Carlos Moedas desafia cientistas dos Açores a concorrerem a fundos da União Europeia

O comissário europeu Carlos Moedas desafiou os cientistas dos Açores a concorrem aos fundos comunitários, considerando que estão à altura de competir no “palco mundial”.
“Não podemos dizer que um país por ser pequeno ou uma região por ser pequena já não pode competir no palco mundial, porque o mundo digital veio transformar tudo isso, mas não mudou a atitude das pessoas. A minha mensagem para os cientistas é que têm que ir aos programas europeus, concorrerem e prepararem-se porque estão à altura de o conseguir”, declarou Carlos Moedas.
O responsável do executivo comunitário pela pasta da Investigação, Ciência e Inovação falava aos jornalistas, na Lagoa, ilha de São Miguel, após a iniciativa Diálogo “Encontro com os cidadãos: futuro da ciência na Europa e o papel dos Açores”, que contou também com a participação do secretário regional do Mar Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, e do reitor da Universidade dos Açores, João Luís Gaspar.
O comissário europeu referiu que “ainda existem algumas barreiras psicológicas”, o que encontra em vários países e regiões da Europa, havendo que “mudar esta atitude”, salvaguardando que tanto na Universidade dos Açores como no Nonagon - Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, encontrou cientistas de “altíssima de qualidade” que devem concorrer aos fundos comunitários, trazendo “mais projetos e dinheiro para os Açores”.
Para Carlos Moedas, a existência de “mais ciência” é “essencial para o desenvolvimento de uma região”, uma vez que quando existem “poucos recursos há que apostar no conhecimento” como “algo diferenciador”.
“Os Açores, para além disso, estão posicionados geograficamente como uma capacidade em que podem usar o conhecimento e testá-lo, uma vez que a região é um laboratório vivo, algo que deve gerar muita confiança para o futuro”, disse.
Durante o debate no âmbito do evento Diálogo “Encontro com os cidadãos: futuro da ciência na Europa e o papel dos Açores, Carlos Moedas deixou o desafio para nos Açores se prepararem para aproveitar o sucessor do programa Horizonte 2020.
Confrontado pelo secretário regional do Mar Ciência e Tecnologia com a observação de que os investigadores se queixam do “excesso de burocracia” no acesso aos fundos comunitários, Moedas referiu que a Comissão Europeia, através do seu gabinete, tem trabalhado na “simplificação de processos” por via da adopção de várias medidas.
Para Carlos Moedas, é importante “tornar a Europa grande de novo”, o que aconteceu sempre que a ciência foi central, bem como haja “empresas dentro das universidades e mais universidade nas empresas”.
Para o secretário regional do Mar Ciência e Tecnologia, os Açores “podem acrescentar à Europa valências que mais nenhum país ou região tem no velho continente”.

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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