Falta de mão-de-obra especializada na restauração condiciona projectos de desenvolvimento empresarial

A Comissão Especializada da Restauração (CER) da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada/Associação Empresarial das ilhas de S. Miguel e Santa Maria anunciou que constatou que “continuam a acentuar-se os problemas no que se refere à escassez de mão-de-obra e principalmente de qualidade da mesma”. Isso é apontado, em comunicado, como um dos factores críticos no desenvolvimento de projectos empresariais e da qualidade da oferta na restauração.
A continuação da falta de recursos humanos locais capazes de darem resposta às necessidades das empresas, segundo a CER, coloca a necessidade de recrutamento de pessoal no exterior da Região.
Para além disso, esta Comissão considera que “é necessário introduzir um conjunto de alterações na política de formação profissional, que deve passar por reforçar significativamente a formação em contexto de trabalho, por uma maior concentração de recursos formativos, através designadamente de redução do número de escolas, mas com maior capacidade técnica e de maior interligação com as necessidades reais do setor.
Sugere ainda a CER, como sendo um caminho a seguir, a criação de uma “bolsa de formandos que fazem a sua aprendizagem na área da restauração e pretendem realizar os seus estágios nas empresas do setor, permitindo uma melhor gestão dos recursos, evitando-se desta forma a pressão atual para a colocação dos formandos das diversas escola”s.
A CER considerou também ser, de acordo com informação disponibilizada, “indispensável a existência de uma estratégia concertada de promoção e valorização da gastronomia regional, como um elemento estruturante para o desenvolvimento da restauração, com impactos positivos para os residentes, mas principalmente para os visitantes”.
A restauração, entende a Comissão, “deve assumir um papel relevante como um instrumento identitário da Região. Para o efeito devem ser definidos produtos que são de excelência e que identifiquem claramente os Açores como são os casos dos assados de peixe e carne”.
Tendo em vista a promoção e valorização da gastronomia local, a CER diz que   pretende desenvolver um concurso gastronómico, a ter lugar na época baixa, com os estabelecimentos de restauração aderentes a ser em submetidos à apreciação e votação de um júri especializado e também à votação do público”.
A CER, segundo a mesma nota,  entendeu manifestar a sua preocupação com a falta de algumas qualidades de peixe, bem como de carne de vaca velha, situação com impacto na oferta aos consumidores, que se utilizados na restauração local teriam uma maior valorização final”.
Um outro ponto que a CER defende é “a utilização das ferramentas digitais como novos meios de promoção dos estabelecimentos de restauração, que, como muitos já fazem de forma individualizada e profissionalizada e que deve ser prosseguida”.                 

N.C.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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