Face a Face...! com Jorge Medeiros, cabeça de Lista do Partido Aliança à Assembleia da República

“Basta de corrupção nos meios políticos”

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Professor Jorge Medeiros (Cabeça de Lista do Partido Aliança pelos Açores à Assembleia da República) - Iniciei a minha licenciatura em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico, em Lisboa no ano letivo de 1971/1972  o que me levou a viver o 25 de Abril em pleno. Devido a esse facto, tive a oportunidade de ouvir, de discutir, os princípios das várias fações políticas. Uma vez que não sou a favor de qualquer tipo de ditadura, nem as de direita nem as de esquerda, de Max, levando a uma “salvação” através duma luta de classes, levando a uma ditadura do proletariado, anulando completamente  o indivíduo como pessoa; mas sim a favor de uma sociedade em que “são os Homens que interessam, acima de tudo, e não quaisquer concepções que levem a sacrificar as pessoas a uma ideia, seja ela de grandeza histórica, seja ela religiosa ou de qualquer outra índole” (citando Francisco Sá Carneiro), uma sociedade em que o respeito pela vida, pela pessoa e pela sua dignidade são o centro de qualquer decisão. Aí sim, nessa sociedade gostarei de viver, bem como, estou certo, as próximas gerações. Certamente que estou a falar de uma sociedade social-democrata seguindo os ideais de Francisco Sá Carneiro. Se pensarmos ainda numa sociedade que promova a liberdade económica, e a iniciativa privada, e não o “sufoco” estadual, como motores principais de crescimento, ou seja, liberal, então, estou certo que conseguiremos ter uma sociedade realizada, feliz e em que se atingirá o crescimento económico desejado. Por isso, sou candidato pelo partido Aliança, um partido novo que tem como eixos o personalismo, o liberalismo e a solidariedade. Tendo ao longo da vida sempre defendido um desenvolvimento económico, baseado na formação, na inovação, no empreendedorismo, pelo aparecimento de empresas que gerem valor acrescentado, não poderia perder esta oportunidade de defender esta solução para os Açores. Devo-a às várias gerações que tive como alunos ao longo da vida. 
Basta de corrupção nos meios políticos. 
Já Sá Carneiro dizia “(...) A Assembleia da República tem de vir a ser a consciência política visível deste Povo, tornando-se num espelho fiel das suas necessidades e anseios, das suas dificuldades e esperanças e, ao mesmo tempo, no centro impulsionador da acção colectiva. (...) A Assembleia da República tem de ser o espaço da crítica justa e lúcida ao Governo e à administração pública e da denúncia oportuna das situações que intoleravelmente oprimem, exploram e alienam a pessoa humana, lembrando também, a cada momento, o que, sendo exequível, ainda não foi feito no domínio da acção do Estado e dos poderes locais.”

Fale-nos do seu percurso de vida no campo académico, profissional e social?
Nasci a 2 de Fevereiro de 1954 em Ponta Delgada. Frequentei o Liceu Nacional de Ponta Delgada. Licenciei-me em 1977 em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico (IST) onde iniciei a carreira de docente universitário, na qualidade de monitor (1975/1977). Mais tarde, em 1977, ingressei na Universidade dos Açores como assistente. Em 1986 doutorei-me em Ciências Químicas, Química Orgânica, na Mississippi State University nos E.U.A. e pós doutorei-me em Química dos Produtos Naturais, na Washington State University, em 2001. Tenho desenvolvido atividade científica em várias áreas, em particular, na Química dos Produtos Naturais, incluindo a estrutura de compostos bioativos de plantas, organismos marinhos e microorganismos dos Açores, aplicações da energia geotérmica na produção de plantas com actividade biológica e avaliação do estado de eutrofização das lagoas dos Açores. Sobre estes temas tenho publicado vários artigos científicos, relatórios, comunicações e livros, publicados em jornais internacionais e nacionais ou apresentados em encontros, seminários, simpósios ou congressos nacionais ou internacionais. Desempenhei as funções de Pró-Reitor de 2001 a 2002, Vice-Reitor de 2002 a 2011 e de Reitor da Universidade dos Açores de 2011 a 2014. Sou Professor Catedrático desde 2004. Regi várias disciplinas e orientei teses (mestrado e doutoramento) em áreas como Química, Bioquímica, Produtos Naturais, ou Biologia. Fui fundador e exerci as funções de vice-presidente do Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA), como representante da Universidade dos Açores, de 1988 a 2001. Recebi, ao longo da vida, vários prémios e distinções.

