14 de julho de 2019

Recados com Amor

Meus Queridos! Os partidos estão em plena época de escolha dos candidatos à Assembleia da República e aqui nos Açores, o PSD/A já publicitou os três primeiros candidatos, depois de uma noite de “facas longas”… para acertarem os três magníficos que se irão confrontar com os futuros três magníficos que o PS/A escolheu este fim-de-semana, mas que o segredo é tanto que não me permitiu nomeá-los aqui agora… já que os ungidos só virão à luz do dia quando a noite de Sábado já for alta… Seja como for, a entrada de Paulo Moniz na corrida pelo PSD/A, é uma lufada de ar fresco temperada com a experiência profissional que tem, e espero que a renovação que o PS/A diz querer fazer, não seja só renovação por renovar, porque a política requer muito mais do que apenas renovar…Trata-se de eleger os representantes do povo que têm de conhecer as suas necessidades, anseios e propostas, pois não vão ser eleitos para por em prática as ideias próprias, porque se se fizesse um teste de avaliação prévia, a maioria nem chumbava por insuficiência quanto ao conhecimento e quanto às causas …. Embora não seja mulher de me meter nessas coisas da política, quero deixar um voto aqui expresso, e que é… o de que haja renovação, mas que ela seja feita pela qualidade e pelo saber dos escolhidos, e não pela fidelização canina que cada mostra relativamente ao partido que o propõe… Estou expectante para ver que propostas vão ser apresentadas pelos partidos que na Região vão concorrer à Assembleia da República… sendo certo que perante a República.. temos de nos apresentar com a nossa própria identidade e prontos a defender os interesses de uma Região, que é um activo que acrescenta importância e grandeza a Portugal, mas como cooperante e não como serva… 
 

Meus queridos! Como tenho de entregar os meus recadinhos, sempre de véspera, ao simpatiquérrimo director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, não posso ainda dar a minha opinião sobre o saber e o sabor das sopinhas do Espírito Santo que mais uma vez vou saborear no Campo de São Francisco, juntamente com um arroz doce que até foi notícia em muita comunicação social, pelo carinho e voluntariado com que é feito. Para a semana aqui nos meus recadinhos cá estarei para dizer o que penso sobre as sopas, o cortejo etnográfico e o resto das cerimónias, este ano presididas por D. Carlos Azevedo, velho amigo dos Açores. Mas já posso dizer que estava saborosíssima a massa que a minha prima da Rua do Poço arrematou e comemos com um bom chazinho de São Miguel. Diz ela que centenas de pessoas seguiram com atenção a bênção e a arrematação. Pena foi que na tenda onde se encontrava a massa, os arranjos florais estivessem, coitadinhos, tão murchinhos certamente porque não aguentaram o calor do radioso dia de Sexta-feira. Aqui fica um conselho para futuro… usar flores que sejam mais resistentes e colocar no próprio dia… apesar do muito que têm sempre que fazer… e convém também ter em conta que para estas funções, as flores quanto mais rústicas e regionais melhor… E não faltam por aí jacintos e hortênsias com fartura!


Ricos! Já que estou a falar das festas do Divino, quero mandar um ternurento beijinho ao meu querido Presidente Bolieiro, e a toda a organização, pela medida tomada de responsabilizar todos os comensais das sopas pela boa prática de não deixar lixo pelo chão e de devolver todos os utensílios usados no repasto. A ecotaxa de um euro que todos terão de pagar para receber o saco com tigela, talheres e copo e que depois recebem quando devolverem os ditos cujos é um sinal de responsabilização e de sensibilização que devia ser usado em todas as festas e festivais. Não ia acabar, mas ia reduzir muito a pouca vergonha que é deixar o chão juncado de lixo… Um bom exemplo que merece ser enaltecido. Já agora, e falando em ambiente, não se entende por que motivo os WC da Praceta Vasco da Gama estavam encerrados na Sexta-feira à noite com tanta gente apertada e a procurar os cantos escuros… Não há bela sem senão.


