A nossa gente (217) – Octaviano Mota

“Na Nestlé disseram-me que tinha um currículo brilhante mas nunca tinha trabalhado e eu disse “experimente-me”. Vinha a descer as escadas e já estava admitido”

De onde é natural e como foi o seu crescimento?
Nasci no Pico da Pedra, em 1941, com parto assistido em casa pela Tia Custódia. Um facto engraçado é que demorei um pouco a respirar e ela deu-me uma dentada na perna para chorar e fiquei alguns anos com a marca da dentada. 

Como era o Pico da Pedra naquela altura?
Como todas as localidades dos Açores, tinha uma vida mais rural. Mas o Pico da Pedra foi favorecido nos meus tempos de criança porque ficou ali localizado um aquartelamento militar e foram criadas condições básicas para servir os militares. O saneamento básico foi feito pelas necessidades do quartel, mas servindo a população. Aquela zona onde hoje existe a Avenida da Paz era o local do aquartelamento. 
Desde tenra idade que ajudei o meu pai na mercearia. Como era pequeno, tinha uma banquinha que eu usava para pesar o açúcar. De manhã ia mais cedo para servir as bebidas às pessoas. Fiz a escola primária, sempre a ajudar o meu pai, enquanto os meus irmãos foram estudar para a cidade. 

O seu pai tinha uma mercearia?
Dado que meu pai, entretanto, aumentou um café à mercearia, era no nosso estabelecimento que, no tempo da guerra, os militares iam. Tinha ainda o correio e era um ponto de aglutinação das pessoas. 
Como, durante a Guerra, começou a haver escassez de géneros, o meu pai começou a fazer sabão para vender, salgava bonito para quando chegasse ao Inverno ter peixe para a clientela. Vendíamos perfumes, loiças, roupa, bijuterias, medicamentos, essências ou muitos outros bens necessários para o quotidiano das famílias. O primeiro frigorífico da freguesia foi o meu pai que o teve. Fazíamos os gelados e vendíamos numa cuvete. Os gelados de rua eram feitos numa tina redonda, inserta numa caixa de madeira, que se punha com gelo de volta, formando-se a massa de gelado dentro da própria tina. Eu ia vender gelados porta-a-porta na freguesia, às Calhetas, Rabo de Peixe e ainda nos impérios e procissões. 
Antigamente vendia-se petróleo nas lojas, e nós tínhamos uma bomba medidora regulada, porque o meu pai era muito rigoroso na sua honestidade e a ele devo toda a minha integridade e responsabilidade. 
Vendi chá porta a porta. Íamos comprar à Ribeira Seca à Fábrica Mafoma, onde enchíamos sacos de 50 e 100 gramas que eu ia vender, com uma cesta pela freguesia. Havia também trocas - as pessoas trocavam os bens por milho ou ovos. Até se trocava um ovo por um gelado. 

Era uma loja que vendia de tudo…
O nosso estabelecimento era apelidado de “loja das mulheres” porque o respeito do meu pai era muito grande. Não havia bêbados nem nada. Na loja dava injecções e fazia tratamentos, desde queimaduras a furúnculos e escoriações. As mulheres eram tratadas com muito pudor, o que para nós era normal e foi uma lição de vida que não mais esquecemos. O respeito que o meu pai se impunha e impunha a quem o rodeava era uma coisa muito íntegra. 
O meu pai, católico ferrenho, era um indivíduo desenvolvido para a freguesia e, apesar de só ter a 4ª classe, procurava cultivar-se. Mas incompatibilizou-se com o padre da freguesia, porquanto achava que ele não conseguia dar respostas às questões que lhe punha, o que o fazia sentir-se insatisfeito. Naquela altura foram para lá os Adventistas do 7º Dia e o meu pai achou que lhe davam capacidade de resposta. Cultivou-se muito, começou a estudar a Bíblia, entrou um pouco em conflito com o padre que quase confrontou a religiosidade do meu pai com o serviço profissional. 
Com a adesão a esta religião, o meu pai passou a fechar à Sexta-feira e a abrir no Sábado ao pôr do sol. Deixou de vender bebidas alcoólicas, tabaco, comida de porco e outros produtos que a religião não lhe permitia. Mas uma mercearia que vendia de tudo, ressentiu-se no negócio. Confrontei-o e ele chateou-se comigo. Disse-lhe que já não ia mais para a mercearia. Tinha eu então 18 anos e decidi ir estudar.
O negócio quebrou e ele resolveu emigrar. Foi para o Canadá com 60 anos. A minha mãe depois foi ter com ele. Na zona onde estava teve uma grande respeitabilidade, pois como era um indivíduo muito querido na freguesia e toda a gente o conhecia, foi trabalhar para uma fábrica onde cedo ficou quase como supervisor. No ocaso da vida regressou a Portugal e terminou os seus dias no continente. 

