptação às alterações climáticas e à gestão do risco de catástrofes”, sublinhou Rui Luís.
 Este congresso internacional, promovido pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, decorre no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo e reúne cerca de 400 participantes.
 O programa inclui seis painéis, com cerca de 30 especialistas nas áreas da protecção civil, alterações climáticas, gestão de riscos, comunicação em emergência, intervenção psicossocial em emergência e emergência médica pré-hospitalar.
 Para o titular da pasta da Protecção Civil, as opiniões de personalidades de reconhecido saber irão promover uma maior consciencialização da sociedade e ajudar a orientar a procura de novas soluções e a aquisição de novas competências em todas as entidades com responsabilidade no âmbito da Protecção Civil.
 “Lidar com riscos colectivos nas suas diferentes formas e manifestações não é uma atribuição exclusiva dos serviços regionais ou nacional de Protecção Civil”, referiu Rui Luís, acrescentando que “é uma obrigação e responsabilidade das entidades públicas e privadas e de cada um de nós”.
 Na sua intervenção, o Secretário Regional frisou o papel importante da Protecção Civil dos Açores no contexto de uma região situada no meio do Atlântico, sujeita a catástrofes naturais e actividade sismovulcânica.
 “Temperaturas mais elevadas, ocorrência de mais inundações e cheias durante o inverno, menos precipitação sazonal no verão, potenciando os incêndios, maior frequência de episódios de vento extremo e tempestades ou um aumento do risco de galgamentos do mar, são possíveis cenários que, à semelhança do que está a acontecer numa escala global, também poderão vir a afectar os Açores nos próximos anos”, acrescentou.
 Rui Luís referiu, por isso, que este encontro será um forte contributo para o reforço e adaptação das medidas preventivas das regiões ultraperiféricas, estados-membros e sociedade civil face aos novos desafios.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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