As nossas filarmónicas (21)

Sociedade Filarmónica ‘Estrela D’Alva

 
A Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva foi fundada a 2 de fevereiro de 1887, na freguesia de Santa Cruz, concelho da Lagoa, por iniciativa do primeiro regente, Manuel José Tavares Canário, e do seu irmão, Padre João José Tavares Canário, o primeiro presidente.
A primeira Direcção de 1887 era ainda constituída por Francisco Inácio da Mota, Francisco Pereira Espada Calapez, Manuel Borges de Medeiros Amorim, Manuel de Medeiros do Couto e Adelino Maria Quintanilha.
Manuel José Tavares Canário (1866-1917), filho da terra, ofereceu a primeira farda e foi o autor da letra e da música do hino que se canta à padroeira da filarmónica, Nossa Senhora do Cabo, a 2 de Fevereiro.
Os estatutos da Sociedade Filarmónica foram aprovados a 28 de Agosto de 1937 e, em 1965, foi adquirido o prédio urbano da Rua Dr. Filomeno da Câmara nº20 para instalar a sua sede, ampliada e remodelada trinta anos depois. Em 2011, foi declarada Instituição de Utilidade Pública.
Em 1957, venceu o “Concurso Regional de Bandas” e, desde então, realizou digressões artísticas à ilha Terceira (1958 e 1959), à ilha de Santa Maria (1991, 2005, 2015 e 2018), a Penela e Cantanhede, no continente português (1999), a Côja, no concelho de Arganil (2000), a FallRiver, nos Estados Unidos da América (2003), a Arazede, em Montemor-o-Velho (2008) e à ilha do Pico (2011).
Tem uma gravação discográfica, o CD “125 anos - Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva” (2012), e dois registos bibliográficos: o opúsculo “Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva - Subsídios para a sua História”, de José de Almeida Mello, em 1991, e o livro “A Joia da Arte Musical da Lagoa”, de Susana Goulart Costa, António Borges, Neuza Almeida e Sandra Moniz, em 2012.
A filarmónica mantém uma escola de música com 13 alunos, dirigida pelos formadores Paulo Gordo e Luís Moniz, e, em 2015, lançou o projeto “Música a 3D” para criação de mais duas escolas de música, sendo uma no lugar dos Remédios e outra na freguesia do Cabouco.

Dirigentes
Mesa da Assembleia Geral - António Augusto da Ponte Borges (presidente), Maria Odete Pinho Cabral (secretária) e Gilberto Moniz de Melo (vogal).
Direcção - Ricardo José Lima Tavares (presidente), João Manuel Cabral Arruda (vice-presidente), Carlos Alberto Soares Raimundo (1º secretário), Nicole Achadinha Melo (2º secretário), Manuel Guilherme Flora Ponte (tesoureiro), Abel Tibúrcio de Sousa Moniz, Emanuel Amaral Moniz, José Carlos Costa Pires, Manuel Caetano de Marques, Manuel Tavares Casaca Júnior e Maria de Fátima Pereira Matos Sousa (vogais).
Conselho Fiscal - António Manuel da Ponte Chora (presidente), Frederico Arruda de Mendonça (secretário) e Cátia Alexandra Soares Pereira (vogal).
Anteriores presidentes: Padre João José Tavares Canário (1887-1928), Luís Fragoso de Melo (1928-1937), Manuel da Costa Lima (1937-1944), Bernardino Furtado Mendonça (1944-1945), João do Rego Lopes (1945-1950), António Velho Tavares Canário (1950-1952), Manuel Bernardo Andrade (1952-1953), João do Nascimento Cabral Pacheco (1953-1972), José Botelho da Silva (1972-1974), João do Nascimento Cabral Pacheco (1974-1975), Manuel de Sousa Pereira (1975-1979), Manuel Luís D’Oliveira (1979-1981), António Tavares (1981-1989), Edmundo dos Santos Botelho (1990-1992), Vítor David Carvalho Dinis (1992-1993), Padre José Francisco Borges Pires (1993-1994), António Manuel da Ponte Chora (1994-1995), João Manuel Cabral Arruda (1995-1997), João Francisco Sousa Morais (1997-1998), João Manuel Cabral Arruda (1998-1999), Manuel Victorino Freitas Cimbron (1999-2000), Virgínio Garcia Coelho (2000-2001), António Manuel da Ponte Chora (2001-2004), João Manuel Cabral Arruda (2004-2005), Edmundo dos Santos Botelho (2005-2006), Luís Alberto de Sousa Moniz (2006-2009), João Manuel Cabral Arruda (2009-2014) e Sandra de Jesus de Sousa Moniz (2014-2018).