Decidiu então ir estudar…
Comecei a estudar com um professor de Rabo de Peixe – Rafael Estrela – que me deu as primeiras lições, em Janeiro, mas como ele era doente, fui estudar para Ponta Delgada onde, em seis meses, fiz, de uma só vez o 1º do Liceu. Nos dois anos seguintes fiz o 3º, 4º e 5º anos, sempre com externo.
O 6º ano já o fiz, no ano imediato, como aluno interno e, quando estava a fazer o 7º ano, não me deram adiamento e fui notificado de que iria ser incorporado no serviço militar obrigatório.
Entretanto, como estava em curso a Guerra Colonial, decidi concorrer para qualquer emprego público porque na altura ou se ia para a Bensaúde, para Função Pública, já que melhor trabalho não havia, procurando assim ter garantia de emprego no regresso da tropa.
Concorri para as Finanças e fui o 1º a nível nacional. Quando terminei de fazer a prova, o Director das Finanças ficou admirado por ter terminado tão rápido. Vem a colocação na Ribeira Brava, que pensei ser a de Cabo Verde mas que era a da Madeira. Estive lá um mês, onde as pessoas me rodearam de simpatia.

Depois é mobilizado?
Sou incorporado vou para continente, sendo colocado em Mafra. Era Janeiro, fazia um frio de rachar! O quartel era grande e complicado e quis trocar por Tavira. Só que, em Tavira, a especialidade era infantaria. Depois fui colocado em várias unidades – Queluz, Chaves e Lamego – donde, a 1 de Abril, embarcámos sem saber para onde íamos. Pensávamos que íamos para a Guiné mas fomos para Moçambique. Já ia com 17 meses de tropa. Naquela altura havia já um foco de guerra no Norte e eu fui colocado no Sul, num porto que servia de escoamento de minérios que vinham do Malawi. Estive ali 7 meses, onde não havia guerra, mas depois fui para Norte, para a zona de guerra, onde tivemos 7 mortos, passámos necessidades tremendas, dormíamos em valas. 
A companhia apanhou uma doença da qual pouco se conhecia, que era a bilharziose, um vírus que entrava nas gengivas e articulações. Os médicos lá não estavam preparados para tratar daquela doença e viemos para Namaacha, junto à fronteira da Suazilândia, próximo de Lourenço Marques, tendo alguns doentes sido tratados na África do Sul. 

Quando regressa volta aos Açores?
Eu queria tirar o curso de medicina. Mas quando vim, com 26 anos, achei que já era tarde. De forma que tinha feito umas poupanças enquanto estava no Ultramar, porque era para pagar o meu curso de medicina. A minha irmã estava no Instituto Comercial de Lisboa e diz-me que lá era muito bom e tinha muita empregabilidade. Quando cheguei, em Dezembro, inscrevo-me no Instituto Comercial de Lisboa, sou aceite. Durante três anos vivemos no mesmo quarto, com algumas dificuldades. Era de casa para o Instituto e do Instituto para casa e, ao Domingo, ia à Igreja de São Mamede à missa. De resto, era estudar. Não fiz nenhum exame, aplicava-me muito. 
Acabei o curso e procurei emprego na Philips. Concorro e fomos fazer uma prova. A Philips dava dinheiro para o marketing, para decorar as lojas, mas queria um controlo das vendas porque o dinheiro era dado consoante a percentagem das vendas. Faço a prova e quando acabo, o director financeiro perguntou-me se desistia e eu disse que já tinha acabado. Fui logo ter com o administrador e no próprio dia fui admitido. 

