CriaPOESIA no contexto das sociedades da Macaronésia

Temos de ver, antes de mais, o “Encontro Juvenil do Atlântico”, no qual se integra o concurso CriaPOESIA, como um acontecimento humano, imbuído de um objetivo de caráter cultural, valorizante para jovens estudantes, com reflexos, consequentemente, nas sociedades onde se integram. A poesia é, sem dúvida, uma forma de comunicar talentos e sentimentos que, feitos palavras, atestam das diversas personalidades dos seus autores. Sentimentos que se revelam para o mundo exterior como forma de mensagem.
    A poesia nas escolas anda um pouco arredada dos currículos escolares, mesmo sabendo-se quão importante é na formação dos alunos. Foi por sentir essa necessidade que a CRIAMAR, Associação com programas especiais, tomou a iniciativa de realizar o CriaPOESIA, coordenado em colaboração com os professores das escolas de 3.º ciclo e secundário das ilhas dos Açores, Cabo Verde, Canárias e Madeira. Um concurso que concretizou, no mês de maio, a 5.ª edição – um trabalho espetacular de 650 jovens das referidas regiões. Na realidade, é de exaltar o espírito deste acontecimento que estimulou mais de seis centenas de estudantes a fazerem poesia. Nesses, descobriram-se autênticos poetas, com uma linguagem cheia de beleza, refletindo almas preocupadas e empenhadas, através da poesia, a construírem um “Mundo Melhor”. Quando, desta maneira, se exalta uma juventude, elevam-se as sociedades a que pertencem.
    Este é um projeto que, na base da sua essência, preside princípios enriquecedores: desenvolvimento intelectual, no quadro de uma pedagogia orientada e um humanismo subjacente que consciencializa e enobrece participantes e professores. Cada qual desempenhando os respetivos papéis que, pelo seu espírito ecuménico (aproximação das ilhas atlânticas com e através da poesia), universalizam todos os construtores do CriaPOESIA.
    A ideia dos promotores é fazer deste importantíssimo acontecimento património de todas as regiões e, assim sendo, a próxima edição, a 6.ª, dever-se-ia realizar nos Açores e, depois, em Cabo Verde e nas Canárias.
     

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