Lagoa tem 122 processos que são acompanhados pela Comissão de Protecção de Menores

As novas instalações da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa, no edifício dos CTT, na Avenida Infante D. Henrique, na cidade de Lagoa, foram inauguradas ontem.
As novas instalações, cujas obras de requalificação foram da responsabilidade da Câmara Municipal de Lagoa, incluem, agora, duas novas salas, uma sala própria para a audição de crianças e jovens, e outra para audição dos adultos, além de uma sala de reuniões, sala de técnicos e sala administrativa e ainda um pequeno refeitório, o que se consubstancia numa melhoria clara das condições de trabalho desta comissão. 
 Na ocasião, a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Cristina Calisto salientou “a importante missão das CPCJ na defesa do supremo interesse das crianças”.  Por conseguinte, era uma necessidade desta CPCJ ter outras condições, que pudessem assegurar de forma digna esse trabalho, quer do ponto de vista do bem-estar das crianças e jovens quer também, daqueles que trabalham todos os dias nesta instituição em prol das mesmas.
“É uma missão de todos nós ter esta responsabilidade social e garantir o bem-estar  das crianças, um trabalho de rede e parceria e nunca um trabalho de competência exclusiva dos elementos das CPCJ” foram palavras da Presidente da autarquia, relembrando o facto da abertura das novas instalações também coincidir com o início de um novo escolar, pelo que espera “que seja um espaço de porta aberta, disponível e bem preparado para ouvir e ajudar quem os procura, realçando a localização central que este edifício tem na cidade e na proximidade de muitas escolas, por onde passam centenas de crianças diariamente”. 
A Secretária Regional da Solidariedade Social, Andreia Cardoso, salientou   “o sentido de responsabilidade social da Câmara Municipal de Lagoa, acima da média em relação ao resto do país, e penso que isso deve ser motivo de orgulho de todos os que desenvolvem a sua actividade. Acreditamos que é isso que vai garantir o futuro desta comunidade como uma comunidade saudável, que aposta no desenvolvimento inclusivo das crianças”. Com a realização deste conjunto de iniciativas, segundo Andreia Cardoso, “pretende-se sensibilizar as comunidades para os direitos da criança”, dando especial ênfase ao direito da criança à participação, envolvendo a comunidade, numa óptica de descentralização, e atendendo às responsabilidades que sobre a mesma recaem em matéria de prevenção.
“A génese da legislação que determina a constituição das CPCJ tem exactamente o pressuposto de garantir o envolvimento de uma comunidade, isto é, de todos os agentes na resolução dos problemas que se colocam ao desenvolvimento integral e inclusivo das crianças”, disse. 
Nesse sentido, a Secretária Regional destacou o papel da Câmara Municipal da Lagoa, “que valoriza a sua Comissão e que tem prestado apoio ao longo do tempo, não só no que diz respeito à disponibilização do espaço e apoio logístico, mas especialmente no apoio em recurso técnicos”.
“Assegurar o desenvolvimento de uma comunidade passa, naturalmente, por assegurar o bem-estar e o desenvolvimento das crianças e é essa aposta que o Governo dos Açores, em parceria com a Câmara Municipal da Lagoa e todas as entidades parceiras envolvidas na dinamização desta comissão, têm feito”, afirmou. 
Andreia Cardoso referiu ainda que a constituição do Comissariado dos Açores para a Infância foi “determinante na qualificação da intervenção, embora este seja um trabalho permanente e em contínuo, para garantir a formação, não só daqueles que compõe as CPCJ, mas também de todos os que intervêm, designadamente nas áreas da saúde e da educação”.  Por sua vez, a Presidente da CPCJ de Lagoa, Vera Libório, realçou todo o trabalho que tem sido feito pela comissão, durante as últimas duas décadas. “Actualmente, a CPCJ de Lagoa tem 122 processos activos, destacando-se como principais problemáticas, a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança, a negligência e a violência doméstica. 
De destacar o absentismo escolar, que com as últimas políticas implementadas no concelho de Lagoa, teve um decréscimo do número de processos contado com apenas 13 processos cativos num universo de 122. Este é um sinal de que as políticas sociais foram implementadas no concelho”, afirmou a pPresidente do CPCJ de Lagoa.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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