Em Lisboa?
Ainda em Lisboa, já como curso de contabilidade e perito aduaneiro, um colega meu disse-me que a Nestlé estava a pedir um estagiário para uma fábrica nos Açores e concorri. Cheguei lá e um director geral, que depois me apercebi ser muito bom, Francisco Xaver Jud, entrevista-me e diz que tenho um currículo brilhante mas que nunca tinha trabalhado. Disse-lhe “experimente-me”. Vinha a descer as escadas e já estava admitido. Fui, entretanto, fazer um estágio para Avanca, na área financeira e administrativa das fábricas para depois vir para cá.
Na altura namorava a minha esposa que estava a estudar comigo, no 2º ano, quando a conheci. Foi amor à primeira vista e, ao fim de dois anos, casámos. Era para ficar em Lisboa, mas pedem-me para vir ajudar no controlo da montagem da fábrica dos Açores, durante 15 dias. A minha mulher ainda deixou comida e tudo em casa. Mas 15 dias transformaram-se em seis meses, já que eu vim auxiliar um responsável administrativo que foi embora e assumi as funções dele, onde permaneci durante 13 anos. Os três filhos nasceram cá. Começaram a crescer, mas a mãe da minha esposa enviuvou e ela queria compensá-la. Fomos então para Lisboa. 
Naquela altura, em 1974, tinha uma boa posição e não me podia dedicar à política. Mas, numa das reuniões fundacionais do PSD, na Fajã de Baixo, assumi o encargo de angariar fundos para o partido, vindo dessa época a minha grande ligação a João Bosco Mota Amaral. 
O partido começa mas eu não podia dedicar-me só à política e a Nestlé era exigente. No entanto, estive nas eleições para a Câmara Municipal para Vice-presidente, estive na Assembleia Municipal durante dois mandatos. Naquela altura política, eu que era director de uma empresa, os sindicatos estavam quentes e fui recomendado para o Sindicato dos Profissionais de Escritório, a cujos destinos presidi durante dois mandatos. A minha formação na Nestlé não era reivindicativa, era formativa e racional, de modo que todos os contratos que fazia eram com conta peso e medida, nunca tive nenhuma rejeição. Tinha acentuada afeição pela área formativa. Henrique Nascimento de Rodrigues, que foi Ministro do Trabalho e Provedor de Justiça, Artur Mota, que foi Secretário do Emprego, vieram dar formação sindical e política ao Sindicato dos profissionais de Escritório. Eu tinha um princípio que as pessoas tinham de ter bases de formação, fruto da minha experiência da Nestlé.
Regressado à Nestlé em Lisboa, atribuíram-me o departamento de cobranças e devedores na Nestlé. Pouco tempo depois, o Secretário Regional do Trabalho, na altura António Lagarto, demitiu-se, e Mota Amaral convida-me para ocupar o lugar dele, tendo eu dito que iria pensar. Mas, na televisão, já davam a notícia que eu era o novo Secretário do Trabalho dos Açores, isto sem a minha mulher saber de nada. Mas a minha mulher, Laurinda Mota, nunca pôs obstáculos a qualquer função que tive.
Mas viu-se obrigado a aceitar…
Não fui obrigado, mas vim para os Açores. Estive cá três anos. Vim em Novembro e a minha mulher, por razões profissionais, não me pode acompanhar. Mas veio no ano seguinte com os meus filhos. 
Como Secretário do Trabalho herdei a Escola Profissional das Capelas, que era o ex-libris da formação profissional em Portugal. Tive uma equipa espectacular, formandos espectaculares. 
Tínhamos cursos de carpintaria de limpos, cofragens e armaduras, pedreiros, torneiros, canalizadores, electricistas, técnicos de máquinas agrícolas, tratadores de vacas leiteiras, dentre outros. Nos cursos da construção civil organizámos a formação em cada especialidade de modo a que os trabalhos de um curso fossem utilizados em sequência pelos imediatos cursos da área. E foi assim que construímos casas para todos os monitores e mesmo para o director do Centro profissional. 
O Presidente do Governo depois delegou em mim o IRASC – Instituto Regional de Apoio ao Sector Cooperativo. Na altura, havendo carência de habitação, tendo sido desenvolvido um plano para o sector cooperativo visando ajudar, cá e no meu tempo, à resolução do problema, dando-se, assim, a explosão do sector cooperativo – criaram-se inicialmente as Cooperativas Arcanjo-Lar, Pico.Lar, Horteco, Capelense-Lar, dentre outras, com resultados bem visíveis.
Depois fui eleito deputado, como suplente, à Assembleia da República, tendo sido chamado em função de uma vagatura. Tinha então saído de Secretário do Trabalho e estando de novo na Nestlé, tive de abdicar do cargo de deputado, por razões profissionais imperiosas.
Voltado assim à Nestlé são-me atribuídas as responsabilidades pelo departamento de auditoria e estudos por objectivos. Era um operacional audito, tratava falhas e tinha que as corrigir. 
O director geral, doutor Herrera, tinha estudos sociais na Suíça e foi a África numa visita e foi ver as plantações de café. A Nestlé tinha especialidades em café solúvel e ele queria introduzir o café em grão. Encarregou-me de negociar a compra da empresa TOFA. Desenvolvi todo o processo de aquisição, que estava quase falida, tendo a marca um certo renome e era o único concorrente da Nestlé que tinha produtos similares. Adquirindo a empresa, a Nestlé fica a dominar esse mercado. 
Quando fomos a uma reunião, que conduzi, estavam presentes sete administradores e disse que a empresa não tinha razões para ter tantos administradores. Disse ao doutor Herrera que um administrador chegava e depois da reunião ele diz-me que eu é que ia ficar responsável pela empresa e fiquei sozinho.

