10 de novembro de 2019

Recados com Amor

Meus Queridos! Estamos quase a meados de Novembro e a um mês das eleições directas para a eleição do novo líder do maior partido da oposição que foi fundador da autonomia e agora parece um doente em como induzido… Os putativos candidatos ainda não saíram da toca… e parecem fazer o jogo do gato e do rato… espreitando quem chega primeiro à meta. O candidato a candidato Ricardo Pacheco eclipsou-se e o antigo candidato à liderança Pedro do Nascimento Cabral aguarda entre portas… Contou-me a minha prima Rosa da Conceição que o desejado… pelas hostes laranja para a futura liderança do PSD/A, que é José Manuel Bolieiro,… tem-se desdobrado em contactos para fazer a ressuscitação do doente que está há anos num estado de coma induzido… Apesar do trabalho de formiga que Bolieiro percorre no laranjal, é preciso fazer um sismo no partido… para acordar consciências e fazer renascer a militância… e sobretudo aparecer perante o eleitorado com uma alternativa de programa que responda ao fortalecimento da Autonomia e às necessidades e desafios que a Região enfrenta. Não sou mulher de me meter nessas coisas dos partidos, mas tal como estamos… ouço dizer por todo o lado, sejam “cor-de-rosa” ou “cor de laranja” que não podemos continuar no rumo que as coisas estão tomando… e por isso, me parece tão importante termos um Governo capaz, como uma alternativa credível... para que a democracia seja saudável!


Ricos! Hoje é véspera de São Martinho e a minha prima da Rua do Poço convidou-me para dar uma voltinha pelo Campo de São Francisco onde desde ontem parece que a animação é muita, com música, comida, castanhas e vinho, à mistura com exposições e outros atractivos. Uma boa iniciativa da Câmara do meu querido Presidente Bolieiro. A cidade vai precisando de alguma animação e diz a minha prima que aproveitando o movimento no campo do Senhor, seria de ressuscitar o velho jantar de São Martinho que se fazia na rua e que morreu com o tempo. O Campo de São Francisco tem todas as condições para quem… Grupos de Amigos e Instituições pudessem criar ou recriar esta bonita tradição, usando trajes próprios a lembrar a época monástica em que viveu São Martinho..

Meus queridos! Disse-me esta semana a minha prima Maria das Capelas que estava toda contente pela distinção que foi atribuída pela Associação de Futebol de Ponta Delgada, ao jovem-reformado, jornalista desportivo do Jornal “Correio dos Açores”, João Maria Patrício, na Gala comemorativa dos 95 anos da Associação de Futebol de Ponta Delgada. João Maria Patrício recebeu a placa evocativa da sua carreira de jornalista no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio… Sabendo da sua dedicação à causa do desporto e das preciosas colaborações de que se soube rodear para bem cumprir a sua missão, e também porque João Patrício sempre foi atento e fiel seguidor dos meus recadinhos durante estes últimos quarenta anos, aqui lhe deixo um ternurento beijinho, esperando que tenha o merecido repouso e a alegria dos seus inseparáveis banhos lá para o lado dos Poços. Com os meus parabéns…. e os parabéns do meu querido Director Américo Natalino Viveiros, que me pediu o favor de aqui os endereçarem seu nome e de toda a equipa redactorial !

Ricos! Desde muito pequenina sempre ouvi falar na emigração para as Bermudas, tão pequenina em território mas com uma riqueza que nos fascinava. Por isso mesmo muito gostei de ver na televisão o meu querido Presidente Vasco Cordeiro na sua visita para ali celebrar os 170 anos do começo de emigração açoriana. E o Governo da Bermuda até criou um feriado para assinalar a data, o que prova a importância da emigração e da força do trabalho do pessoal de cá, em terras bermudenses. E como se sabe, desde sempre a grande parte dos nossos emigrantes para a Bermuda ou vai trabalhar para os jardins, ou vai para hotéis e restaurantes. O que eu não entendo é como por aqui toda a vida se fala na falta de formação e qualidade dos serviços de hotelaria e restauração e o pessoal que sai de cá, lá fora trabalha e desempenha a contento as suas tarefas… Será só por causa do pilim que ganham? Ou é mesmo verdade que às vezes o que falta é quem saiba mandar?

