Probabilidade de furacão Lorenzo atingir os Açores está numa percentagem “superior a 80%”


O furação Lorenzo, de categoria 3 na escala de Saffir-Simpson (utilizada como medida da intensidade de um furacão; Varia de 1 a 5 sendo 5 o mais intenso),  segundo o comunicado do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA). encontrava-se ontem, às 12h00 UTC a 2510 quilómetros a sudoeste dos Açores, deslocando-se para norte/noroeste a uma velocidade de 17 quilómetros por hora. 
É muito provável (probabilidade superior a 80%) que o arquipélago seja afectado por este furacão, na próxima Quarta-feira (dia 2 de Outubro), esperando-se rajadas até 150 quilómetros por hora e ondas superiores a 20 metros, segundo o IPMA. «refere que “no entanto, devido à distância a que o furacão se encontra, existe ainda incerteza relativamente à trajectória exacta e respectiva intensidade com que poderá atingir o Arquipélago. 
O IPMA prevê para o Grupo Ocidental do arquipélago (ilhas Flores e Corvo), de acordo com os últimos dados disponíveis, vento do quadrante sul com rajadas até 150 quilómetros por hora, chuva forte e ondas de sudoeste com “altura significativa entre 10 a 12 metros”.
Nas ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira (Grupo Central), o vento surgirá do quadrante sul com rajadas até 180 quilómetros por hora e chuva forte, com altura máxima de onda superior a 20 metros. No grupo oriental, que compreende as ilhas de São Miguel e Santa Maria, estão previstas rajadas até 110 quilómetros por hora e ondas de altura significativa de sete a nove metros.
O IMPA adianta que, “devido à distância a que o furacão se encontra, existe ainda incerteza relativamente à trajectória exacta e respectiva intensidade” com que poderá atingir os Açores.
A Protecção Civil dos Açores vai “reforçar os meios e colocar em alerta máximo” os corpos de bombeiros, as forças de segurança, os serviços das obras públicas e os serviços municipais.
Será também aumentado o número de operadores da PSP responsáveis pela linha 112 e o número de operadores de Protecção Civil e da linha de emergência médica.
O Presidente da Protecção Civil dos Açores recomendou a adopção de medidas de auto-protecção, como “guardar objectos soltos no jardim e à volta das residências, limpar os sistemas de drenagem, consolidar os telhados, as portas e as janelas, circular só em caso de extrema necessidade, reforçar as amarrações das embarcações, não praticar actividades relacionadas com o mar e praticadas ao ar livre e afastar-se das áreas baixas junto das orlas costeiras e das ribeiras”.

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Autor: CA

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