Pais encerram a escola da Relva a cadeado por não quererem alunos de anos diferentes na mesma sala

Apesar de na passada 2.ª feira, ter sido realizada a recepção aos pais e às crianças, tal como decorreu nos restantes estabelecimentos do arquipélago, quem chegou à escola da Relva, no início da manhã de ontem, deparou-se com a mesma fechada. 
Segundo informação chegada à redacção do jornal Correio dos Açores, os portões da escola teriam sido fechados a cadeado por um grupo de pais descontentes relativamente à composição das turmas. Contactado pelo jornal, o Presidente do Conselho Executivo da Escola Básica e Integrada dos Arrifes, Carlos Duarte Sousa, explicou o sucedido. “Os assistentes operacionais chegaram à escola, para a abertura do estabelecimento, mas depararam-se com o mesmo encerrado com os cadeados”. Esta situação veio a ser reportada pela Coordenadora da escola primária da Relva ao Conselho Executivo da Escola Básica Integrada dos Arrifes, agrupamento à qual pertence aquela escola.
O Conselho Executivo deslocou-se à Relva para “tentar normalizar o ocorrido, dentro do possível, numa situação desta natureza”. Sobre os motivos para o acontecimento, Carlos Duarte Sousa explicou que “aquilo que foi dado a entender é que os pais estavam insatisfeitos devido à junção das turmas dos vários anos de escolaridade, achando não ser a solução adequada”. No entanto, acrescenta que a situação actual da escola primária da Relva “é fruto do número de crianças inscritas no grupo escolar”.  Actualmente, com apenas 35 crianças inscritas no 1.º ciclo, as mesmas foram distribuídas em duas turmas, uma turma com 19 alunos e a outra com 16 alunos, que segundo Carlos Duarte Sousa “são números que ficam aquém do número máximo previsto de alunos para uma turma e foi a solução encontrada para a escola primária da Relva”. 
Sublinha ainda que não é o facto de se agrupar turmas de diferentes anos de escolaridade que irá comprometer o desempenho dos alunos pois a solução arranjada já não é nova. “Infelizmente, acontece em várias escolas e é comum em muitos agrupamentos. Não será isso que irá comprometer o desempenho dos alunos. Muitas vezes, o que compromete é a falta de empenho, de interesse e de dedicação. Creio que as coisas irão correr bem.”
Após um início de dia atribulado, a escola abriu. “As crianças acabaram por entrar. Mas houve outras que não porque os pais não permitiram. Os docentes e os auxiliares estão no edifício e a actividade escolar está a funcionar com normalidade”, relatou o Presidente da EBI dos Arrifes. 

 

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Autor: Rita Frias

Categorias: Regional

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