Porto das Lajes das Flores reabriu ao tráfego local “com alguma limitação”

O Porto Comercial da Lajes reabriu à navegação para o tráfego local. O anúncio foi feito pela Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas. Agora, este porto pode ser utilizado por navios até 60 metros de comprimento e calado de quatro metros, o que permite assegurar o normal abastecimento de bens à ilha das Flores, estando também já assegurado o abastecimento de combustível através do tráfego local.
Em declarações aos jornalistas após visitar zonas afectadas pelo furacão Lorenzo, que fustigou os Açores na passada semana, Ana Cunha revelou que o porto está operacional, “com alguma limitação, neste momento, quanto ao calado e ao comprimento dos navios, mas assegura o que é essencial, que é o abastecimento à ilha”.
A Secretária Regional sublinhou que, após os danos ocorridos aquando da passagem do furacão, “a principal preocupação era que o porto ficasse operacional ou averiguar se poderia ficar operacional”, frisando o esforço realizado pela Portos dos Açores, Autoridade Marítima, Forças Armadas e outras entidades nesta missão. 
“Houve, de facto, um trabalho extraordinário e em tempo recorde, de uma semana, para tornar esta infraestrutura operacional e podermos estar aqui, com tranquilidade, a afirmar que, a partir de agora, a infraestrutura está aberta ao tráfego local”, disse.
Ana Cunha adiantou que, após um primeiro abastecimento de bens de primeira necessidade com a colaboração da Marinha, em que não foi preciso usar o cais, tendo a carga sido transportada através de botes até à ilha, a partir de agora os abastecimentos já serão feitos pelo tráfego local, com recurso à contratação de navios que operam na Região.
Em relação ao abastecimento de combustível, Ana Cunha referiu que está garantido o abastecimento de 40 mil litros a partir do Corvo, na sequência da deslocação para esta ilha de uma plataforma que trouxe o combustível da Terceira até ao Corvo e irá, de seguida, transportá-lo até às Flores, em duas cisternas. 
“Seguidamente, serão transportados, pelo menos, 140 mil litros de combustível, o que permitirá, atendendo às reservas existentes até ao final deste mês de Outubro, a criação de reservas na ilha para mais 15 dias”, adiantou Ana Cunha, citada pelo GaCS.
As cisternas serão depois transportadas pelos navios do tráfego local, vazias, e continuarão a seguir para a ilha, atestadas, abastecendo de acordo com as necessidades.
“Se será de semana em semana, de 15 em 15 dias, logo se verá, de acordo com aquilo que forem os consumos e as reservas existentes na ilha”, disse a Secretária Regional.
Recorde-se que com recurso às diferentes valências das equipas militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea, com um total de cerca de 350 militares, prosseguem os trabalhos em estreita colaboração com a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas e os Portos dos Açores, para tornar novamente praticável o Porto das Lajes das Flores.

Pescadores das Flores vão voltar ao mar dentro de alguns dias

 “Nos próximos dias, deverão estar reunidas todas as condições para serem colocadas no mar as quatro embarcações de pesca da ilha das Flores que se encontram operacionais.
Esta operação será efectuada no Núcleo de Pescas do Porto das Lajes das Flores, com a colaboração da Portos dos Açores, para que os pescadores possam retomar a sua atividade”, afirmou Gui Menezes.
Segundo o governante, a solução encontrada pela Secretaria Regional do Mar já foi transmitida à associação de pescadores florentinos e aos profissionais da pesca, que se mostraram de acordo.
O Secretário Regional referiu que foi enviado um técnico às Flores e ao Pico, ilhas que “foram as mais afectadas” no que respeita a infraestruturas de apoio à pesca, com o objectivo de “identificar os prejuízos causados pelo furacão Lorenzo e produzir um relatório que, entretanto, já foi concluído”.
Mergulhadores especializados encontram-se neste momento a ecfetuar vistorias em várias infraestruturas portuárias da ilha do Pico, nomeadamente no porto do Calhau (Monte) e nos portos de pescas de Santa Cruz das Ribeiras, da Calheta do Nesquim, de São Mateus, de São Caetano e de São João. “O objectivo é analisar as condições de segurança e a estabilidade daqueles portos”, referiu. No que respeita aos equipamentos de apoio, estão a ser desenvolvidos esforços para reparar a grua do Monte Calhau, tendo-se procedido já à reparação dos danos materiais nos postos de recolha de pescado de São Mateus e de São João.
Na oficina de reparação naval do porto de São João estão a ser repostas as telhas e os telhões em falta, procedendo-se depois à recolocação da cobertura, em colaboração com a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas.
Foram também solucionadas as avarias na ventilação dos postos de recolha de São Roque e de Santo Amaro, bem como a avaria hidráulica na grua do porto da Manhenha, para além de já terem sido efectuados os trabalhos de limpeza e de reparação da iluminação e dos sistemas eléctricos de todos os edifícios e equipamentos de apoio à pesca.
Nas ilhas das Flores, Faial e Graciosa está a decorrer a orçamentação, bem como o planeamento de serviços para reposição e reparação de materiais, maioritariamente portas, tendo já sido efectuadas limpezas e pequenas reparações nos sistemas eléctricos. Na ilha do Faial, as portadas do posto de recolha do porto do Varadouro já foram instaladas e os equipamentos foram reparados, sendo que toda a actividade da pesca já foi retomada naquele local. 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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