Mais 9.500 metros quadrados para contentores

Adjudicado a um consórcio empresarial ampliação do terrapleno do cais 8 ao 10 por 38,6 milhões de euros

A Portos dos Açores, S.A. adjudicou a empreitada de “Reperfilamento do Cais -10m (ZH), a Repavimentação do Terrapleno Portuário e Beneficiação das Redes Técnicas nele Integradas e Dragagem da Bacia Portuária do Porto de Ponta Delgada – Ilha de São Miguel”, uma obra a executar em 36 meses, pelo preço de 38.690.000 de euros a que acresce o IVA à taxa legal.
A empreitada foi adjudicada ao Agrupamento TEIXEIRA DUARTE – Engenharia e Construções, S.A./ETERMAR – Engenharia e Construção, S.A./ TECNOVIA AÇORES, Sociedade de Empreitadas, S.A./ MARQUES, S.A./ e Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos (SETH), S.A., na sequência do respectivo concurso.
As obras projectadas têm por objectivo a reabilitação do Porto de Ponta Delgada, consistindo na colmatação das locas existentes no paramento do cais e simultaneamente o aumento do terrapleno em mais 25 metros, criando uma nova frente cais em caixotões pré-fabricados aumentando a área de parque de contentores em, aproximadamente 9.500 metros quadrados. 
A empreitada prevê ainda a demolição do edifício identificado como “Alfândega” e a transformação da sua área em terrapleno para parque de contentores, o que se traduzirá num acréscimo de área no terrapleno, que passará a dispor de cerca de 17.000 metros quadrados, o que se traduz num aumento de cerca de 68% no parque de contentores e na consequente melhoria na sua operação. 
Serão ainda efectuadas dragagens de fundos da bacia, para as respectivas cotas de serviço. 
O objectivo desta obra passa por potenciar a operação de 3 navios de contentores “em linha” e no mesmo terrapleno, o que diminui o número de movimentações e ciclos de transporte, carga e descarga de contentores.
Recorde-se que, como condição da execução da obra, foi estipulado que, “no planeamento dos trabalhos, o empreiteiro deverá ter em conta que as instalações portuárias atuais manter-se-ão em funções durante a execução da empreitada, devendo garantir as condições de acesso por mar às mesmas. Da mesma forma, os acessos pedonais e rodoviários às actuais instalações portuárias terão de ser garantidos.”
Esta empreitada contempla a subida de cota do bordo do cais para +3,5m ZH, enquanto no terrapleno está contemplado um pavimento novo sobre o existente em toda a área portuária, da entrada da portaria do porto até ao cais 12 (Cais NATO).
Entre outras acções, estão ainda incluídas nesta obra, a construção de um novo edifício de “operações portuárias”, bem como as infra-estruturas de abastecimento de energia ao parque de contentores e de iluminação de todo o terrapleno, com tecnologia LED, as infra-estruturas de redes técnicas de todo o terrapleno, o abastecimento de águas e incêndio, drenagem pluvial e esgotos, a sinalização viária do porto e ainda a execução de uma zona dedicada a pesagem de camiões com trela, assim como os equipamentos a integrar na mesma.

Empresários insistem no cais para granéis sólidos no porto de Ponta Delgada

Entretanto, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada insiste na construção de um cais para granéis sólidos no porto de Ponta Delgada a partir de uma zona de Santa Clara que, segundo Mário Fortuna, não vai prejudicar em nada a população da freguesia,
Mário Fortuna afirmou ao Correio dos Açores que vai propôr ao Governo dos Açores na reunião com os parceiros sociais para análise do Plano e Orçamento para 2020 (e não no Conselho Económico e Social como, por lapso, referimos na última edição) a inclusão no plano de uma verba para o estudo de implantação do cais para granéis sólidos no porto de Ponta Delgada. O Governo dos Açores já admitiu que pretende construir um cais para granéis sólidos no porto de Ponta Delgada.
 

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Autor: CA

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