Como se define a nível profissional?
Relativamente a esta questão, penso que os meus alunos é que o deveriam fazer. Foi para mim muito reconfortante ter partido de um grupo de alunos meus antigos o convite para eu dirigir o Gabinete de Estudos e mais tarde candidatar-me pelo Partido Aliança a estas eleições.

Quais as suas responsabilidades?
Actualmente, sou professor de várias disciplinas relacionadas com a Química na Universidade dos Açores aos cursos de Biologia, Protecção Civil e Gestão de Riscos, Ciências do Mar, Mestrado Integrado em Ciências de Engenharia (preparatórios), ciclo básico de Medicina, e ao mestrado de Biodiversidade e Biotecnologia. 

Como descreve a família de hoje?
Considero basilares os laços familiares na organização social e defendo a liberdade de educação formada nos princípios e valores essenciais a cada Família, célula estruturante da sociedade em que acredito.

Quais os impactos mais visíveis do desaparecimento da família tradicional?
Penso que há que adaptar ao aparecimento de “famílias não tradicionais”, aceitar e respeitar a dignidade de cada um.

Qual a sua opinião sobre a forma como a sociedade está a evoluir?
Não aceito que cerca de 3 milhões de portugueses vivam sem dignidade, sem conforto e sem bens essenciais, já para não falar de tantos outros com emprego que vivem em pobreza envergonhada (10,8% dos trabalhadores).
Não aceito que pessoas dependentes, como os mais velhos, sejam abandonados, agredidos e maltratados, sem que lhes seja dado o apoio devido em fim de vida.
Não aceito que pessoas com deficiência ou em situações de dependência, sejam excluídas a qualquer título e que não sejam dados os devidos apoios que lhes permitam a sua plena integração.
Não aceito atrasos no pagamento das reformas ou nas prestações sociais.
Quero um SNS requalificado e eficiente, assente na liberdade de escolha para todos os Portugueses, seja através da generalização dos seguros de saúde, seja através da abertura da ADSE. Um sistema onde coabitem públicos, privados e terceiro sector, que aumentem a oferta e contribuam para a sua qualidade. Sem listas de espera, sem adiamentos de cirurgias e serviços fechados.
Por ser intransigente neste combate pelas pessoas, também considero como causa transversal o crescimento económico e a criação de um ambiente propício ao investimento, com uma fiscalidade estável e atractiva, com redução de impostos para pessoas e empresas, com uma justiça mais célere e com processos transparentes.
Só assim se criará riqueza e se conseguirá a tão necessária redução da carga fiscal para as famílias e empresas. Também por isso defendo uma nova atitude na Europa que nos faça convergir com a média do pib per capita dos outros países, que canalize todos os fundos no apoio ao crescimento, nas empresas e no aumento da nossa competitividade, designadamente através de investimento público para as adaptações necessárias às infra-estruturas portuárias, e aeroportuárias existentes tornando-as eficientes na aproximação de todos. Não quero que Portugal esteja isolado na Europa, quando deve ser a sua principal porta de entrada, capitalizando a nosso favor o investimento estrangeiro.
Quero um país uno, coeso, promovendo a coesão territorial a que devem ser associadas políticas demográficas e fiscais.
Quero uma nação mais jovem, mais saudável, mais culta e qualificada. Que desde cedo, na escola, seja incentivada a ter vidas saudáveis, a praticar deporto e a dedicar-se à cultura e às artes, num modelo educativo pluridisciplinar que aposte no desenvolvimento pessoal, criativo e empreendedor.
Quero uma sociedade onde as gerações mais jovens se interessem pelos grandes temas da atualidade, motivando-os a participar na construção de uma sociedade mais preparada e inclusiva, assente em bons valores e tentar reverter assim a mediocridade em que está imersa a atividade política.
Quero um país exemplar no combate às alterações climáticas e na defesa do ambiente, através da descarbonização progressiva, da aposta na economia circular e na adopção de um novo paradigma de consumo mais sustentável que evite o desperdício e privilegie a reutilização.
Aí sim, teremos alcançado a sociedade que pretendo para todos nós. Para isso Importa libertar-nos da asfixia partidária em que o País se afundou nos últimos 45 anos, permitindo que novas forças políticas, com projectos credíveis e sustentados em propostas concretas, se afirmem na construção de um novo caminho, assente no crescimento, na liberdade, na justiça, na solidariedade e tendo sempre presente uma matriz humanista e personalista.

