Governo dos Açores realça estabilidade nos Cuidados Continuados e admite acesso a crianças

 A Secretária Regional da Solidariedade Social dos Açores realçou Sexta-feira a estabilidade na sede de Cuidados Continuados Integrados e admitiu melhorias como a possibilidade de admitir crianças para descanso do cuidador. 
“Há momentos de construção de uma rede e, naturalmente, esses momentos têm sempre mais sobressaltos”, afirmou Andreia Cardoso, considerando que se vive um “momento de grande estabilidade, ainda no processo de construção”, porque ainda se está “a consolidar conceitos que têm a ver com a sinalização, com a referenciação, com a admissão”.
A titular da pasta da Solidariedade Social falava aos jornalistas na delegação de Ponta Delgada do Parlamento açoriano, após ser ouvida naquela que foi a última audição da Comissão Eventual de Inquérito à Rede de Cuidados Continuados Integrados da Região Autónoma dos Açores.
A Comissão foi proposta pelo PSD na sequência da reportagem da TVI, que denunciava alegados maus-tratos a idosos nas Unidades de Cuidados Continuados das misericórdias de Ponta Delgada (ilha de São Miguel) e de Angra do Heroísmo (Terceira).
Sobre o trabalho conduzido na comissão, a secretária, que já tinha sido ouvida em Janeiro, mostrou-se “satisfeita”, referindo que os deputados “têm, neste momento, condições para formular uma conclusão dos trabalhos que vêm desenvolvendo ao longo dos últimos meses”, bem como para “dar um contributo com vista àquilo que é a melhoria da resposta que se pretende dos Cuidados Continuados nos Açores”.
Andreia Cardoso disse ainda esperar que o relatório final desta comissão sirva para mostrar o funcionamento da rede e garante que “o Governo Regional manterá uma atenção enorme ao funcionamento da Rede de Cuidados Continuados”.
Andreia Cardoso referiu que, após a divulgação dos alegados maus-tratos, falou, juntamente com o Secretário Regional da Saúde, com as famílias dos utentes das Santas Casas de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada e que estes “estavam serenos quanto ao funcionamento das estruturas”.
“Agora, é fundamental que haja um período de alguma serenidade no que diz respeito ao funcionamento da rede, até para que todos os outros, que não aqueles que estão acolhidos, mas que podem vir a necessitar deste tipo de resposta, se sintam confortáveis e seguros naquelas que são as condições de prestação de cuidados”, concluiu.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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