Ricardo Silva é hipótese para a AFPD

As eleições para os seis órgãos da Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD) são em Junho de 2020, mas há algum tempo ocorrem movimentações para a constituição de listas que possam concorrer ao acto eleitoral.
O Correio dos Açores sabe que uma corrente de clubes tem sensibilizado Ricardo Silva para apresentar uma candidatura para a presidência da Direcção.
O ex-presidente do Sporting Clube Ideal está numa fase de estudo atendendo às funções profissionais que desempenha no Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), além de procurar identificar-se com o estado actual da AFPD, nomeadamente a situação financeira e de outros problemas que aquela instituição enfrenta.
Ricardo Silva, 57 anos de idade, é visto por muitos clubes como a pessoa certa para o desenvolvimento futuro do primeiro organismo desportivo dos Açores. A experiência no futebol adquirida nas funções de Presidente do clube da Ribeira Grande, a ligação de mais de 30 anos desde que iniciou a prática, a competência e o interesse pelas causas que se entrega, são argumentos fortes para a onda de apoio aumentar.
Natural da Ribeira Grande, Ricardo Silva é licenciado em História. Fora do desporto assumiu cargos de direcção em diversos organismos e entidades públicas, como, por exemplo, Diretor Regional da Habitação nos VII e VIII Governos dos Açores (1996-2004), Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande (2005-2013), Presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios da Ilha de S. Miguel (2009-2013) e já havia passado pelo IROA (2005). 
Nos 8 anos que esteve na liderança da autarquia teve sempre atenção ao fenómeno desportivo do concelho da Ribeira Grande.
Alguns clubes têm procurado sensibilizar pessoas para concorrerem às eleições do próximo ano. O jornalista José Silva e o actual presidente da Associação de Patinagem de São Miguel, José Raimundo, foram sondados para liderarem uma candidatura isolada ou em conjunto, mas não aceitaram.
Natalino Lima, ex-atleta e ex-comentador na RTP-Açores, também já demonstrou interesse em apresentar uma candidatura. 

DIVERGÊNCIAS NA DIRECÇÃO 
 
As movimentações para uma alternativa à actual Direcção da AFPD surgem porque há um descontentamento quase generalizado pela forma como a Direcção presidida por Robert Câmara tem desenvolvido a actividade. 
Inclusivamente têm surgido divergências do presidente com os vice-presidentes Luís Cunha e Libério Câmara, principalmente sobre a actual situação financeira associativa. Os dois dirigentes, que subiram de suplentes com as demissões de Pedro Correia e de Rui Terra, não estão satisfeitos por desconhecerem a real divida e a movimentação dos dinheiros. Falam que a pasta das finanças transitou para um economista externo à Associação, que, em conjunto com Robert Câmara, passaram a controlar as finanças. 
Outro foco de descontentamento relaciona-se com situações que advêem da construção da sede, há cerca de 10 anos, e que, inclusivamente, originaram inquirições por parte da Policia Judiciária. 
Segundo o que circula, não é de admirar que no próximo acto eleitoral Luís Cunha e Libério Câmara formem uma lista candidata.
Outro descontentamento vem da forma como Rogério Barroso tem desenvolvido o processo técnico, relativo aos modelos das provas e às marcações dos jogos. 
A maior crítica vem dos clubes de futsal, que reclamam um dirigente ligado à modalidade e um director técnico também com conhecimentos e com interesse pela modalidade, o que, dizem, não se verifica com Rogério Barroso. Nunca a Direcção resolveu esta situação.
Eleito em Junho de 2016 com 90% dos votos, Robert Câmara, que concorreu sem adversários, apresentou um programa eleitoral que, embora faltando um ano para o final, ainda não atingiu 50% do que prometeu na apresentação aos clubes.

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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