Que importância têm os amigos na sua vida?
Fazem a diferença. Tornam a vida interessante. Com amigos podemos opinar sobre todos os assuntos, discutir, estar à vontade e saber que querem sempre o nosso bem-estar, apesar de poderem não concordar connosco em algumas situações.  

Para além da profissão que actividades gosta de desenvolver no seu dia-a-dia?
Gosto muito de cinema. Além de praticar, sempre que posso, exercício físico, em especial, natação, sou um amante de trabalhos domésticos, como, por exemplo, jardinagem, carpintaria, etc…. 

Que sonhos alimentou em criança?
Muitos. Penso que na sua maioria fui-os realizando ao longo da vida.

O que mais o incomoda nos outros?
O egocentrismo e o cinismo.

Que características admira no sexo oposto?
A beleza interior e exterior.

Gosta de ler?  
Sim, apesar de orientar a minha leitura para assuntos científicos. Actualmente, oriento a minha leitura para assuntos que têm a ver com esta minha faceta política. Assim, elegeria “O grande debate”, de Yuval Levin

Como se relaciona com o manancial de informação que inunda as redes sociais?
É difícil absorver tanta informação. Contudo, é preciosa quando temos que aprofundar um determinado assunto.

Conseguia viver hoje sem telemóvel?
Não nego que quando se começou a utilizar telemóvel eu comentei que nunca iria usar ou precisar de um telefone móvel. A verdade é que hoje não consigo estar longe do meu telemóvel um minuto que seja (também é verdade que ainda hoje esqueço-me frequentemente dele, ou de carregá-lo sofrendo depois as consequências). A “internet” tornou-se hoje em dia numa fonte de informação imprescindível a qualquer atividade que tenhamos de desenvolver neste mundo.

Costuma ler jornais?
Sim, costumo, principalmente os da Região. Mas, não há dúvida que com o avanço da “internet”, “leio-os” essencialmente através das fontes de informação fornecidas por ela.

O que pensa da politica?
“A política sem risco é uma chatice mas sem ética é uma vergonha” (Francisco Sá Carneiro).

Gosta de viajar? Que viagem mais gostou de fazer?
Gosto muito. Qualquer viagem, desde que seja na companhia da família e amigos.

Quais são os seus gostos gastronómicos? E qual é o seu prato preferido?
Sou o que vulgarmente se chama “um bom garfo”. Gosto, essencialmente, da boa cozinha portuguesa desde o cozido até ao bacalhau cozido. Contudo, sou um grande apreciador de grelhados quer de pescado quer de carne bovina.

Que noticia gostaria de encontrar amanhã no jornal
Que nas sondagens o Partido Aliança atingira os 50%

Se desempenhasse um cargo governativo descreva uma das medidas que tomaria?
Como é do conhecimento sou um professor universitário e, por outro lado, estou num partido que é essencialmente personalista, pelo que o respeito pela vida, pela pessoa e pela sua dignidade, estará sempre no centro de todas as decisões. Por isso mesmo, temos que apostar nos jovens, dar-lhes a formação onde eles se sintam “livres”, realizados. Estou certo que, dessa maneira, iríamos ter soluções inovadoras para o desenvolvimento dos Açores, combatendo, ao mesmo tempo, a demografia existente em todas as nossas Ilhas, especialmente nas mais pequenas. Por isso, iria, através de uma política de canalização de fundos comunitários para projectos dinamizadores e sustentáveis, de uma moderação fiscal, quer a nível de IRC, IRS, IVA ou IMI, promover o aparecimento de uma economia mais competitiva, mais criativa e mais produtiva. Afastava-se deste modo a economia de baixos salários que não conduz ao desenvolvimento, mas sim, à estagnação em que vivemos actualmente em que os jovens ou pertencem a certas facções políticas e vivem à custa do subsídio de sobrevivência ou abandonam a Região, o País.

Qual a máxima que o/a inspira?
“A sociedade que defendo é aquela em que cada um se realiza plena e livremente, abolidas que sejam as condições de alienação, exploração e opressão da pessoa humana” (Francisco Sá Carneiro).

Em que Época histórica gostaria de ter vivido?
Sem dúvida que nesta onde houve uma intensificação do saber, do conhecimento, da investigação e da inovação

Quais os objectivos que o Partido Aliança pretende atingir nas próximas eleições legislativas? 
Um bom resultado é ser eleito, considerando o projecto do Partido Aliança nos Açores e, acima de tudo, os açorianos sentirem que existe um partido das Pessoas para as Pessoas.

