Governo analisa plano de negócio do grupo SATA 2020/2024

 António Teixeira começou por afirmar no encontro com os jornalistas que, quando assumiu funções, “para além das questões económicas e financeiras, apresentávamos um quadro operacional muito complexo que exigia a tomada de decisões imediatas”.
Como revelou, a dimensão operacional, “a mais importante dimensão em qualquer companhia aérea, assumiu prioridade absoluta nos meses subsequentes à tomada de posse deste conselho de administração. Foi necessário tomar posição firme para estabilizar a operação aérea. Sem uma operação aérea eficiente, não há negócio nem perspectivas de futuro”. 
Anunciou que, ao longo do tempo em que exerceu funções, “agilizámos processos de formação sem precedentes em ambas as companhias aéreas a fim de dotá-las do capital necessário. Empreendemos planos de manutenção pesados a fim de garantir maior fiabilidade a médio prazo. Demos por concluídos os processos de integração de novas aeronaves para reforço da frota. Em paralelo, encetamos conversações com todos os sindicatos e demais parceiros sociais ao longo de meses na procura de entendimentos. A paz social, a motivação, a valorização de activos é um trabalho que não é visível no imediato mas é essencial na construção do futuro empresarial”, sublinhou. 
“Fizemos por trabalhar para manter todas as certificações de excelência operacional e todas as certificações de qualidade dos serviços prestados a entidades terceiras. Regularizamos parte das dívidas vencidas. Foi possível restabelecer, gradualmente, a confiança dos principais fornecedores. Sem ela não estaríamos hoje a operar”, afirmou. 
Confessou que o seu conselho de administração deparou-se “com problemas diários. A entrega tardia do Airbus A 320 para reforço das rotas de médio e longo curso, a imobilização que ainda decorre de uma aeronave Airbus A320 e outros incidentes menores e decorrentes da actividade mas que atrapalham sempre a regularidade da operação aérea”. 
Realçou a “ocorrência de crises internas que levaram a ameaças de greve; a consequente necessidade de recorrer a fretamentos numa época do ano em que o mercado oferece preços altos e pouca disponibilidade”. 
“Dirão que nos negócios é necessário prever os imponderáveis. Na aviação, o peso dos imponderáveis é preponderante. No nosso caso, face à dimensão da empresa, e à sua frágil situação financeira,  os imponderáveis foram sempre, como se pode verificar ao longo deste Verão, foram de difícil resolução operacional”. 
Revelou que, face à situação económica e financeira foi necessário repensar o plano de negócios e analisar, em profundidade, a situação presente”. 
Adiantou que, “ao longo dos últimos meses, foi feito um levantamento exaustivo da situação económica e financeira interna e operacional do grupo SATA. A análise fria da situação, deu lugar à consolidação de um documento que comporta o Plano Operacional Estratégico e o detalhe de medidas de reestruturação  necessárias, algumas já em fase de implementação. Neste momento, o documento entregue encontra-se “em análise e em discussão de viabilidade de implementação, responsabilidade que recai na esfera de competências o nosso accionista único. Será concluído sob forma de um plano de negócios 2020/2024”, concluiu.

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Autor: CA

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