Vasco Cordeiro destaca desafio de “vender cada vez melhor” o que se produz nos Açores

Foram ontem inauguradas as novas instalações da fábrica da empresa Pescatum, na Praia da Vitória, que representou um investimento de mais de 1,6 milhões de euros. A  cerimónia de inauguração foi presidida pelo Presidente do Executivo açoriano e que constitui mais um exemplo de como se pode vencer o desafio de valorizar cada vez mais o que se produz nos Açores.
“No fundo, trata-se de vencer o desafio de como conseguimos vender melhor, com cada vez mais valor, o que produzimos na nossa Região” nos diversos sectores de actividade, afirmou Vasco Cordeiro no segundo dia da visita do Governo dos Açores à ilha Terceira.
Na inauguração das obras de requalificação desta fábrica, que contou com um apoio público superior a um milhão de euros, o Presidente do Governo assegurou que este investimento é “bem-vindo nos Açores”, o que acontece também em relação a qualquer outra empresa, de qualquer outro sector, que pretenda investir na Região.
“Todos aqueles que, no desenvolvimento da sua atividade e na satisfação dos seus legítimos interesses empresariais, concorram para ajudar a fazer cumprir estes objectivos regionais, são muito bem-vindos aos Açores e sobre isso que não haja dúvidas”, frisou Vasco Cordeiro.
Na sua intervenção, o Presidente do Executivo destacou, por outro lado, a preocupação clara e concreta com as condições como, no sector das pescas e da economia do mar, se pode afirmar no futuro, não apenas naquilo que tem a ver com a criação de riqueza na Região, mas também ao nível da valorização das profissionais ligadas a este sector.
“É por isso, por exemplo, que está a ser criada a Escola do Mar dos Açores, em que um dos objectivos fundamentais é o valorizar as profissões ligadas ao Mar”, disse Vasco Cordeiro, ao sublinhar que o Governo valoriza projectos empresariais que têm também “uma clara preocupação de dar melhores condições de trabalho aos colaboradores, ainda para mais quanto têm uma perspectiva de reforçar o seu número”.
“O desafio de tornar todo o sector das Pescas mais competitivo, capaz de gerar mais valor na Região e mais e melhor emprego e melhor remunerado, só se consegue quanto é possível criar valor nos produtos”, preconizou Vasco Cordeiro, que fez questão de valorizar o “contributo dos homens e mulheres que, no dia a dia, passam os projectos empresarias à prática” nas empresas. Recorde-se que nos Açores existem seis unidades transformadoras de atum, nomeadamente do Grupo COFACO-Açores, Sociedade Correctora, Santa Catarina e Pescatum, e s´po esta última embala os seus produtos a vácuo, enquanto que as restantes escoam-nos em formato de conserva enlatada. Todas as empresas laboram atum fresco e congelado.

Rui Bettencourt destaca “vocação particular” dos Açores
 para a cooperação internacional 

A “vocação particular” dos Açores para a cooperação internacional foi destaca também na ilha Terceira pelo Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas. “É neste intercâmbio, no partilhar do conhecimento do espaço europeu onde nos encontramos, que aprendemos com outras experiências, que assentam todos os projectos de cooperação interregional – e são muitos – em que, ao longo dos anos, os Açores se têm implicado” afirmou Rui Bettencourt, que falava na abertura da reunião de parceiros do projecto ‘Ilhas de Inovação’, sublinhando que “cooperar é agir para o desenvolvimento”.
“Neste sentido, assume uma relevância particular o facto de este encontro se realizar aqui nos Açores, na ilha Terceira, região e ilha ultraperiférica da União Europeia, cujos desafios de coesão social, económica e territorial estão na base do nosso projeto de desenvolvimento, e cuja posição geoestratégica central - entre a Europa, a América e África -, nos concede uma vocação particular para a cooperação internacional” frisou.
O titular da pasta das Relações Externas recordou que se está “no início do desenho e de implementação do próximo quadro financeiro plurianual para 2021-2027”, considerando que este documento “deve assentar precisamente numa visão estratégica clara sobre o nosso desenvolvimento” e que essa visão estratégica clara “deve integrar também claramente a inovação, com tudo o que daí decorre”.
“Entendemos que as regiões aqui presentes podem ajudar a uma estratégia para a inovação que leve ao desenvolvimento”, acrescentou.
“Nos Açores, este entendimento ganha forma no nosso programa operacional Açores 2020, na nossa Estratégia de Especialização Inteligente, na nossa Agenda para a Inovação e a vossa presença mais uma vez nos Açores potenciará certamente uma oportunidade para estabelecermos relações mais estreitas, assentes no aprofundamento do conhecimento mútuo, e com uma cooperação estruturada e contínua terá efeitos”, afirmou o governante.
Na sua intervenção e dirigindo-se aos participantes no encontro, que reúne parceiros dos Países Baixos, França, Dinamarca, Estónia, Grécia e Portugal, o Secretário Regional destacou, entre as iniciativas que constam do programa, as visitas a projectos e locais de interesse ligados a vários sectores de actividade, sublinhando que a localização geográfica do arquipélago pode constituir “uma mais-valia num projeto que assenta na valorização dos recursos humanos, qualificando-os e formando-os e, consequentemente, promovendo a revitalização económica”.
Referiu ainda que também terão oportunidade de participar, na Universidade dos Açores, numa discussão aberta e na recolha de contributos, no âmbito do processo em curso de revisão da Estratégia de Especialização Inteligente dos Açores, “sobre uma das fileiras mais emblemáticas dos Açores: a agricultura, pecuária e agro-indústria”.
Rui Bettencourt assegurou ainda aos parceiros do projecto ‘Ilhas de Inovação’ que “podem contar com o Governo dos Açores para continuar a contribuir para este projecto, que entra agora na sua segunda fase, destinada à implementação dos respectivos planos de acção para a cooperação interregional, para a coesão entre as regiões e para a coesão na Europa”.
 

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Autor: CA

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