Fundação Azul congratula-se com protecção total de Campo Hidrotermal LUSO

O Campo Hidrotermal LUSO, descoberto durante a Expedição Oceano Azul, foi declarado área marinha de protecção total, pelo Governo Regional dos Açores. 
A portaria já publicada declara que a zona envolvente do Campo Hidrotermal LUSO, no monte submarino “Gigante”, localizado a 60 milhas do Faial, é área marinha protegida com restrição total à pesca.
A Fundação Oceano Azul congratula-se pela decisão do Governo Regional dos Açores em preservar uma área ecologicamente tão importante e de grande interesse para a investigação do mar profundo.
Esta decisão, de grande relevo, não só para os interesses da Região e da população local, mas igualmente para Portugal, representa também mais um passo na concretização dos objectivos do Programa Blue Azores. 
O Campo Hidrotermal LUSO foi descoberto a cerca de 570 metros de profundidade, a 16 de junho de 2018, durante a Expedição científica organizada pela Fundação Oceano Azul, a Waitt Foundation e a National Geographic Pristine Seas, em parceria com a Marinha Portuguesa, a Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental, o IMAR, a Universidade dos Açores e em estreita parceria com o Governo Regional dos Açores.
Em Agosto do mesmo ano, o Campo Hidrotermal LUSO foi alvo de um estudo mais aprofundado pela equipa dedicada aos ecossistemas de profundidade da Expedição Oceano Azul que, em colaboração com a equipa científica da campanha francesa TRANSECT, recolheu com um ROV (robot subaquático) amostras biológicas, geológicas, amostras da estrutura das chaminés para identificação de microrganismos e várias amostras de água e fluídos hidrotermais. 
Este estudo permitiu perceber que o Campo Hidrotermal LUSO tem características únicas sendo uma zona de elevada importância biológica, geológica e química. 
“Este campo hidrotermal é único. Para além de se encontrar a uma baixa profundidade, o que é raríssimo, apresenta também condições ambientais diferentes de outros campos hidrotermais conhecidos. Pode assim sustentar comunidades biológicas muito diferentes das que habitam outras fontes hidrotermais e ter uma influência importante na produtividade da região onde se insere.” refere Emanuel Gonçalves, líder da Expedição Oceano Azul e Administrador da Fundação Oceano Azul.
A criação de áreas marinhas protegidas é estratégica e fundamental para a conservação e uso sustentável do capital natural marinho. 
Em Novembro de 2019, a Fundação Oceano Azul, o Waitt Institute, a National Geographic Pristine Seas, a Universidade dos Açores | OKEANOS e o IMAR apresentarão o relatório científico final e o documentário televisivo da Expedição Oceano Azul.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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