É admissível que o carisma e ligações do líder nacional do Partido Aliança, Pedro Santana Lopes, aos Açores leve eleitores do PSD/Açores a votar no Partido Aliança na Região?  
A nossa intenção não é tirar votos ao partido A, B, ou C. Somos uma nova força política que emergiu. A emergência de novas forças políticas no panorama político nacional apenas faz sentido se acompanhada por uma nova Atitude. Uma Atitude baseada na apresentação de um caminho claro que coloque o País a crescer e a aproximar-se dos níveis de vida dos seus congéneres europeus. Uma Atitude baseada na defesa intransigente dos interesses dos Portugueses e no combate à pobreza e à exclusão social. O partido Aliança é um partido Personalista, Liberal e Solidário. Portanto, qualquer açoriano, que pertença ao partido A, B ou C, mas que ache que as pessoas, e a dignidade do ser humano são o centro e o fim último de qualquer proposta política, então deve votar Aliança. 

Que análise faz à evolução dos níveis de pobreza nos Açores?  
Atualmente (2018) os níveis de pobreza ou exclusão social são muito elevados. Enquanto que nos Açores atingem os 36,4%, a nível nacional atingem os 23,4%.
2,4 milhões de Portugueses vivem em risco de pobreza ou exclusão social
 A pobreza existente não é admissível e, sobretudo, não é uma fatalidade. Portugal pode, se quiser, se todos quisermos, erradicar a pobreza. 
É indecoroso e vexatório que, após 900 anos de história, séculos de conquistas e glórias e décadas de Democracia e depois de 140 mil milhões de euros recebidos de Fundos Comunitários: 12 milhões/por dia, durante 32 anos, Portugal permaneça pobre
É fundamental abolir a pobreza extrema, a pobreza infantil e a pobreza de milhares de cidadãos que trabalham, contribuindo para a sociedade, e mesmo assim, permanecem na franja de sobrevivência (10,8% dos que trabalham vivem em situação de pobreza).
O Aliança define o Combate à Pobreza e à Exclusão Social como as suas maiores causas, causas transversais a todos os domínios, e determinantes para colocar o País a crescer e a diminuir as disparidades sociais existentes

