A nossa gente (213) - Pedro Resendes “Pauleta”

“Foi um orgulho e a melhor coisa que me aconteceu na vida na Selecção: chegar ao Porto e igual e passar o Eusébio”

Correio dos Açores -  É natural de São Roque, já tinha este gosto pelo futebol?
Pedro Pauleta - Sim. O futebol fez sempre parte da minha vida desde criança. Desde os 6 ou 7 anos que comecei a jogar à bola na 2ª rua do Terreiro, em São Roque, e sempre tive esse gosto pelo futebol. Nessa altura brincava-se muito na rua e crescemos a jogar futebol porque naquele altura não havia muito mais coisas para fazer. 

O facto do seu pai também jogar futebol, influenciou?
De certa forma influenciou. Comecei a ver o meu pai a jogar já no final da carreira mas ainda apanhei um pouco. Com os amigos de São Roque íamos ver os jogos do Micaelense.

Vibrava quando o seu pai marcava golos? 
Eram alturas diferentes e toda a gente diz que era um grande avançado. Claro que vibrava e lembro-me perfeitamente de um jogo na Ribeirinha em que o meu pai não me tinha dado autorização para ir ver o jogo mas eu fui com uns amigos, com a “família dos 14” como lhes chamamos. No final do jogo, o Micaelense subiu de divisão, o meu pai marcou um ou dois golos e veio a correr para mim para me abraçar e eu pensava que ele me queria bater porque não me tinha dado autorização para ir ao jogo. Comecei a correr pelo campo, ele atrás de mim, e afinal era para festejar a subida do Micaelense. Devia ter uns 9 ou 10 anos. Vibrava com as vitórias e com os golos dele, embora já na fase final da carreira.

Quando é que o Pauleta começa a jogar?
Foi aos 9 anos, na Comunidade Jovens de São Pedro. Um amigo na escola falou-me na Comunidade e no Senhor João Bosco, que era treinador, presidente, era tudo, era um senhor excelente de quem tenho recordações muito boas. Ele é que criou o clube, treinava, dava boleias. Recordo-me de virmos todos sujos do campo Jácome Correia, dentro do carro dele, um Citroën 2 cavalos, com os equipamentos e as bolas atrás. Comecei aos 9 anos com esse convite que me fizeram na escola. 

Esperava algum dia, com esses 9 anos, conquistar aquilo que conquistou?
Não. Penso que não há nenhum jogador nem nenhuma criança no mundo que pensa que vai ser isto ou aquilo. Podemos ter sonhos e eu queria ser jogador de futebol. O futebol é a minha paixão, aquilo que eu mais gosto. 
Hoje em dia os miúdos jogam futebol, não é porque amam o futebol, jogam porque sabem que o futebol dá fama, dá dinheiro, mas falta aquela paixão que penso que a minha geração, e as anteriores, deviam sentir, que é a paixão e o amor pelo futebol. Eu gosto de jogar futebol e não é porque fui jogador profissional de futebol e porque o futebol me proporcionou coisas boas na vida. Não. Sempre gostei de futebol. Portanto, sonhar que ia ser um jogador internacional, jogador profissional de futebol, não tinha esse sonho, mas era uma coisa que queria ser. 

Quem eram os seus ídolos naquela altura?
Dada a minha posição e de fazer sempre golos, a nível nacional o Fernando Gomes era o ponta-de-lança que gostava, como o Nené e o Jordão. Eram as grandes referências enquanto cresci, mas depois com o passar do tempo, o holandês Mark Van Basten que jogava no Milan, era um jogador que para mim era o modelo de excelência como avançado. 