De sete ficou só para um?
Sim, eu. Mas ao fim de um ano a empresa estava recuperada, primeiro porque deixou de ter a Nestlé como concorrência e estabelecemos que os produtos iam ter mercados diferentes, os produtos da TOFA seriam ligeiramente mais baratos. 
O êxito foi tão grande que comprámos os cafés Christina no Porto, que era uma empresa com 200 anos, muito bem gerida. Depois comprámos a Sical, uma outra empresa que estava a fazer uma fábrica bastante grande e moderna quando o café ainda era torrado a lenha. Quando viram a Nestlé a comprar as outras empresas de café ficaram com medo, Negociei com eles e comprámos a empresa. 
Quando estava a negociar a Sical, como a negociação estava a arrastar-se eu disse ao doutor Herrera que ia directamente falar com o senhor Peres, principal proprietário daquela empresa. O doutor Herrera falava muito em mim e o senhor Peres perguntou quem era o senhor Octaviano Mota e o doutor Herrera disse-lhe uma frase, hoje para mim lapidar: “o senhor Octaviano Mota sou eu quando eu não estiver presente”. 
Entretanto, encara-se a alteração na administração no Banco Comercial dos Açores, quando Gualter Furtado estava na Secretaria das Finanças. Mota Amaral pediu ao Presidente da Nestlé para me libertar a fim de assumir a presidência do Banco Comercial dos Açores. As condições que tinha na Nestlé eram muito mais vantajosas do que as que o BCA me ofereceu, mas a questão era social. Eu tinha nascido na aldeia, a vender chá porta-a-porta e ser Presidente do Banco Comercial dos Açores era uma posição que me agradava. Vim e estive quase quatro anos cá. 
Foi um período de grande expansão e de excelentes resultados do BCA. Completámos a abertura de agências em todos os concelhos dos Açores e aumentamos a presença no continente, com a abertura de novas agências em Lisboa e Porto. Encetámos negociações para a abertura de novas agências na diáspora – Canadá e EUA.
Nesse período tentei introduzir no Banco aquilo que era a Nestlé - metodologias avançadas, desde a informatização à colocação das ATM’s em todos os concelhos e agências, os POS’s. 
Quando regresso do banco para a Nestlé, o director geral sai da empresa e os meus amigos directores, já tinham saído. A Nestlé já tinha dado uma volta muito grande e tive quase de recomeçar de novo. Ninguém imagina como é estar fora de uma multinacional durante quatro anos e, depois, voltar e adaptar-se às novas directivas.
Em 2000 sentia-me um bocado cansado. Negociei a pré-reforma e saí. Mas continuei sempre a vestir a camisola da Nestlé.

