Direcção da Cultura e Câmara da Ribeira Grande apoiam requalificação da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela

O contrato da empreitada para a Requalificação da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela na Ribeira Grande – Fase 1, com a empresa Marques, S.A. já foi assinado.
A Fase 1 da obra terá um custo total de 575.000,00 Euros sem IVA e um prazo de execução de 180 dias. Conta com a comparticipação financeira num valor de 211.219,25 euros por parte da Direcção Regional da Cultura e de um apoio financeiro no montante de 180 mil euros por parte da Câmara Municipal da Ribeira Grande.
A comunidade da paróquia de Nossa Senhora da Estrela encontra-se promover actividades para a angariação de fundos para completar o montante ainda em falta para a primeira fase das Obras. Esta empreitada contempla a substituição da cobertura do edifício incluindo todos os trabalhos complementares inerentes à sua boa execução. A fiscalização está a cargo do gabinete de estudos e projectos do Engº Tavares Vieira.
A igreja, que se situa na freguesia da Matriz, foi construída em inícios do século XVI, no lugar de uma antiga ermida dedicada à Purificação de Nossa Senhora, sendo desenvolvidos os seus trabalhos de edificação e acabamentos por toda a centúria de Quinhentos, guarnecendo-se o templo com retábulos, pinturas e paramentos. Dessa época subsiste um conjunto pictórico relevante, datado à volta de 1570 e atribuído à oficina micaelense de Fernão de Matos, de que são exemplos as pinturas ‘Apresentação do Menino no Templo’ e ‘Coroação da Virgem’ e ainda a ‘Adoração dos Reis Magos’, pintura de autor desconhecido.
As consequências de vários eventos sísmicos, especialmente nos séculos XVI e XVII, e as naturais necessidades de atualização estética que acompanham o decurso do tempo, levaram a que a igreja fosse sendo renovada e melhorada, até à realização de uma profunda intervenção a partir de 1728, a qual implicou a demolição das antigas estruturas arquitectónicas para construção do imóvel que, sensivelmente, existe actualmente.
No século XIX continuaram as beneficiações e intervenções artísticas de vários géneros, sendo de realçar a reconstrução do tecto, após o seu desabamento em 1834, que havia de receber pintura sobre estuque entre 1871-1878, e também trabalhos em talha, igualmente realizados na segunda metade de Oitocentos, encarregues a Pedro Araújo de Lima, mestre entalhador da Ribeira Grande.
A 17 de Abril de 1953, reconhecendo-se o seu relevante valor patrimonial, a igreja foi classificada como Imóvel de Interesse Público.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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