E depois da Comunidade Jovens de São Pedro,?
Houve duas. Aos 15 anos fui chamado à Selecção Nacional pela primeira vez, depois do Torneio que hoje se chama Lopes da Silva, em que fiz muitos golos pela Selecção dos Açores nesse Torneio Inter-Associações em Lisboa. Fui chamado à Selecção Nacional, com Carlos Queirós, e depois havia a possibilidade de fazer uma experiência no Vitória de Setúbal. Mas quando sou chamado à Selecção, o Benfica queria que fosse para lá e assinasse com eles. Estive 10 dias lá e não me adaptei. Chorava todos os dias, queria vir para a minha mãe, e voltei aos Açores e fui para o Santa Clara. 
Dois anos depois fui para o Porto, onde estive um ano nos Juniores. Fui campeão nacional de Juniores mas não jogava muito, e na altura o Augusto Inácio, que era o treinador, queria-me emprestar ao Maia ou ao Varzim, e nessa altura pensei que para isso voltava para os Açores e para o Santa Clara. Foi isso que fiz.
A partir daí joguei aqui na 3ª divisão, na Série E, já jogava nos Seniores, e três anos depois apareceu a oportunidade de ir para o Estoril. Nessa altura já namorava com a minha esposa, casámos e fomos os dois nessa aventura para o Estoril para ver o que ia dar. A partir daí as coisas correram muito bem e atingi o objectivo que queria que era ser profissional de futebol. 

Como foi quando foi chamado à Selecção Nacional pela primeira vez?
Foi um orgulho. Não tem nada a ver com o que é hoje. Há 30 e tal anos, ser chamado à Selecção não era fácil porque havia uma grande diferença entre os Açores e o continente. Hoje em dia um miúdo vai a Lisboa quase todas as semanas, por assim dizer. Eu nunca tinha saído dos Açores. 
No Torneio Inter-Associações marquei 7 ou 8 golos pela Selecção dos Açores, o que não era muito normal também. Essa chamada à Selecção Nacional não foi só ser chamado, fui logo para um jogo em Espanha, em Zamora, e dois meses depois fui chamado para o Torneio de Israel. Para alguém que tinha ido uma ou duas vezes a Lisboa e, de repente, ir com a Selecção para Israel foi algo que me marcou. 

Foi então para o Estoril, casou com a sua esposa Sandra, como foi começar uma vida juntos e longe da família?
Eu tinha 22 e ela tinha 21 anos. Casamos no dia 8 de Julho, viajámos no dia 9 e comecei a treinar no dia 10. A minha esposa nunca tinha saído dos Açores, mas fui à procura daquilo que eu queria, com a ajuda dela, com a força dela. Fomos sempre pessoas com os pés bem assentes na terra, sabíamos que podia correr de maneira diferente e já tinha tudo mais ou menos planeado se tivesse que voltar aos Açores. 

Ter uma esposa por detrás a aguentar a família também é importante...
Depende de tudo. Depende da esposa que tens, depende do marido que tu és. Felizmente, e Graças a Deus, a minha esposa foi sempre um suporte muito grande para mim. Não só enquanto estávamos só os dois mas a partir do final do primeiro ano, em que tivemos o nosso primeiro filho, a minha esposa soube muito bem fazer o papel de mãe e de mulher. Nunca fomos pessoas de aparecer muito, eu se apareci mais foi dado ao que fui fazendo no futebol e ao que a imprensa faz de um desportista. 
A minha esposa e os meus filhos ficaram sempre mais resguardados, mas é verdade que a minha esposa Sandra foi sempre um suporte muito grande. A vantagem de chegar a casa e teres a tua tranquilidade, a tua alimentação e uma vida familiar normal, sempre tive desde o primeiro até ao último dia da minha carreira.

A esposa acompanhou-o sempre?
Sim. Nem eu nem ela pensámos de outra forma. Há cerca de um mês fizemos 24 anos de casados e há 24 anos que estamos juntos. 

Daí resultaram três filhos...
Tenho um filho português, uma espanhola e uma francesa. Um em cada sítio onde joguei. 

