6 de julho de 2019

Directo ao Assubto

Jazemos órfãos de Pátria/Mátria – Nas mãos sórdidas de traidores e mentirosos

Admito que vem da noite dos tempos a propensão do ser humano para a venalidade, para a fácil aceitação de vantagens indevidas pelo exercício de poderes públicos, para recebimento do que, na sugestiva expressão francófona se designa por “pots de vin”, ou seja, e isso para quem não esteja familiarizado com o termo, refere SUBORNOS (plural). Admito, de igual modo, que é lícito afirmar que o interesse pelo tema tem vindo a recrudescer e também a ocupar as agendas de todas as instâncias internacionais que a meu ver cristalizaram propositadamente em instrumentos jurídicos diversos a expressão das suas vontades de combate contra o que agora consideram, generalizada e abertamente, como “um fenómeno social, político e económico complexo” que leva ao enfraquecimento do estado de Direito e que “viabiliza práticas que aumentam as tensões sociais, diminuem a oferta de serviços, facilitam a actuação do crime organizado e comprometem o desenvolvimento do país. Por outras palavras, está cada vez mais evidente que o que é feio, hediondo, corrupto, criminoso e capcioso seja já pela maioria considerado “NORMAL”, ou melhor, NATURAL; sendo que o seu contrário seja ANÓMALO e delituoso. De facto, atrevo-me a afirmar que não há um verdadeiro compromisso político dos dirigentes e decisores portugueses e restantes europeus para combater a corrupção sob todas as suas formas (a corrupção política, a corrupção cometida com e por grupos criminosos organizados, a corrupção no sector privado e a pequena corrupção). Por isso, a Comissão Europeia, tendo visado estimular a vontade política de intensificar tal combate está perdendo cada vez mais credibilidade e caindo na desonra de ser também altamente desleal daquilo que podemos considerar como os mais virtuosos e intensos anseios da apropriada cidadania!
Portugal, aparentemente empenhado no processo acima enunciado, não tem sido estranho a esta autêntica “instigada” internacional em prol de maior transparência, rigor e honestidade no domínio da “res-publica”, designadamente da governação e dos actos de administração da república portuguesa. Neste contexto, criou-se a miragem de achar-se desde há muito prevista a possibilidade de qualquer pessoa poder constituir-se assistente em processos respeitantes a vários tipos desta e de outra gama de criminalidade, todavia verdadeiramente capacidade infelizmente pouco usada ou propositadamente repelida pelos poderes instituídos até à data (artº 68º, 1 e) do C. P. Penal). Entretanto, tem-se firmado cada vez mais no tecido social a ideia de que em Portugal a corrupção progride e intercepta, cada vez mais intensamente, diversos níveis da administração e que boa parte da economia portuguesa é por ela afectada. Na verdade, os governantes e os responsáveis pelas instituições privadas e oficiais, enquanto hoje em dia debatem para os “votantes” ou “clientelas” nesta nossa sociedade dormente sobre a corrupção, realmente não se está necessariamente a falar do crime de corrupção tipificado no Código Penal”, mas apenas de um insidioso “negócio secreto” instalado, de autênticos mercantilismos mal explicados referentes a bens e serviços públicos que foram adquiridos com os impostos pagos pelos cidadãos que deviam ter sido usados para realizar o bem comum”, que é de todo impossível deixar de se constatar que em Portugal está por fazer o autêntico estudo sobre as relações entre a corrupção (entendida em sentido lato, com abrangência desse tal “negócio sub-reptício”) que foi alastrando ao longo destes 40 anos de regime “democrático” e através da actual situação de crise institucional do sistema em que, em abono da verdade achamo-nos atolados, no qual, observamos impassivelmente, que a aplicação da Lei em Portugal é rápida e inexorável para os pobres, modificando-se sensivelmente quando se trata de burgueses abastados; e completamente, a ponto de não exercer o seu predomínio senão constrangida, sempre que se dirige a pessoas de elevada condição, e isso muito por via de actos de nepotismo e compadrio que percorrem os altos cargos da Nação, tais como o gabinete da Presidência da República, Presidência da Assembleia da República, Procuradoria Geral da República, Gabinete do 1º Ministro e, transversalmente passando por todos os ministérios existentes, de maneira especial o Ministério da Justiça!
 Tudo isto, para alertar a OPINIÃO PÚBLICA que continuamos a assistir impunemente ao criminoso e oficial protectorado republicano e maçónico do falso duque, Duarte Pio, que se apossou directa e indirectamente das Fundações de Bragança e de Dom Manuel II que não lhes foi entregue por nomeação nem direito algum constante dos testamentos tanto da Rainha Dona Amélia como da Rainha-Consorte Dona Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, deste modo adulterando e distorcendo factos sobre a sua real cidadania, nome, linhagem, prerrogativas e benefícios advindos desta sua tão fantasiosa e ancestral capacidade enganosa e desleal, e tudo isso sob a protecção indevida de uma república que, sendo como devia sê-lo, não tem que lograr a prévia aceitação dinástica e respectiva nomeação de um pretendente ao Trono de Portugal, sabendo de antemão que neste caso em particular tudo é um artifício facilmente comprovável, e já por diversas vezes corroborado por documentação apropriada e válida, manifesta não só através das mais diversas queixas-crime nos mais diversos departamentos de investigação e judiciários, incluindo a Procuradoria Geral da República anterior e actual, sem que haja nenhum tipo de reacção oficial e abertura de inquérito para averiguação dos factos por demais notórios e reconhecidos entendidos e doutos nestes assuntos. Neste contexto, sou obrigado a referir que até o próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que é presidente vitalício da Fundação de Bragança, recebendo denúncias e cartas do nosso movimento que eu próprio redigi e fiz entregar no seu próprio gabinete em Belém, faz ouvidos de mercador e, pelos vistos, reveste-se de uma incómoda e traiçoeira miopia na leitura das mesmas. De igual modo, todas as restantes entidades oficiais acima enunciadas e partidos políticos (de esquerda, centro e direita) da república com assento parlamentar, incluindo também todos os Órgãos de Comunicação Social de Portugal (Jornais, Revistas e TVs), aparentam ter perdido a liberdade de averiguar, indagar, entrevistar e tocar neste tema sob a suspeitosa impressão, ou melhor, suspeita ou medo de perderem o emprego e, por conseguinte, a missão de informar os cidadãos deste país invadido e torturado por décadas de verdadeira censura (bem pior do que no tempo da PIDE) sobre este e outros factos genuínos e dignos de serem abordados com a dignidade de salvar a honra de quem se sente na realidade violentado por tanto infligido silêncio. A pergunta é: o que está por detrás de toda esta palhaçada sobre a sustentação do embuste sobre Duarte Pio e Família? O que realmente faz com que todos os poderes republicanos enunciados, afinal as entidades que deviam abrigar, defender e acastelar os nossos direitos de cidadania, emudecerem de forma estática perante tanta denúncia comprovada e tentativa de activação dos mecanismos legais de inquérito em Portugal nos últimos anos?
 Em suma, estou a chegar à conclusão que a CORRUPÇÃO ao MAIS ALTO NÍVEL da Nação passou em Portugal a ser endémica e sem remédio, nem mesmo paliativo!
 Mas, em mais uma tentativa, aqui fica embaixo o testemunho directo das mais diversas denúncias documentadas incontestáveis e confiadas a todas as autoridades desta república putrefacta, pois abrolhou infelizmente de um vil atentado à Pátria|Mátria que a todos nós enlutou, ou seja, o tenebroso Regicídio!
 https://casarealdebraganca.wixsite.com/reifazdeconta.

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Categorias: Opinião

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