No último dia do Monte Verde Festival

Chuva entre concertos de excelência em madrugadas de emoções fortes

 A chuva não deu tréguas no último dia do Monte Verde Festival 2019, pondo à prova o verdadeiro espírito do festivaleiro, a tenacidade dos artistas e a resistência da organização.
 Diz-se que concerto molhado é concerto abençoado. Assim foi de Sábado para Domingo na Ribeira Grande, numa noite que terminou já depois de o sol nascer e que contou com milhares de festivaleiros e mais de uma dezena de concertos. Eagle-Eye Cherry trouxe ao MVF autênticos clássicos da década de 90 e outros de “Streets of You, o seu mais recente álbum, alinhados de forma a agarrar o público até ao final da actuação e tornar, fazendo jus à canção “Save Tonight”, o concerto e a noite memoráveis. O rapper e fundador da Think Music, ProfJam, apresentou-se no palco Ribeira Grande com o novo visual e o seu mais recente trabalho. Promovido do palco secundário (no ano passado) para o palco principal do MVF, mostrou porque razão é considerado a grande afirmação do hip hop português. O público também vibrou com o rap, R&B e o afro-trap de Plutonio. A sua versatilidade e energia inundaram o recinto. Vant trouxe um misto de garage rock, punk e indie rock ao Monte Verde festival naquela que foi a estreia da banda inglesa em Portugal. Seguiu-se a actuação de Vitalic, um dos mais reconhecidos DJ’s e produtores da música eletrónica francesa. Mostrou o seu estilo ímpar e pautado por sonoridades como o techno, house e electro. Foi um dos momentos altos da 8ª edição do Monte Verde Festival. A abrir o palco principal, o açoriano Manel the Island Man e o seu rock, folk, e letras repletas de nostalgia e daquilo que o próprio apelida de “essência da alma”. Azax Syndrom e Acid Wizard também abrilhantaram a festa, já em jeito de after party. Pelo palco Goshwak passaram Sippinpurpp, Yuzi, Phoenix RDC, Rushrap e D1scofever B2B Mike Tech. Um vasto leque de concertos de excelência, protagonizados por verdadeiros artistas e para um público imbuído do verdadeiro espírito festivaleiro.

Soul, rap e blues marcam 
segundo dia do Monte Verde Festival

 Joss Stone, Dillaz e Frankie Chavez foram alguns dos artistas que actuaram, Sexta-feira, na Ribeira Grande, no segundo dia do Monte Verde Festival.
 Pelo segundo dia consecutivo, o evento contou com casa cheia, concertos de luxo e um ambiente único entre festivaleiros e campistas. Joss Stone apresentou-se no palco Ribeira Grande com a elegância e a voz doce e forte a que já habituou o público. Um concerto cheio de clássicos da artista e de novos temas. Milhares de pessoas vibraram com o rap de Dillaz, um dos mais aclamados artistas do hip hop nacional. É a terceira vez que pisa o palco do MVF, sempre a somar fãs. Frankie Chavez, apaixonado pelos Açores, estreou-se no MVF com um misto de folk, blues e rock e um conjunto de guitarras a que o público não resistiu. O luso-americano Mishlawi, que está em processo criativo, deu a conhecer obra feita aos milhares de festivaleiros e campistas do MVF. Uma obra que denota influências do rap, RnB e trap-soul. A Bass Music já é presença assídua no festival que teve início em 2012, na praia do Monte Verde. Ontem, esteve representada por Delta Heavy. Foi uma actuação curta, mas intensa, em que Simon James levou o público, resistente à chuva, ao rubro. Os Urkesta Filarmoka abriram o festival com humor e crítica social. Entre o rock e a música pimba, ogrupo de nove amigos confirmou ter o dom de saber fazer a festa. Pelo palco Goshawk, passaram Flight of Eden, Morbid Death, Skills and The Bunny Crew, Spliff e Manolo. Ao longo do dia de sol decorreram inúmeras atividades na praia do Monte Verde dedicadas a várias idades e gostos. O evento prossegue hoje com Manel the Island Man, Plutonio, ProfJam, Eagle Eye Cherry, Vant, Vitalic, Azax Symdrom e Acid Wizard. No palco secundário, actuam Sippinpurpp, Yuzi, Pheonix RDC, Rushrap e D1scofever B2B Mike Tech. Tempo põe à prova organização do MVF e resistência dos festivaleiros O tempo tem, nos dias três de festival, colocando à prova a organização do Monte Verde Festival e a resistência dos milhares de festivaleiros e campistas. O atraso nos voos, de diversas companhias e proveniências, tem sido uma constante, obrigando a um enorme esforço por parte da organização e dos artistas com vista a cumprir com o compromisso com o público do festival. A organização lamenta que, ontem, o concerto do DJ Tójó não se tenha realizado. Agradece a compreensão do artista e do público. Natural da Ribeira Grande, é uma presença assídua no festival e uma das apostas regionais. É conhecido pelas suas misturas de géneros que vão desde o Hip hop e Trap ao Drum and Bass, sendo conhecido pelas suas actuações electrizantes e capazes de agradar a vários tipos de público. O final da noite de ontem foi marcado também pelo tempo com alguma chuva. Mesmo assim, o público não arredou pé do festival, nem do parque de campismo.
 

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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