Nunca lhe cobraram as ausências?
Cobram-me mais agora. Hoje em dia quando vejo um jogador que o filho vai nascer e que é obrigatório eles estarem presentes, a minha mulher cobra-me sempre isso. Porque na altura em que os meus dois primeiros filhos nasceram, eu não estive presente porque foi em alturas cruciais da minha vida. Uma delas foi quando chego a Salamanca, que era a oportunidade de estar num país estrangeiro e logo no primeiro que fazia pelo Salamanca, e não tive coragem de pedir para vir ver o nascimento do meu filho. E a minha mulher compreendeu perfeitamente.
No nascimento da minha primeira filha, estava em França, tinha acabado de chegar a Bordéus e não queria falhar, e a minha esposa cobrou-me porque já tinha um estatuto diferente, era internacional e já podia ter feito mais alguma coisa para que isso acontecesse, mas achei que naquela altura o mais importante para a nossa vida e para o nosso futuro era não estar presente. Mas no dia a seguir fui ver a minha filha à Corunha. É que a minha esposa ficou na Corunha para ter a bebé porque a minha ida para Bordéus resolveu-se muito rapidamente.
Então o terceiro filho, prometi à minha esposa que ia estar presente no dia do nascimento, em Paris, e que curiosamente nasceu no dia dos meus anos.
É preciso fazer sacrifícios e é preciso que as duas partes compreendam que por vezes para conseguirmos o que temos hoje, é preciso fazer alguns sacrifícios. As pessoas só vêem as coisas boas, mas também é preciso fazer sacrifícios se queremos atingir aquilo que eu atingi.

Quanto tempo esteve em Espanha?
Tive quatro anos, dois em Salamanca em que subimos de divisão, fui o melhor marcador, fizemos a melhor época da história do Salamanca na 1ª divisão, e depois fui vendido ao Corunha. Aí estive dois anos, onde fizemos uma coisa que nunca tinha acontecido que foi ganhar o campeonato de Espanha. Vencemos a Super Taça, era uma equipa fabulosa, e eu tinha feito um contrato de seis anos. Mas entretanto apareceu uma proposta fabulosa, do Bordéus, numa altura em que estava na Selecção. Vim de um jogo e fui directo para Salamanca porque era o último dia das transferências e foi tudo muito rápido, a minha esposa estava nos últimos dias para ter o bebé. 

Como é que um jogador de futebol vive e gere as suas emoções quando tem de dar o seu melhor?
Por isso digo que por vezes só se vê a parte boa do jogador de futebol e a parte de ganharem muito dinheiro. Mas o futebol não é só isso. Vemos os grandes jogadores que ganham muito dinheiro mas depois há jogadores que passam dificuldades. Temos de fazer sacrifícios. Por exemplo, eu tive sempre a sorte das coisas correrem sempre bem à minha chegada, de me adaptar rapidamente, das coisas ficarem resolvidas rápido. Por vezes há casos de jogadores que estão até à última hora à espera para ter clube, para serem transferidos. 
Eu tive sempre as coisas resolvidas a tempo e horas nesse aspecto, adaptei-me sempre bem aos países onde estive a jogar. Nos clubes todos por onde passei, a minha primeira preocupação antes de assinar qualquer contrato era saber onde ia viver e a minha casa tinha de ficar perto do estádio, perto do hospital, e mais tarde perto da escola dos miúdos. Como passava muito tempo fora de casa, a minha preocupação era essa. 
Depois, a partir daí discutíamos o que tínhamos a discutir em termos de contratos. Felizmente tive sempre um empresário durante estes anos todos que sabia a minha maneira de ser, sabia que eu é que tinha de decidir tudo, ao contrário do que acontece agora. Hoje em dia um jogador nem sabe para onde vai, como vai ser o contrato. Eu sempre escolhi os clubes para onde quis ir, valores que queria receber e tive um empresário que me compreendeu e me apoiava e criámos uma amizade que ainda hoje dura. 

