29 de setembro de 2019

Coisas do Corisco

Em quem vamos votar?

Daqui a pouco mais de uma semana, precisamente no dia 6 de Outubro, lá teremos nós que nos  deslocar às urnas para exercermos o nosso dever cívico de votar na facção política que se encarregará de formar o novo governo que conduzirá, em princípio, os destinos de Portugal nos próximos quatro anos.
A questão que se põe é a de que, perante tanta confusão, tanta malandrice, mentiras, e subtilezas; perante tanta incompetência, tantas coisas manhosas, confusões e aldrabices; em face de tantas contradições, de prejuízos enormes causados ao país, quem vamos nós eleger para repor os valores morais, a idoneidade das instituições, a honestidade urgente que se requer para que a nação seja conduzida com o aprumo que lhe permita sair do negrume da corrupção, e da confusão danada em que se encontra.
Quanto a mim, não temos à mão aquela força política viva, contagiante e dinâmica que, com saber, valor moral, e coragem, possa servir de alternância, convencendo os portugueses a votarem nela para que Portugal saia da horrível imagem que criou. Isso para que, em abono da verdade, deixe de ser considerado como um antro de gente mentirosa, de má fé, em suma de gente muito mais próxima de esquemas do que de uma vida governativa, séria e credível, como aquela que todos os políticos deveriam ter.
Outra questão que se põe é a do vício e do erro em que os portugueses incorrem entregando, constantemente, o seu voto sobre o domínio da clubite, como se de um clube de futebol se tratasse, em vez da escolha do partido que apresente ao eleitorado o mais idôneo programa, e os melhores desenhos políticos  que contribuam para uma melhor cidadania, em vez da escolha da equipa em quem sempre votaram, como se de um pacto eterno de lealdade se tratasse.
Contudo, o maior erro de todos que se comete no país é o divórcio dos portugueses da política, não votando, como se com isso castigassem os políticos portugueses que consideram incompetentes para governarem.
Nada mais errado pois a não votação, e por consequência a não introdução do voto nas urnas perdoa aqueles que não merecem, por isso, a abstenção, pura e simples, sendo vergonhosa, sendo uma forma que reflecte o desacreditar na idoneidade política, é apenas isso e nada mais do que isso.
Assim a melhor forma de se castigar os políticos que se candidatam, seria a entrega do voto em branco pois ele reflecte, de forma inequívoca, o descontentamento das pessoas sufragadas; assim não existe nada mais penalizante para os partidos políticos concorrentes às eleições do que o voto em branco que atesta a decisão daqueles que simplesmente não acreditam nas pessoas que se candidatam.
Depois das ultimas aldrabices do governo de António Costa; das loucas e impensáveis ocorrências do assalto às armas de Tancos; dos incríveis erros  cometidos na política e prevenção no combate dos incêndios florestais sob a égide da falta de planos de contingência capazes; dessa novela maluca dos Kits de auto protecção e das golas anti fumo sem que se resolva quem são os verdadeiros culpados, e de quem foi a ideia peregrina de tais Kits; depois dos sucessivos desacertos da geringonça, e da vacina que a CDU e o Bloco de Esquerda adquiriram, não acreditamos que Costa consiga outra geringonça que lhe permita ocupar o pedestal de primeiro ministro deste país que ele tanto mal tratou.
Por isso, será lógico conjecturarmos sobre aquilo que vai suceder depois das eleições no dia 6 de Outubro pois aposição do PSD sob a chefia de Rio não convence ninguém. Donde, tudo leva a crer que num futuro próximo teremos um governo de minoria cujo primeiro ministro, infelizmente será, até ver esse bailarino António Costa, tão insosso como o foi até hoje para mal deste país.
Ou será que depois destes últimos acontecimentos que nos enchem de vergonha, os portugueses vão castigar Costa pondo-o na rua da governação deste país?
A verdade é que não  acreditamos nisso pelo que o mais provável é o PS formar um governo minoritário para governar Portugal, até ver.

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Categorias: Opinião

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