Regressa para os Açores?
Fico em Lisboa. Mas em 2002 a Nestlé decide deixar de dar casa aos directores, vendendo-as. A casa onde os meus filhos cresceram, em São Miguel, dizia muito à minha mulher e consegui comprá-la. A minha mulher faleceu em 2011 e vivemos esses anos cá e lá. A minha mulher era de Torres Vedras e fiquei sempre com o meu cantinho aqui. Eu gosto dos Açores, mas tenho património em Torres Vedras, e como sou sócio da Fábrica de Tabaco Micaelense, apesar de não executivo, venho cá para participar nas reuniões mensais e acompanhar a sua actividade. Então, aproveito e trato das minhas coisas cá. Tenho cá património rústico e um quintal muito bonito, com frutos tropicais. Entretenho-me. Estou cá e lá. 

Foi homenageado recentemente pela Casa do Povo do Pico da Pedra? Estava à espera?
Não. Eu faço as coisas desinteressadamente. Eu sempre pedi para ajudarem o Pico da Pedra e ajudei quando pude. Criei um prémio dado a figuras e instituições do Pico da Pedra, em memória de minha esposa, Laurinda Mota. Há dois anos, juntei dois prémios e criei o Monumento à Diáspora, que foi o primeiro a nível nacional. O Monumento à Diáspora, primeiro porque os meus pais forma emigrantes e também era uma homenagem a eles, embora indirecta. Mas também é uma inovação.
Este ano o prémio foi para a Escola de Música do Pico da Pedra. O prémio pretende distinguir a cidadania, inovação e desenvolvimento. 

Também é uma forma de retribuir à comunidade…
Eu trabalhei muito mas acho que também posso voluntariar-me no contributo à sociedade e às suas instituições. Assumi a Presidência do Conselho Fiscal da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, sou Presidente do Conselho Fiscal da APRODAZ, tenho uma participação da Gráfica Açoreana, sou Vice-presidente da Assembleia Geral do Novo Banco dos Açores, pertenço à Fábrica de Tabaco Micaelense com um cargo não executivo.
Estou na Universidade Sénior em Linda-a-Velha, onde cheguei a levar uma vez Mota Amaral, como conferencista para docentes e discentes, e, no final, fizemos um beberete com vinhos, biscoitos e bolos, licores, frutas, queijos de todas as ilhas.

Como ocupa os seus tempos livres?
Primeiro é a minha família. Não falto às datas importantes da família, vêm cá de férias todos os anos. Tento ir a todos os aniversários e não abdico de passarmos juntos a data da morte da minha mulher, vamos ao jazigo recordar a mulher e a mãe. O Natal, a Páscoa e o Dia dos Santos Defuntos, passamos sempre juntos. Tenho uma família unida. 

Tem netos?
Tenho um filho (Alexandre) e uma filha (Catarina) – casados- e uma filha, Ana, solteira, todos com formação de nível superior. 
Tenho sete netos. O meu filho Alexandre tem cinco, a minha filha Catarina tem dois e a minha outra filha, Ana, obviamente sem filhos. Colaboro muito com os netos. Os miúdos falam muito comigo e mimam-me docemente.

         

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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