E quando na Selecção Nacional ultrapassou a barreira dos golos marcados por Eusébio?
Mais do que jogar com a camisola de Selecção, no início queria era marcar um golo pela Selecção Nacional. Era um orgulho para mim. Depois foi o passo a passo, o objectivo era chegar aos 10 ou 12 golos do Fernando Gomes. Depois, do Nené que tinha 21, e foi assim. Até que chegou uma altura em que estava o Figo comigo na Selecção e tinha mais golos marcados do que eu e quando passo a marca dele, olhei para cima e só faltava o Eusébio. A partir de uma altura foquei-me para atingir esse objectivo, mas estava longe de bater o recorde do Eusébio. Nos cem anos da história da Federação Portuguesa de Futebol ninguém tinha marcado tantos golos. 
Chegou a uma altura em que pensei que era possível, no ritmo que estava de golos na Selecção, e foi um orgulho e foi a melhor coisa que me aconteceu na minha vida na Selecção, chegar àquele dia no Porto e ter igualado e passado o Eusébio. Toda a gente sabia quem era o Eusébio e tive a oportunidade de lhe dizer pessoalmente que o facto de ter batido o recorde dele não significava nada, mas para mim tinha uma importância enorme porque estava a conseguir um feito que mais ninguém tinha conseguido. 
Falei com ele logo a seguir ao jogo e tive oportunidade de lhe dizer isso, e foi um momento que nunca mais vou esquecer porque esse recorde só foi batido por outro grande fenómeno que é o Cristiano Ronaldo. Para mim, naquela altura, estar entre o Eusébio e o Figo, que eram as grandes referências do futebol português na altura, e agora estar também com o Ronaldo, é algo que me dá muito orgulho. Foi um objectivo que alcancei, à custa do meu trabalho e da vontade que tinha.

Vai ficar para sempre o seu nome associado à Selecção Nacional...
Os números falam por si. Fiz 88 jogos, 47 golos, sou dos mais internacionais da Selecção, sou o segundo melhor marcador da história, apesar de não termos ganho o Euro 2004 foi a primeira vez que chegámos a uma final, ficámos em 4º lugar no mundial de 2006 que só tinha sido conseguido em 1966. Portanto, tive numa altura e numa geração na Selecção do melhor que havia. 

No Paris Saint Germain termina a carreira...
Estive cinco anos no Paris, acabei com 35 anos. Decidi que aos 35 anos ia acabar a minha carreira, felizmente estava bem e podia jogar mais, tinha clubes para jogar e curiosamente o Mónaco tinha-me oferecido um contrato de dois anos, mas já estava destinado que ia deixar de jogar. Sempre preparei a minha vida com alguma antecedência e já me estava a preparar para aquele final, que sabia que não ia ser fácil. Ia ficar como embaixador do clube no final da minha carreira, teria um jogo de homenagem ao fim de um ano, que foi feito, e foi um clube que aprendi a amar e é o clube do meu coração dos clubes que joguei. Foi um clube que me deu muito, continua a dar-me muito e existe uma ligação entre mim e o Paris. 

Mas regressa aos Açores e continua a jogar.
Acabei a carreira no Paris e não queria jogar mais futebol. Mas ao fim de dois ou três anos, o Desportivo de São Roque queria abrir o futebol sénior e o meu filho estava a jogar nos juniores, o meu pai tinha jogado no São Roque. Pediram-me para ajudar a abrir os seniores e prometi que se a equipa funcionasse, porque era uma pena os miúdos fazerem a formação e depois terem de sair dali, fazia um ou dois jogos. Foi o que aconteceu, mas depois pediram-me para fazer mais um e havia uma final, por isso acabei por fazer três ou quatro jogos e o bichinho já estava a voltar, por isso acabei. Mas as pessoas pensam que eu voltei ao futebol, mas não foi. Ainda fiz sete golos e estava a dar-me a vontade de continuar e foi bom parar.

Regressou aos Açores, nunca pensou ficar fora?
É curioso que agora vivo em Lisboa, mas quando deixei o futebol preparei a minha vida toda para regressar aos Açores e assim foi. Era isso que queria mas ao fim de seis anos apareceu esse convite da Federação Portuguesa de Futebol para ser director da formação, que coincidiu com a ida do meu filho para a Universidade e decidimos em conjunto, em família, aceitar essa oportunidade de estarmos perto do nosso filho e de ser director da Federação Portuguesa de Futebol. Já estou lá vai fazer cinco anos, já tenho a filha do meio na Universidade e tenho de esperar que eles acabem para depois voltar. 
Por mim nunca saía daqui, apesar de em Lisboa estarmos muito bem. Os miúdos, um já está a trabalhar, outra está na Universidade, a mais nova está na escola. A minha esposa sente-se bem em Lisboa. Até ao ano em que fui para Lisboa eu é que controlava os meus passos mas agora, os meus filhos é que estão a decidir. 