Como pretende mobilizar o eleitorado?
O Aliança é um partido novo que quer fazer diferente. 
Importa libertar os Portugueses da asfixia partidária em que o País se afundou nos últimos 45 anos e das amarras da Frente de Esquerda, permitindo que novas forças políticas, com projectos credíveis e sustentados em propostas concretas, se afirmem na construção
de um novo caminho, assente no crescimento, na liberdade, na justiça, na solidariedade e tendo sempre presente uma matriz humanista e personalista.
Por um País assente no mérito. Um País onde todos contam, e ninguém fica para trás. Somos a Alternativa democrática, patriótica e responsável a esta Frente de Esquerda. 
O nosso projeto é Refundar para Defender Portugal! Por Portugal, por um País onde valha a pena estudar, trabalhar e viver!
Estou certo que os eleitores vão sentir que sim, que agora vale a pena votar e substituírem o “a” de abstenção por “A” de Aaliança
Quais são as suas grandes bandeiras para as próxima eleições legislativas nacionais?
Como disse acima o nosso projeto é REFUNDAR PORTUGAL. Por isso não admira que o nosso programa englobe 14 traves mestras incluindo SAÚDE; DEMOGRAFIA/NATALIDADE/FAMÌLIA; COESÃO TERRITORIAL; CORRUPÇÃO; CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE; POLÍTICA; RECIPROCIDADE; SEGURANÇA; EDUCAÇÃO; COMBATE À POBREZA E À EXCLUSÃO SOCIAL; MAR, INOVAÇÃO e CULTURA; SOCIEDADE DIGITAL E SEGURA; AMBIENTE E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS; PORTUGAL NO CONTEXTO GLOBAL.
As nossas propostas relativas a estas traves mestras atingem o número de 140. Contudo, realçamos algumas medidas mais relacionadas com os Açores:
COESÃO TERRITORIAL - Apresentamos medidas relacionadas com a Revisão das obrigações de serviço público dos transportes marítimos e aéreos;  a introdução de uma discriminação positiva nos orçamentos dos serviços que dependem do Governo da República; a Revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas, no que respeita à alteração das taxas máximas de redução permitidas, nomeadamente ao nível do IVA aplicado sobre os produtos de primeira necessidade; a Dignificação do órgão de comunicação pública regional (RTP/RDP), dotando-o dos meios compatíveis com a sua função de ligação das 9 ilhas dos Açores, estando presente em todas elas.
CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE - Propomos a conceção de Planos de Revitalização específicos para as várias Ilhas da Região; a criação de enquadramento legal para que a liquidação do IVA nas transações com o Estado seja feita apenas após boa cobrança, garantido assim maior liquidez para as empresas, o Fomento da ligação permanente da Universidade dos Açores e das suas Unidades de Investigação e Desenvolvimento, Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores e Centros do conhecimento às empresas e a todos os setores produtivos, por forma a modernizar as estruturas, os métodos e melhorar bens e serviços.
SEGURANÇA - Propomos a introdução ao de uma discriminação positiva nos orçamentos dos serviços de segurança tanto ao nível de investimentos em infraestruturas como em recursos humanos, a introdução de contingente para formandos açorianos das diversas forças de segurança.
EDUCAÇÃO - Consideramos importante a permanente adequação da oferta da Universidade dos Açores e das suas Unidades de Investigação e Desenvolvimento, Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores e Centros do conhecimento às necessidades e potencialidades da Região, a introdução de uma discriminação positiva no orçamento da nossa Universidade, possibilitando assim o investimento nos recursos necessários para poder desenvolver as suas actividades de educação, investigação e inovação nas mesmas condições das suas congêneres de todo o território nacional, a promoção da ministração de cursos por plataformas tecnológicas.
MAR, INOVAÇÃO E CULTURA - Apontamos a exploração dos recursos marinhos existentes na ZEE dos Açores (ZEEA) como pilar fulcral do futuro das nossas ilhas, isto sempre no pleno respeito pelo Ambiente. Consideramos também importante o Investimento nas infraestruturas necessárias para que a Força Aérea, Marinha, Polícia Marítima e Guarda Nacional Republicana possam desempenhar as suas funções de vigilância e fiscalização na ZEEA, promovendo, paralelamente, a fixação de quadros e vigências permanentes na Região, como por exemplo, a Marinha e a Força Aérea, potenciando assim as infraestruturas já existentes na ilha Terceira. Direcionado à área da Inovação, propõe-se fomentar a contínua promoção de centros tecnológicos veículos de ligação dos Açores ao Mundo. Na Cultura, realçamos a importância de fomentar a valorização artística e cultural da Região através da divulgação e valorização dos artistas regionais. Propomos também a suspensão do pagamento de taxas à SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e “PassMusic”, por forma a desonerar as suas apresentações.
 AMBIENTE - Defesa acérrima dos recursos endógenos de cada uma das ilhas do arquipélago pelas suas diferenças e especificidades, com enfoque na preservação das suas faunas e flora próprias. Assim, iremos exigir a assunção de responsabilidades por parte do Estado na Descontaminação dos terrenos circundantes da base das Lajes, na Ilha Terceira. Iremos trabalhar no sentido da adopção de um novo paradigma de consumo sustentável que leve os açorianos a privilegiar a reutilização de materiais e a reciclagem evitando o desperdício e a ineficiência.

A gestão do mar dos Açores, ao longo da linha de água desde os fundos até à superfície deve ser feita pelos Açores?  
Actualmente existe na Universidade dos Açores, no Faial, um Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), reconhecido internacionalmente. Por outro lado, existe ainda no DOP um Instituto de Investigação Científica, Okeanos, que foi recentemente avaliado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) como excelente. Portanto, penso que havendo estas estruturas na RAA elas devem liderar o processo. Não quero com isto dizer que existem nos Açores todas as competências necessárias ao estudo de todas as valências do Mar, mas quando fornecessáriao o Instituto de Investigação Okeanos deverá colaborar com as necessárias entidades nacionais e internacionais.

Concorda com a criação de um Conselho de Concertação das Autonomias?
Não. Se o Governo da República e o dos Açores pertencerem à mesma facção política, qual o interesse do referido Conselho? Para o Governo dos Açores confirmar o pretendido pelo da República?
Se os dois Governos forem de facções diferentes penso que não irão “concertar” nada. 

O cargo de Representante da República deixou de fazer sentido? Como deve ser substituído?
Penso que não.  O partido Aliança é a favor de uma colaboração com o Representante da República nos Açores procurando encontrar, em conjunto, os procedimentos e as formas de actuar que permitam um salutar relacionamento e um grau de sintonia necessário à consolidação e desenvolvimento da RAA
                                                                 

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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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