24 de agosto de 2019

A partidocracia e os conluios inseridos

Hoje em dia, enquanto o tempo passa por todos nós, cada vez mais me convenço de que o grande problema do país é que, após o assassinato de Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro, e, garanto-vos que não foi por acaso que foram assassinados, ficámos completamente à mercê dos legatários de Mário Soares e de Álvaro Cunhal. Na verdade, Soares e Cunhal, que sempre foram “farinha do mesmo saco”, cresceram politicamente juntos, interessantemente um como contraponto do outro, mas verdadeiramente ligados pelo totalitarismo, pela antipatia à liberdade, à democracia, ao mercado e à concorrência. Por isso, entendo que foram os dois os “progenitores ideológicos” da partidocracia reinante, do capitalismo selvagem e do compadrio, e ainda do simulacro de democracia que vivemos em Portugal e que está a debelar o nosso País. Sem hipocrisias nem “discursos politicamente correctos”, realmente o 25 de Abril de 74 abonou e continua a oferecer “matéria de engorda” a ser devorada por muita gente!
 Contornadas mais de quatro décadas perdidas em jogos e conluios partidários, pelo meio de tantos negócios esconsos julgados impraticáveis de acontecer em qualquer lado do planeta, vemos aflitivamente Portugal à nossa volta desmoronar-se gangrenado e em sangue pelo cancro da partidocracia… Em abono da verdade, pois tenho de ser categórico e assertivo como, aliás o tenho sido toda a minha vida, confesso estar farto de ser enganado como milhões de portugueses estão também fartos, estou esfalfado de verificar que este Estado não é o Estado Nacional porque devia lutar, que este Sistema não é o sistema político que sempre propugnei, que esta vida política, aviltada e canalha, não é a vida viva que quero viver como Português e cidadão, no presente e no futuro.
 Em suma, acredito e sinto que vivemos uma tragédia, uma farsa e uma contínua ressaca sem dissolução. E a tragédia de que falo é bem clara: redução de um país de enorme tradição e nobreza de carácter à figura de uma feira e de um circo de aversões. Deste modo, e tal como atrás referido, a farsa e a ressaca aludidas não deixaram de revelarem-se diariamente. Para finalizar, quero aqui aludir com toda a propriedade que temos o Futebol, o Presidente da República e o Governo a cuspirem na cara dos portugueses... Entretanto, os Partidos fazendo continuamente os portugueses de incultos e estúpidos enchem a boca de saliva para mais uma cuspidela e, também, sempre preparam uma sobremesa de uma autêntica risada na cara de todos os portugueses. Contudo, verificamos que nos canais mediáticos o preenchimento de páginas e imagens com temas sem interesse ocultando a verdadeira inércia e negativa tolerância a que chegou Portugal de todos os portugueses!    
 

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Categorias: Opinião

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