Reconhecem-no muito na rua?
Felizmente ainda sou bastante reconhecido. Nos Açores diria que toda a gente me conhece, no continente também e, exagerando um bocadinho, em França além de me conhecerem, adoram-me. Quando vou a França sinto aquela adoração das pessoas e aqui nos Açores também sinto muito o carinho das pessoas.

E os turistas?
Também. A Fundação Pauleta passou a ser quase um ponto turístico porque muitas vezes estou aqui e há muita gente que vem e por acaso me encontram. Vêm muitos franceses, emigrantes daqui nos Estados Unidos, Canadá e Bermudas.

A Fundação Pauleta como surgiu?
Ia estar a mentir se dissesse que sempre quis ter uma escola de futebol. As coisas foram acontecendo a partir do momento em que atingi um certo patamar no futebol, em que passou a ser um objectivo ter uma escola de futebol para dar aos miúdos de São Miguel um espaço com condições e qualidade e terem aquilo que nunca tive. Esse foi o primeiro objectivo que foi conseguido. Abrimos a escola na Escola das Laranjeiras e o meu objectivo era construirmos o nosso próprio espaço e dois anos depois construi o espaço. Quando comecei a carreira fazia muitas coisas de cariz social, a nível pessoal, e foi nessa altura que quis juntar as duas coisas: a escola de futebol com a formação para os miúdos e a parte social, em que tudo o que fizéssemos ao nível da Fundação que passássemos uma mensagem. Os miúdos que estão aqui, são de certa forma miúdos que têm alguma qualidade de vida, que não passam grandes dificuldades, e queria passar-lhes a mensagem que temos de ser sempre solidários para as pessoas que mais precisam. Isso foi conseguido durante esses anos todos.
Depois, houve uma terceira fase em que os pais dos miúdos queriam um clube de futebol. Há a escola, a Fundação e o clube por causa da competição e hoje temos 11 equipas em competição aqui na escola. Começámos com 80 miúdos e hoje temos mais de 360 inscritos para este ano. A escola foi sempre crescendo, fomos acrescentando infra-estruturas, não esperava que crescesse tanto mas cresceu. Felizmente tanto a escola, como o clube como a Fundação, já lá vão 15 anos a funcionar e espero que continue. Temos miúdos de instituições que estão na nossa escola e penso que temos mantido o exemplo de como se deve fazer desporto e estar no desporto, nomeadamente no futebol. Era isso que queria fazer, mais do que formar jogadores de futebol, apesar de ficar satisfeito quando um miúdo da minha escola é convocado para a Selecção Nacional ou Selecção dos Açores, mas não é esse o objectivo.

Hoje vão prestar na Fundação Pauleta uma homenagem...
É uma homenagem ao meu pai, Manuel Resendes, e ao Micaelense. Todos os anos temos mudado os nossos equipamentos e temos um equipamento alternativo. O equipamento oficial da Escola Pauleta tem sido sempre o azul e o alternativo vamos alternando. Há uns meses pensei em fazer uma homenagem ao Micaelense e que o equipamento alternativo ia ser com as cores do Micaelense. Comecei a preparar isso, falei com algumas pessoas amigas do Micaelense, nomeadamente o Paulo Andrade, disse que queria usar o equipamento com as cores do Micaelense, fazer uma homenagem e juntar as pessoas do Micaelense na Escola. Fomos buscar as taças que estavam na Associação de Futebol, curiosamente uma delas foi ganha no dia em que eu nasci, a 28 de Abril de 1973, em que o meu pai ganhou a Taça Timex pelo Micaelense. 
O meu pai faz 70 anos hoje e vamos juntar o pessoal do Micaelense, com o equipamento do Micaelense, temos umas surpresas para eles, e é uma forma de homenagear o clube de que eu também gostava muito e cresci a ver o Micaelense, onde o meu pai jogou quase toda a sua carreira.

                                          
 

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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