Meus queridos! Não fui convidada para estar no colóquio sobre o culto do Santo Cristo e do Espírito Santo que reuniu no Centro Pastoral Pio XII vários especialistas em História, Arte e Património, dentro das celebrações dos 60 anos do Santuário da Esperança, mas fui seguindo atentamente o que nos jornais se foi dizendo sobre a matéria. E como sou mulher já entrada… pelos anos de vida que carrego…, mas com uma memória vivinha da silva, adiro-me como há quem tente apresentar como novidade coisas de que já se fala há muito tempo. E foi isto o que pensei quando li que o meu querido Bispo D. João palpita que o Imagem do Senhor Santo Cristo não terá vindo de Roma, mas é produto fabricado Portugal ou Espanha. Já há muitos anos e por diversas vezes, o saudoso Daniel de Sá defendeu esta tese, e basta procurar nos muitos escritos que deixou os Suplementos do Santo Cristo, no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio. E mais tarde, no seu livro “D’Anunciada”, Madalena San-Bento vai pelo mesmo caminho. Por isso mesmo, o que falta é provar. Cá por mim, em vez de andarem por aí a lançar palpites dizendo que é preciso estudar e investigar, entendo que então investigue-se a sério primeiro, e depois apresentem então as conclusões e os factos que a elas conduziram… Deixem-se de atirar suposições para o ar… sem o respaldo que a investigação proporciona…


Ricos! Fiquei menente ao ver a fina flor dos nossos deputados na República em amena cavaqueira em pleno Campo Pequeno na tourada e festival de pegas que ali aconteceu de homenagem aos Açores e em que esteve o cavaleiro terceirense Tiago Pamplona e o grupo de forcados amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, conjuntamente com outros. Diz a minha prima Jardelina, pouco atreita a touradas, que aquilo não se deveria considerar uma homenagem aos Açores, mas sim aos adeptos das touradas, em algumas ilhas dos Açores. Mas para mim, que não sou muito fundamentalista nessas coisas, o que interessa é que foi um momento diferente e até gostei de ver o deputado António Ventura ali bem sorridente ao lado de Carlos César… Comigo estava nessa altura a minha prima Genoveva, que se veste sempre de cor de rosa, e que na altura disparou dizendo que… para Carlos César, que já anunciou não se recandidatar a São Bento, nada melhor que assistir a uma boa tourada para a despedida… da Assembleia da República… e para abrir o apetite para  outras touradas que César terá de enfrentar no lugar que lhe certamente lhe estará reservado para a próxima ronda governamental… se o PS sair com uma chamada maioria confortável… segundo o jargão partidário até agora usado….  


Meus queridos! Bem bom que o Governo do meu querido Presidente Vasco Cordeiro apanhou um fio à meada para conseguir travar a construção do monstro do Degredo, como já é conhecido o hotel de 568 camas que queriam fazer na falésia de Água d’Alto. O chumbo deveu-se ao incumprimento dos prazos de construção, já que por outro lado e com a suspensão do famoso PROTA, nada se poderia fazer… Muita gente suspirou de alívio e parece mesmo que foi a resposta cirúrgica à petição lançada pelo sempre irreverente arquitecto Kol de Carvalho e que ontem mesmo já ia com mil assinaturas. Vamos ver se não virão de novo à carga, com outro pedido aberrante para depravar tão bonito e virgem local… A minha prima da Rua do Poço, que anda sempre atenta e que até diz que vai morrer sem ver desengatado o caso das Galerias da Calheta, ficou a matutar sobre a razão que leva a que com tanta falha de cumprimento de prazos, não haja coragem de tomar medidas semelhantes! Será que alguém me “expilica” ? É que aqui a bota não bate com a perdigota … Mas no caso são negócios grandes de mais… para a cabeça da minha prima!


Ricos! Não sou mulher de andar a criticar por criticar, mas juro que fiquei danada quando vi uma Secretária de Estado de chinelos, quase descalça, ao lado do Presidente da República e de altas patentes militares, numa cerimónia com parada de tropas… Passa fora! Mais um pouco de respeito pelas instituições e pelos momentos oficiais …precisa-se…, porque de bandalheira já estamos fartos. Já bastou o anterior Ministro da Defesa passar revista às tropas de camisa esbragalada e sem gravata e o Primeiro Costa sair do avião em Angola em pantufas, sem ter sido informado que havia uma guarda de honra à sua espera. A gente sabe que há gente que gosta de quebrar tudo o que seja protocolo, mas nem tanto… Os ricos não gostam do protocolo mas não dispensam o caviar…Se não se sentem bem na função não aceitem nela participar!...


Ricos! Ainda na semana passada aqui nos meus recadinhos, mandei um ternurento beijinho ao escritor Joel Neto, da Ilha de Jesus, pelo prémio que lhe foi concedido pela Associação Portuguesa de Escritores. Nesta semana a mesma Associação distingue outro grande açoriano, tornando-o seu Sócio Honorário, juntamente com outras altas figuras da Cultura nacional. Falo do sempre jovem e acutilante jornalista António Valdemar, a quem mando os meus parabéns por mais esta distinção que bem merece e que muito honra o nome dos Açores. Para ele o um ternurento beijinho!
 

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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