SATA recebeu duas caixas e só despachou uma na capital

Pedro Medeiros faz queixa-crime por ter entregue duas gatas em Lisboa e só recebeu uma em Ponta Delgada

Na sexta-feira ao fim do dia, Pedro Medeiros entregou duas gatas nas respectivas caixas na secção de cargas da SATA em Lisboa, no terminal 1. Pagou 200 euros, recebeu a documentação de despacho e a garantia de que as mesmas seguiriam de Lisboa para Ponta Delgada no voo das 20h55.  
Pedro Medeiros também embarcou em Lisboa, mas no terminal 2, no voo da Raynair, que partiu da capital meia hora depois.
 No aeroporto João Paulo II quando chegou foi buscar os seus animais. Recebeu a documentação da chegada dos dois animais, mas uma hora depois ainda não os tinha recebido.
“Estava a achar a demora muita mas aguardei sem suspeitar de nada, até que um funcionário chegou e disse que lamentava mas apenas tinha chegado a Ponta Delgada uma caixa com um animal. Já havia procurado várias vezes no avião e não havia sinais da outra caixa com o outro animal. Desconhecia o paradeiro da mesma. Depois de um longo processo de comunicação, já passava das 3 da madrugada, soube que apenas tinha embarcado uma gata, que a outra caixa estava vazia, fechada, em Lisboa, sem nenhum animal, e por isso não foi despachada, mas ninguém me informou do desaparecimento do meu animal de estimação.
O comandante do avião também assinou a documentação de que trazia a bordo dois animais, e afinal, sem saber, apenas transportava um.
A SATA em Lisboa, ao parece, não está a funcionar, porque nem me informaram, nem informaram ninguém, do desaparecimento do animal”, refere o dono do animal ao nosso jornal.
Pedro Medeiros faz questão de sublinhar que os funcionários da SATA em Ponta Delgada “foram incansáveis na procura do animal e em procurar saber o que se passou. Soube que uma equipa de resgate de animais, que trabalha para a SATA, foi ao aeroporto de Lisboa para procurar o animal, mas não aparece. Posto isso, já fiz uma queixa crime na Policia de Segurança Pública, em Ponta Delgada”.
Recorda que viveu dez anos em Lisboa “e essa gata é como se fosse minha filha, sei que as pessoas podem não perceber quando digo que era como se fosse a minha filha, mas era a minha companhia”, diz em desespero Pedro Medeiros, que pede ajuda para encontrar a sua gata. Já lançou apelo nas redes sociais e já contactou vários meios de comunicação social para denunciar a situação.
O açoriano Pedro Medeiros garante que levará o caso do desaparecimento da gata a Tribunal, por entender que este é suspostamente “um caso de furto”.
 “Levarei o caso a Tribunal. Preparei tudo para que as minhas gatas viessem num voo antes de vim, porque se o delas atrasasse ou fosse cancelado, eu não embarcava. Queria vir no mesmo dia que os meus animais de estimação”, diz.

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