17 de setembro de 2019

Queremos um país marcadamente de esquerda?

As próximas eleições de 6 de outubro antevêem-se muito preocupantes para os sectores moderados do nosso país, porquanto o centro e a direita parecer estar a cavar um fosso com o eleitorado que preferencialmente procura a estabilidade, havendo mesmo um risco real de Portugal votar completamente à esquerda.
No caso de os resultados ditarem a formação de uma Assembleia da República com dois terços dos Deputados numa combinação de lugares os partidos de esquerda, a começar no PS, passando pelo PAN, PCP, Bloco, etc, será um risco de voltarmos aos loucos anos gonçalvistas, em que a agora “social democrata” Catarina Martins não ousará em levar por diante o seu projeto fraturante para o nosso país.
O maior perigo para este cenário será, seguramente, uma revisão constitucional à esquerda, em que o próprio Presidente da República muito pouco poderá fazer, mesmo com toda a sua sagacidade ele poderia evitar.
Há quem diga que isto não é possível, atendendo à guerrilha entretanto iniciada nesta pré-campanha com os Partidos da geringonça a desentenderem-se e acusarem-se mutuamente, mais isto é uma farsa, própria do período eleitoral em que vivemos, porque se o PS não tiver a maioria absoluta, facilmente se voltará a entender com aqueles que hoje supostamente estão de costas voltadas. Acreditem, esses desentendimentos é apenas para inglês ver, porque na noite das eleições veremos como tudo não passa de uma dramatização propositada.
Com as sondagens que se disseminam por aí, seria mais prudente, face à existência de inúmeros Partidos que pretendem captar os votos do eleitorado do centro-direita, um entendimento ou uma coligação alargada naquele espaço político, tendo em vista a obtenção dos 116 Deputados, que seria mais fácil de acordo com o método de Hondt.
Mesmo assim, ainda é possível após as eleições que se consiga obter os tais 116 Deputados, se houver vontade política de um entendimento patriótico, em que cada um deixe de olhar para o seu umbigo, havendo Partidos a mais no espectro político do centro-direita. 
Está em jogo nestas eleições o futuro do país, sem devaneios esquerdistas, em que o Partido Socialista teve de ceder em algumas matérias ao BE e ao PCP e PAN para assegurar a maioria na Assembleia da República. Teria sido pior se o Líder da Bancada, Carlos César, não tivesse batido o pé algumas vezes e travado a fantasia da esquerda caviar e de alguns socialistas radicais.
Uma maioria de dois terços de Deputados da Esquerda, será quanto a mim uma aventura sem retorno, sabendo-se que neste momento a maioria do eleitorado tende para a esquerda, com muitos órgãos de comunicação social, tendencialmente “esquerdóites” a moldar a opinião pública e a levar a água ao seu moinho. É importante não tomar como irrefutável tudo o que os meios de comunicação social vendem ao público.
Que se veja o que acontece com alguns factos que sucedem na nossa sociedade em que os políticos das esquerdas, os meios de comunicação social e a sociedade civil por arrasto muito mais rapidamente se escandalizam com o que acontece com algo mais conotado à direita do que propriamente com o oposto. 
Ficamos com a impressão que passo a passo os meios de comunicação social resvalam para as mãos de uma esquerda caviar, ávida em pisar o caminho da terra queimada, alimentando-se com uma ideologia defensora de opiniões extremistas que é dona e senhora de toda a sua verdade.
Que o eleitorado moderado acorde para esta eventual situação e perceba que o que está em causa é bem mais importante do que o IRS. É certo que os Partidos do centro-direita têm culpas no cartório e os líderes nacionais bem pouco têm ajudado na clarificação desta situação, porque o que pretendem é tão-somente terem um resultado maior do que ditam as sondagens, pelo que temos de convir que é muito “poucochinho”.
 

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Categorias: Opinião

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