Estão16 medidas em curso ou já terminadas para melhorar resultados no grupo SATA

 O Grupo SATA tem 16 medidas em curso ou já concluídas com o objetivo de melhorar os resultados operacionais e integrantes da revisão do plano de negócio para os anos 2020/2024. 
A assessoria da empresa açoriana divulgou à imprensa um documento elencando as medidas, num dia em que se soube que as duas companhias aéreas da SATA registaram no primeiro semestre de 2019 um prejuízo de 27,9 milhões de euros, cabendo à Azores Airlines - que voa de e para fora dos Açores - a maior fatia (25,4 milhões).
A conclusão do processo de ‘phase out’ (fim de vida) do Airbus A310, a optimização de escalonamentos de tripulações e a melhoria da regularidade e pontualidade dos voos, com impacto positivo nas compensações financeiras a passageiros, são algumas das medidas destacadas pela administração.
Nos voos domésticos, haverá progressivamente a adopção de uma classe única económica e uma alteração do sistema de ‘catering’, ao passo que se encontra em negociação o ‘outsourcing’ do ‘call center’ da empresa, o que só avançará “caso haja benefício directo para o Grupo SATA”, é referido.
Revisão de contratos de arrendamento, incremento de vendas em canais próprios, revisão de contratos ou aumento de operações ‘charter’ são outras medidas destacadas no documento entregue à imprensa.
 

Rodrigo Rodrigues afirma que a SATA não pode “continuar na senda” de resultados negativos

 O Presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) considerou ontem que a SATA, que apresentou prejuízos de 27,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, não pode “continuar na senda” de resultados negativos.
“Está a entrar-se no último trimestre de 2019 e continua-se com os mesmos problemas, até mais agravados, relativamente a 2018”, não se podendo “continuar nesta senda de resultados negativos”, afirmou Rodrigo Rodrigues.
As duas companhias aéreas da SATA registaram no primeiro semestre de 2019 um prejuízo de 27,9 milhões de euros, cabendo à Azores Airlines - que voa de e para fora dos Açores - a maior fatia (25,4 milhões).
“Os resultados obtidos ficaram aquém do esperado”, reconheceu o Presidente da Administração da SATA, António Teixeira, atribuindo tal a “factores externos e circunstanciais” e também a uma “consequência da fase de estabilização operacional” em que se encontra o grupo.
Para Rodrigo Rodrigues, este é “financeiramente mais um problema para a Região, havendo prejuízos na ordem dos 50 a 60 milhões de euros por ano que deveriam ser assegurados pelo Governo dos Açores, que não está a nadar em tesouraria”.
O responsável recorda que a CCIA já apontou várias sugestões para fazer face aos problemas financeiros da operadora aérea, que tem vindo a acumular prejuízos todos os anos.
O empresário exemplifica com a proposta de introdução de uma nova figura de um conselho superior independente que permitisse representar o accionista, a Região Autónoma dos Açores, mas que “bloqueasse um pouco o seu acesso directo à operação de forma diária”, através do Governo Regional.
O líder dos empresários aponta também a separação das várias empresas do Grupo SATA, uma vez que “o foco da doença está devidamente identificado, sendo a Azores Airlines”.
Para Rodrigo Rodrigues torna-se “imperioso resolver este problema”, que a SATA seja uma empresa “forte e eficiente”, porque é “essencial para o desenvolvimento das várias ilhas”.
O Presidente da CCIA congratulou-se também com o facto de a operadora aérea de baixo custo Ryanair passar a assegurar uma ligação semanal entre a ilha Terceira, nos Açores, e Londres, a partir de Março de 2020, considerando que “era uma rota que faltava à Terceira na época alta”.

PSD/Açores considera “urgente” que Azores Airlines retome processo de privatização

 O líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, defendeu ontem que é urgente retomar o processo de privatização da companhia aérea açoriana Azores Airlines, responsabilizando o Presidente do Governo Regional (PS) pelos prejuízos do Grupo SATA no primeiro semestre do ano. 
“Neste momento, o mais urgente é retomar-se o processo de privatização dos 49% para que este processo fique resolvido o quanto antes. E depois tem de haver uma Administração capaz e que, acima de tudo, perceba do negócio e que não seja só um capricho do Presidente do Governo [Regional] a nomear pessoas que pouco ou nada percebem do sector”, disse.
As duas companhias aéreas da SATA registaram no primeiro semestre de 2019 um prejuízo de 27,9 milhões de euros, cabendo à Azores Airlines - que voa de e para fora dos Açores - a maior fatia (25,4 milhões), segundo revelou, esta Segunda-feira, em conferência de imprensa, o Presidente do Conselho de Administração da empresa, António Teixeira.
Sem uma recapitalização e a “implementação cabal” de várias medidas, admitiu ainda António Teixeira, o Grupo SATA “terá sérias dificuldades em apresentar resultados positivos”, o que condicionará um “serviço de transporte aéreo mais eficiente e competitivo”. Para o líder regional social-democrata, estes números comprovam que o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, “falhou novamente”.
“Desde que Vasco Cordeiro é Presidente do Governo, a SATA está literalmente a afundar-se num buraco sem fim”, afirmou, acusando o Presidente do Executivo açoriano de ser “o grande responsável” pela situação actual da empresa.
Segundo Alexandre Gaudêncio, o rumo que a empresa está a tomar merece “preocupação”, porque só no primeiro semestre do ano já foi ultrapassado o volume de prejuízo previsto para todo o ano.
“Foi dito publicamente no ano passado que o ano de 2019 teria metade dos prejuízos que a SATA teve em 2018. Só no primeiro semestre deste ano já se ultrapassou toda a previsão que se tinha para o ano todo de 2019”, avançou.
O líder do PSD/Açores considerou que a situação financeira do Grupo SATA resulta de “uma política errada de estratégia de promoção dos Açores em outros destinos, que em nada favoreceram os açorianos”.
“Primeiro estão os Açores e primeiro estão os açorianos. Nós temos percorrido todas as ilhas e temos inúmeros casos de pessoas que não conseguem sair das suas ilhas por razões diversas, desde a questão da saúde, por exemplo, em que há muita gente que não consegue ir a uma consulta de urgência fora da sua ilha, porque não há lugar nos aviões”, apontou.
Nesse sentido, disse ser “urgente” que a empresa retome o processo de privatização de 49% da Azores Airlines e que dê “estabilidade aos mais de 1400 funcionários”.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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