Criadas 420 novas empresas em Ponta Delgada, Angra e Horta

 As insolvências baixaram nos Açores e subiu o número de criação de empresas de Janeiro a Setembro deste ano. Somando apenas as cidades de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, nos primeiros nove meses deste ano, registaram-se 46 insolvências e foram criadas 420 novas empresas.
Em Ponta Delgada tinham-se registado, no período em análise, 27 insolvências e este ano o número de insolvência baixou para 26 empresas. Em contrapartida, criaram-se de Janeiro a Setembro deste ano 250 novas empresas em Ponta Delgada quando, no mesmo período de 2018 se tinham criado 234 empresas.
Em Angra do Heroísmo, registaram 14 insolvências de empresas de Janeiro a Setembro deste ano, menos uma do que igual período do ano passado. Em contrapartida, nos mesmos nove meses deste ano foram criadas 113 empresas em Angra quando, no mesmo período do ano passado, se tinham criado 97 empresas.
Foi na Horta que houve uma maior diminuição de insolvência e um maior crescimento do número de empresas. Assim, de Janeiro a Setembro deste ano registaram-se 6 insolvências de empresas no Faial, menos duas do que em igual período de 2018. E, em contrapartida, foram criadas na Horta, nos primeiros nove meses deste ano 57 empresas quando, em iogual período do ano passado se tinha criado 36 empresas.
 
Em Portugal, as acções de insolvência registadas em Setembro diminuíram 13% relativamente a 2018, com 459 empresas insolventes, menos 69 que no ano passado. O valor acumulado traduz um decréscimo de 10%, de 4.162 empresas insolventes em 2018 para 3.745 nos primeiros nove meses de 2019. A média mensal é a mais baixa dos últimos três anos, com 749 insolvências/mês face às mais de 1.000/mês em 2016.
Por acções, até final de Setembro, as declarações de insolvência requeridas tiveram uma redução de 23%, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas baixaram de 1.097 para 851 (-19,3%). Os planos de insolvência baixaram de 54 em 2018 para 40 em 2019 e as declarações de insolvência (encerramento de processos) têm um ligeiro aumento de cerca de 3%. 
Lisboa e Porto lideram por distrito, com 755 e 948 insolvências respectivamente. Em relação a 2018, Lisboa apresenta uma diminuição superior a 33%, enquanto o Porto apresenta um ligeiro aumento de 0,6%. 
Os distritos com reduções mais significativa são: Vila Real (-46,6%), Guarda (-35,8%), Castelo Branco (-33,3%), Horta (-25%), Viana do Castelo (-20,8%), Setúbal (-18,8%), Madeira (-15,3%) e Portalegre (-12%). Seis distritos têm aumentos nas insolvências, com Braga a liderar com um aumento de 28,5% face a 2018.  
Os sectores com menos empresas insolventes até final de Setembro são: Electricidade, Gás, Água e Indústria Extractiva, ambos com uma diminuição de quase 55%, seguidos pelo Comércio por Grosso (-23,7%), Outros Serviços (-20,7%), Construção e Obras Públicas (-14,8%), Comércio a Retalho (-13,3%) e Comércio de Veículo (-9,7%). Os aumentos surgem nas áreas da Agricultura, Caça e Pesca (22,8%), Indústria Transformadora (13,3%) e Transportes (4,5%). 

Novas empresas crescem em todos os distritos
Nos primeiros nove meses deste ano surgiram 37.894 novas empresas em Portugal, mais 3.741 que em 2018, o que traduz um aumento de 11%. Todos os distritos apresentam aumentos comparativamente com 2018.
O número mais significativo de novas constituições pertence a Lisboa, com 12.580 novas empresas (aumento de 6,4%), seguido pelo Porto com 6.928 (crescimento de 13,3%). O distrito de Setúbal capta 2.903 novos projectos empresariais que traduzem um aumento de 13,8% em relação ao ano passado. Seguem-se Braga com 2.759 empresas (+11,7%), Faro com 2.165 empresas (mais 13,4%), Aveiro com 1.819 (+16,7%), Leiria com 1.382 (+10,2%), Coimbra com 1.095 (+21,7%), Santarém com 997 (+11,4%), a Madeira com 849 (+4,2%) e Viseu com 773 novas empresas (+9,5%). 
Os sectores com maior número de novas empresas são: Transportes (+133,2%), Electricidade, Gás, Água (81,5%), Indústria Extractiva (40,9%), Construções e Obras Públicas (31,5%), Agricultura, Caça e Pesca (11%) e Comércio a Retalho (8,3%). Não há variações negativas.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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