22 de setembro de 2019

Populismo tomou conta do Ambiente

 1- As alterações climatéricas constituem um problema demasiado sério para que a sua discussão se transforme num autêntico carnaval, “em que ninguém leva a mal”.
2- É moda falar das alterações do clima, como se de uma novidade se tratasse. Discute-se o presente ignorando a história e as tempestades que aconteceram ao longo dos séculos passados, algumas das quais alteraram o curso dos acontecimentos como aconteceu por exemplo ao Império Mongol em 1271 e 1274 quando controlava um quarto da população da Terra e pretendia anexar o Japão que se salvou de tal anexação, devido a fortíssimos tufões que dizimaram grande parte do exército mongol.
3- Em Maio de 1788, aconteceu um “dilúvio” em França que destrui a agricultura provocando uma vaga de grande miséria na população, fazendo com que dez meses depois triunfasse a Revolução Francesa que marcaria para sempre o rumo da História no Ocidente.
4- Em 2014, e segundo noticiava o Jornal “Publico”, um projecto que envolveu 4 universidades reconstituiu o clima em Portugal nos últimos 350 anos, cruzando para o efeito várias fontes de informação, contabilizando durante o século XIX, 148 tempestades fortes em Portugal.
5- A avaliar pela breve descrição publicada há cinco anos atrás, seria importante conhecer publicamente o conteúdo desse projecto que certamente contém elementos importantes para se poder, com seriedade, estabelecer comparações entre o passado e o presente, e reequilibrar o debate sobre os projectos ao desenvolvimento sustentável da economia que é, no fundo, a razão primeira de muitos desequilíbrios ambientais, coisa que os Estados não vêem porque a doutrina liberal faz com que vivam num estado de negação  quanto à realidade.
6- Em 17 de Junho de 2019, noventa e dois cientistas italianos assinam uma carta onde questionam “o catastrofismo climático” e juntam uma petição aos Presidente da República, do Senado, da Câmara dos Deputados e do Conselho de Ministros, “sobre o aquecimento global antrópico”.  
7- Os cientistas recordam petições subscritas por milhares de outros cientistas que expressaram discordância quanto à conjectura do aquecimento global antrópico. 
8- Entre elas, recordam a que foi promovida em 2007 pelo físico F. Seitz, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, e a promovida pelo Painel Internacional Não-Governamental sobre Mudança Climática (NIPCC), cujo relatório de 2009 conclui que “a natureza, e não a actividade do homem é que governa o clima”.
9- As divergências quanto aos agentes que promovem as mudanças climatéricas dividem-se em duas correntes: Uma que defende que elas provêm da actividade humana e do que ela desenvolve na Terra, desde a revolução industrial, e a outra que recorre à história para fundamentar a tese de que a natureza é que domina o clima.
10- Nesse despique estão envolvidos interesses colossais de vários países e de vários gigantes com interesses económicos, apoiados ora por uma, ora por outra corrente científica, cada uma esgrimindo com os trunfos que vai juntando. 
11- O certo é que muito se fala quanto à preservação do planeta e pouco se ouve sobre a parte que cada um está disposto a abdicar do conforto e da mobilidade que usufrui, bens sustentados no desenvolvimento da ciência e das novas tecnologias, com aplicações que se propagam a inúmeros domínios de actividades, que se tornam também parte das alterações climatéricas.
12- No meio de uma questão séria, o que nos preocupa são as atoardas irresponsáveis e populistas bolçadas por alguns responsáveis académicos e políticos quanto ao consumo da carne de vaca. 
13- O reitor da Universidade de Coimbra cobriu-se de ridículo ao proibir o consumo de carne de vaca nas cantinas da Universidade, e o Primeiro-ministro António Costa ao dizer que vai deixar de usar carne de vaca nos jantares oficiais, deu um tiro nos pés, apenas para caçar uns votos dos “animais”.
14- Valeu a demarcação feita pelos responsáveis do Governo dos Açores quanto ao delírio público de mandar as vacas para o inferno.
15- É inquietante a perda galopante de valores na sociedade actual.
16- Mas, isso nada tem a ver com a reivindicação universal e a participação consciente da juventude, quanto às políticas necessárias para melhorar o clima e garantir condições para um melhor planeta no futuro, postura que apoiamos e acompanhamos.
                                  

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Categorias: Editorial

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