70% dos açorianos qualificados através da Rede Valorizar já não estão desempregados

 O Vice-presidente do Governo destacou ontem, em Ponta Delgada, “o grande sucesso” que já resultou da qualificação de mais de 12.350 açorianos e o trabalho desenvolvido pelo Executivo Regional nos últimos 10 anos.
 “Gostaria de assumir que, dos adultos que beneficiaram de formação na Rede Valorizar, cerca de 70% não se encontra já inscrito nas Agências para a Qualificação e Emprego dos Açores, ou seja, 70% daqueles que beneficiaram da Rede Valorizar já não estão, neste momento, desempregados”, revelou Sérgio Ávila, na sessão de encerramento do Seminário Regional de Qualificação de Adultos - 10 anos da Rede Valorizar.
 Na sua intervenção, destacou o “trabalho desenvolvido pela Rede Valorizar, que assegurou a possibilidade a mais de 12.350 adultos de se qualificarem em termos académicos e profissionais, com habilitações de nível básico e secundário nos últimos 10 anos”.

Os desafios do Governo
 
Depois de agradecer o empenhamento dos formadores e das entidades que colaboram com a Rede Valorizar, o Vice-presidente do Governo sublinhou a “coragem, a determinação e a visão dos açorianos de se qualificarem” e garantiu que o Executivo vai continuar a apoiá-los.
 “O Governo dos Açores, da mesma forma que assumiu, como preocupação estratégica das suas políticas, a capacitação e a valorização dos recursos humanos nos Açores, desafio que, a cada momento, vem cumprindo, continuará disponível para apoiar e incentivar a integração dos açorianos no mercado de trabalho, visando sempre um emprego mais estável, melhor remunerado”, assegurou.
 O governante lembrou os desafios com os quais o Governo dos Açores se viu confrontado a partir de 2012, com a crise internacional, salientando, neste particular, as diversas medidas e iniciativas implementadas no sentido de diminuir o desemprego, gerar mais oportunidades, mais emprego e mais crescimento económico, que, nos últimos três anos, foi nos Açores superior ao nacional.
 “Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no conjunto dos últimos três anos, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou um crescimento médio de 2,7 por cento nos Açores, enquanto o país registou uma média de crescimento de 2,1 por cento”, frisou Sérgio Ávila.
 “Este crescimento dos Açores, superior ao ritmo de crescimento do país, é sinal de confiança no futuro da nossa Região”, acrescentou.

Uma evolução “muito positiva”
 
Relativamente ao mercado de trabalho, o Vice-presidente do Governo disse que, nesta área, os Açores “apresentam uma evolução muito positiva”, considerando que esse facto se deve à dedicação das famílias e também ao “mérito do empenho e esforço das empresas, que souberam aproveitar bem os incentivos disponibilizados pelo Governo dos Açores”.
 “De acordo com os dados revelados pelo INE, hoje há mais 7.048 açorianos a trabalhar do que há três anos e mais 2.823 açorianos empregados do que há um ano, dados que colocam em evidência a trajectória clara de crescimento do emprego na Região”, afirmou.
 Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, os Açores atingiram, no segundo trimestre de 2019, o maior valor de sempre da população empregada (114.979) desde que existe série estatística, ou seja, desde 1985.
 Este crescimento do número de empregados foi acompanhado igualmente por um aumento muito significativo da população activa, que “representa já 125.289 açorianos, sendo este também o maior valor registado na actual série do Inquérito ao Emprego”, realidade que, para o Vice-presidente, coloca novos desafios.
 “Novos desafios que vão no sentido da necessidade do reforço das nossas políticas de promoção do emprego para que o mercado tenha a capacidade de absorver todos aqueles que até hoje ainda não conseguiram emprego, ou não conseguiram emprego estável”, afirmou Sérgio Ávila.
 O Vice-presidente do Governo assegurou que o Executivo vai continuar atento “às dinâmicas do mercado e às necessidades que este vai ditando, por exemplo relativamente à formação de activos, para, à semelhança do que já temos feito no sector do turismo, das novas tecnologias e, mais recentemente, no sector da construção civil, responder de forma pronta a todas as solicitações e necessidades de qualificação de activos”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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