17 de agosto de 2019

Temos um sistema político manobrando um país atraiçoado e disfuncional…

Penso não ser exagero afirmar, que há um círculo vicioso em que péssimos e impreparados eleitores elegem incapacitados políticos que, por sua vez, não educam os eleitores, que novamente escolhem impreparados e astutos políticos. Relativamente, e prosseguindo o meu pensamento, além do próprio sistema imputado a Portugal, a verdade é que o português vota enfermamente. Peço, encarecidamente, que os meus assíduos leitores perdoem a aparente arrogância no que atrás afirmei, mas os resultados de todas as eleições falam por si. A maior parte dos gestores públicos e parlamentares, escolhidos pelo impreparado e pouco esclarecido voto, têm, em média, uma qualidade técnica e ética decadente. Em abono da verdade, há pessoas muito melhores – fora do sistema - disponíveis entre os nossos compatriotas, mas a “democracia” vivida nestas últimas décadas parece insistir em ignorá-los e optar pelos piores. Claro, admito que naturalmente há excepções, mas é exactamente este o problema: são apenas excepções!
 Compelido pela honestidade sobre o que penso e aqui escrevo, lamento dizer que a maior parte da população não sabe distinguir um programa económico sério de um pacote de mentiras populistas. Realmente, a maior parte das vezes o eleitor vota por via da identidade, pela simpatia ou pela sedução dos embustes políticos de uma boa oratória sem que isso esteja associado a comprovadas realizações pregressas. Neste contexto, não é necessário perguntar ao candidato o que pretenderá fazer. Na mesma ordem de ideias, também não é necessário perguntar-lhe o que fez, mas apenas investigar o que o mesmo perpetrou pelo povo e pela melhoria das condições da política portuguesa. Em abono da verdade, defendo e sempre defenderei que apenas os factos, e não meras palavras, será sempre o que conta. Estou crente que esta juvenil democracia pouco tem amadurecido e que o nosso povo, mesmo a um alto custo, não tem aprendido a melhor votar. E as lamúrias ininterruptas acontecem!
 Cada vez mais convencido estou, que o único caminho que vejo para esta tão disfuncional democracia é sem sombra de dúvida a educação. De igual forma estou convencido, que todos nós temos co-responsabilidade. O simples facto de a leitora ou de o leitor estar a ler este artigo significa que pode fazer muito pela educação de outros indivíduos menos instruídos e menos politizados. Acredito que ao escrever isto, que talvez alguns leitores fiquem a pensar: “mas isso é tarefa do governo; não é realmente minha. Efectivamente eu pago os meus impostos”. Bem sei, e não posso de forma alguma deixar de dar-lhe toda a razão! Mas, verdadeiramente se quisermos vencer o círculo vicioso em que péssimos eleitores elegem péssimos políticos que não educam os eleitores, e que, novamente, elegem péssimos políticos, precisamos urgentemente fazer algo de novo!
 Em suma, completo por dizer aquilo que me parece justo e inultrapassável neste momento: Caríssimo Leitor não se iluda, pois cada acção ou omissão sua, minha ou de outrem soma no resultado final chamado Nação portuguesa, pela qual somos TODOS responsáveis!

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Categorias: Opinião

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