Numa visita à Gráfica Açoreana

Isabel Almeida Rodrigues entende que a comunicação social “terá de ser sempre merecedora de uma atenção e reflexão permanente do poder político”

A cabeça de lista do PS/Açores às eleições legislativas nacionais, Isabel Almeida Rodrigues, entende que a comunicação social “é um pilar importantíssimo da Democracia” e que desempenha “um papel fundamental na disponibilização de informação aos cidadãos, mas também permite aos cidadãos o acompanhamento da actividade pública nas mais diversas áreas”. Isabel Almeida Rodrigues afirma que “não há Democracia sem uma comunicação social forte e não há cidadãos informados e participados se não tivermos essa comunicação social forte”.
A candidata do PS/Açores às eleições legislativas nacionais, que acontecem a 6 de Outubro, falava à margem de uma visita à empresa Gráfica Açoreana, proprietária dos jornais Correio dos Açores, Diário dos Açores, Atlântico Expressa e da revista Açorianíssim”, lembrando que para o Partido e para a sua candidatura o contacto com a comunicação social “é fundamental”. 
Reconhecendo que actualmente a comunicação social em todo o mundo atravessa dificuldades e grandes mudanças quer ao nível do digital quer das alterações dos hábitos dos consumidores, Isabel Almeida Rodrigues refere que a comunicação social regional vive esses desafios “de uma forma mais intensa e com outro tipo de contornos, atendendo ao contexto em que se inserem, nomeadamente mercados de dimensão mais reduzida, onde a publicidade não tem a mesma pujança que tem para órgãos que se inserem em mercados com outra dimensão”.
Neste sentido, a cabeça de lista do PS/Açores lembrou que existe um programa de Incentivos do Estado que cobre várias áreas de actividade, nomeadamente ao nível da modernização tecnológica, e que pode ser compatível e conciliável com os apoios que existem a nível regional. A modernização tecnológica que pode “ajudar a responder a outro desafio” que se coloca às empresas de comunicação social e que consiste em aproveitar as oportunidades que as novas tecnologias trazem, “no sentido de melhorar as condições de trabalho, minimizar custos de produção e ter um produto final melhor para oferecer aos leitores e consumidores de notícias”. Neste sentido, Isabel Almeida Rodrigues revela que sendo a comunicação social um pilar da Democracia “terá de ser sempre merecedora de uma atenção e reflexão permanente por parte do poder político, no sentido de identificar as questões que exigem a acção e elaboração de políticas públicas”. 
Além das dificuldades por que passam os órgãos de comunicação social privados, coloca-se também a questão das novas plataformas digitais que vieram dar voz a todos. “A forma como se divulgam notícias em plataformas digitais que não estão acomodadas em redacções, dotadas de um corpo profissional devidamente licenciado e reconhecido, coloca aqui questões que devem merecer a nossa reflexão no sentido de percebermos como podemos agir sobre estes fenómenos, sem pôr em causa a liberdade de expressão dos indivíduos, mas garantindo que as notícias e as plataformas informativas, se regem por um conjunto de normas orientadoras da sua acção que são uma garantia para os profissionais que trabalham na comunicação social, mas também para quem vai consumir o produto final”, referiu.
Neste sentido, Isabel Almeida Rodrigues entende que ao longo da próxima legislatura este deve ser matéria de reflexão “naquilo que toca às mudanças dos hábitos de consumo, e da forma como se colocam hoje notícias em qualquer plataforma e muitas vezes sem exercício de contraditório, sem identificação das fontes e numa concorrência que diria que é, no mínimo, questionável face ao trabalho que é feito pelos órgãos de comunicação social”.
Uma reflexão que considera “imperiosa” mas que não pode perder de vista dois princípios fundamentais: a liberdade de expressão, que é um direito consagrado na Constituição, e a ética, que obriga a respeitar direitos dos cidadãos que não apenas o da reserva da intimidade e da vida privada, e o direito de informar e ser informado, que também é um direito reconhecido na Constituição.  
“Estes dois direitos não têm de estar em confronto. É perfeitamente possível eu exercer o meu direito de liberdade de expressão, ao abrigo de uma ética que me permita respeitar os direitos dos meus concidadãos, e cumprir com este desígnio constitucional do direito de informar e de ser informado”, explica ao acrescentar que “não podemos ser coniventes nem tolerantes com as ameaças que advêem quando estas plataformas são utilizadas sem este rigor ético. E acho que estamos todos convocados para esta reflexão”.
Apesar de garantir que a reflexão é essencial, a cabeça de lista do PS/Açores às eleições legislativas entende que é ainda prematuro apontar soluções para lidar com esta realidade. “É preciso fazer todo este trabalho de discussão, que deve ser alargada e envolver todos os actores que intervêm neste meio. Mas cada um de nós deve actuar nessas plataformas, tendo presentes estes dois princípios”, conclui.

Reforço de inspectores das pescas
Isabel Almeida Rodrigues esteve reunida na Quinta-feira com o Presidente da Federação das Pescas dos Açores, acompanhada pela candidata Sofia Ávila Lima.
A cabeça de lista do PS/Açores às eleições legislativas nacionais do próximo dia 6 de Outubro comprometeu-se a “trabalhar para resolver o que precisa ser resolvido, melhorar as condições de trabalho e de produtividade dos diversos sectores da nossa economia e a trabalhar por uma discriminação positiva das nossas quotas”. 
À margem da reunião com a Federação das Pescas, a candidata referiu a importância do trabalho da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), apesar de carecer de ver melhorado os seus recursos e os seus procedimentos. Neste âmbito deu como exemplo “as vistorias às embarcações em que as tripulações são afectadas, o que pode levar a longos períodos de paragem, ou ainda a burocracia envolvida nos processos de licenciamento feitos por esta entidade”.
Neste sentido, Isabel Almeida Rodrigues lamentou as declarações do candidato do PSD/Açores, que, “numa ânsia de criticar o Governo da República de qualquer forma e, mais uma vez sem se informar, nem reparou que o instituto para o qual defende o reforço de meios tenha sido extinto em 2012, tendo as respectivas competências transitado desde então para a DGRM”. A candidata socialista referiu que “actualmente, há a registar a vinda semanal de um inspector à Região, com um itinerário organizado de acordo com os pedidos que são previamente recepcionados, estando ainda em fase avançada o processo de concurso com vista à contratação externa e em fase inicial o concurso para contratação de mais dois inspectores”, sublinhando de igual forma os sinais positivos de que as coisas estão a melhorar, embora haja que “continuar a trabalhar para que as condições de exercício da actividade da pesca na Região sejam cada vez melhores”.
“Queremos intensificar estas parcerias porque temos ainda muitos desafios para vencer neste sector, nomeadamente a diferenciação das nossas pescarias, de modo a valorizar o seu carácter mais artesanal e sustentável, reforçando, desta forma, o rendimento dos pescadores ou o desenvolvimento de acções ao nível da gestão das quotas e dos recursos disponíveis que permitam vender melhor o pescado, são algumas das nossas prioridades”, referiu.                                                                                                

C.D.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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