Maestro
Paulo José Nunes Alves Gordo nasceu em Lisboa em 1964. Aos 13 anos de idade, entrou para a Sociedade Filarmónica União Capricho Olivalense, nos Olivais/Lisboa. Em 1982, ingressou no Exército, integrando a Banda Militar da Escola Prática de Infantaria em Mafra, como instrumentista em Bombardino. Com este instrumento, integrou as bandas militares de Tomar, da Escola Prática de Infantaria em Mafra, da Região Militar de Lisboa e da Zona Militar dos Açores, tendo sido o Subchefe desta última, entre 2009 e 2011. Frequentou o Curso de Formação de Sargentos (1984/86), o Curso para Sargento-ajudante (1995) e o Curso para Sargento-chefe (2000). Frequentou também o Curso de Direcção, com Jorge Petit, e tem o Certificado de Formador de Música. É compositor de marchas de procissão e de arranjos musicais. Desde 2007, é o maestro e arranjador das Marchas de Santo António da freguesia de Santa Cruz da Lagoa. Como maestro, dirigiu as filarmónicas de Nossa Senhora da Luz (Fenais da Luz), Fundação Brasileira (Mosteiros) e Progresso do Norte (Rabo de Peixe). Dirige a Filarmónica Estrela D’Alva desde 2006.  
Anteriores maestros: Manuel José Tavares Canário (1887-1889), Manoel Correia Machado (1889), Francisco Velho Quintanilha (1889-1890), Guilherme Mattos (1890), José Couto (1890), Francisco José Tavares Canário (1890-1912), José Algarvio Tavares Canário (1934-1937), Jacinto Algarvio Tavares Canário (1937-1938), António Velho Tavares Canário (1938-1940), João Octávio Lima (1940-1941), António Velho Tavares Canário (1941-1943), António Coelho da Silva (1943-1944), Ilídio Bettencourt Andrade (1944-1945), António Velho Tavares Canário (1945-1952), Carlos Viveiros (1952-1957), José Velho Quintanilha (1957-1965), António Coelho da Silva (1965-1967), Horácio Lima (1967-1969), Fernando Manuel Furtado da Rosa (1969-1971), Manuel Simões (1971-1972), Fernando Manuel Furtado da Rosa (1974-1975), António Moniz Barreto (1975-1978), João Pereira Piques (1978-1979), José da Rocha Soares (1979-1983), José Amaral (1983-1985), João Pereira Piques (1985-1986), José Manuel Ferreira de Matos (1986-1990), José Tavares Câmara (1990-1993), Reis Pereira (1993-1995), Paulo Paredes (1995-1999), Fernando Jorge Pereira (1999-2000), Aquiles José Preto (2000-2004), Luís Manuel dos Reis Guerreiro (2004-2005), WassilyViktorovich (2005) e Aquiles José Preto (2005-2006).

Músicos
Amadeu Costa (10 anos) Percussão, Ana Martins (13 anos) Trompete, António Ventura (53 anos) Clarinete, Bruno Aveiro (14 anos) Trompete, Bruno Pires (17 anos) Trompete, Carlos Raimundo (39 anos) Trombone, Cátia Pereira (23 anos) Flauta, David Tavares (13 anos) Trompete, Diana Lima (28 anos) Flauta, Diogo Aguiar (17 anos) Trompete, Elisabeth Pimentel (44 anos) Clarinete, Francisco Subica (13 anos) Saxofone Alto, Jéssica Moniz (16 anos) Lira, João Arruda (52 anos) Trombone, João Machado (25 anos) Bombardino, João Pereira (32 anos) Percussão, Jorge Tavares (13 anos) Percussão, Luís Moniz (26 anos) Saxofone Alto, Luís Pires (13 anos) Percussão, Luís Tavares (14 anos) Tuba, Marco Martins (21 anos) Clarinete, Maria João Tavares (11 anos) Trompa de harmonia, Mário Moniz (52 anos) Clarinete, Marlene Medeiros (24 anos) Bombardino, Matias Gaspar (15 anos) Saxofone Tenor, Matthew Pimentel (14 anos) Saxofone Tenor, Micaela Rocha (21 anos) Flauta, Nicole Melo (21 anos) Saxofone Alto, Paula Costa (23 anos) Clarinete, Paulo Gordo (54 anos) Bombardino, Pedro Carreiro (11 anos) Trompete, Ricardo Tavares (37 anos) Percussão, Sérgio Moniz (28 anos) Tuba, Tatiana Cabral (13 anos) Clarinete, Valério Moniz (23 anos) Clarinete.

*Do livro em preparação “Filarmónicas 
de São Miguel – a alma de um povo”
 

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Categorias: Opinião

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