Meus queridos! Será verdade o que me dizem? Lá para os lados da Península da lagoa das Sete Cidades, um dos poucos lugares, onde ainda não chegou a onda betonizadora da mão do homem, estão a alargar os caminhos terreiros e dizem que é para caber carros pesados de turismo? Não quero acreditar nisso, mas se for verdade é caso para dizer que estamos mesmo a vender a alma ao diabo. Ali até só se deveria andar a pé. Mas o que se há-de fazer com essa onda destruidora?

Meus Queridos! O Director do Jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, enviou-me para conhecimento com a recomendação de incluir nos meus recadinhos de Domingo a carta que havia recebido da Terceira como resposta ao meu recado de Domingo passado sobre o tão badalado caso dos voos da Delta para os Açores e da azia que isso criou em muitos concidadãos terceirenses. Julgava que o senhor Marcos Couto, (desculpe não o chamar pelo seu titulo académico por pura ignorância minha),  me responderia com as tais provas que parecia ter na manga para sustentar a sua tese da grande cabala que levou a Delta a transferir da Terceira para São Miguel os voos que fez, segundo ele para dar um jeito ao Departamento de Defesa dos EUA… Mas, nem sequer a Acta da reunião bilateral que ele diz ter tratado do caso, apareceu como tábua de salvação… Em vez de Marcos Couto ter respondido ao meu recado de forma séria, porque não tinha fundamentos para tal, enveredou pela chacota, coisa que não faço porque tias.. são as que ele tem de sangue…. e sobrinhos como ele… é raça que não faz parte da minha família… Por isso rico, é com muito gosto que transcrevo a resposta que mandou ao meu Director, para que os meus leitores, ao lerem possam estar avisados para futuro… Tinha muito mais para lhe dizer, mas apesar da minha tarimba, não vou gastar tempo com quem conserva as viseiras próprias de um velho já passado… Passe muito bem! 

Carta para a minha querida “Tia” Maria Corisca 
Olá minha querida “Tia” Maria, espero que estas breves linhas a encontrem bem, e de saúde. Aqui na Terceira existem conhecemos dois tipos de “Tias”. As das nossas freguesias e as de Cascais, que geralmente vem cá passar ferias no verão. Como não nos conhecemos pessoalmente, e sei que “vive” em São Miguel, imagino que seja uma das nossas típicas tias das freguesias. Daquelas que todos tratamos por “Tia”, mesmo quando não existe qualquer relação familiar. Por outras palavras… daquelas “velhinhas” de que todos gostamos e como tal tudo perdoamos. Até as maiores asneiras. Olhamos para elas com ternura e compaixão, em algumas situações até com pena do que dizem. Assim, vai-me permitir a enorme desfaçatez de a tratar por “Tia”/ “Tia Maria”. Sempre quis ter uma “Tia” em São Miguel. Como lhe disse as “Tias” que temos aqui na Terceira são geralmente pessoas recatadas e muito católicas, e era assim que a imaginava. Foi com grande desilusão que soube que a “Tia” só acredita no que vê, refiro-me ao tal papel…. no fundo a “Tia” é como São Tomé. Fiquei desta forma a saber que nem Católica é, e como tal não vai à Igreja todos os dias como as nossas “Tias” da Terceira. Imagino que isto se deva ao facto de nunca tenha visto Jesus, como o tal papel. Não a quero ofender.. mas este feito está geralmente reservado a poucos. Nesta minha missiva quero agradecer-lhe o facto de ler os meus escritos e de lhes dar um tratamento diferenciado na sua coluna. Como seu autointitulado “sobrinho” da Terceira fico muito lisonjeado. Não é todos os dias que uma “Tia” de São Miguel dá atenção ao seu “Sobrinho” da Terceira. Uma prova da unidade Regional que falta a outros níveis. Uma lição para o nosso Governo, do que agora sei ser seu amigo, Presidente Vasco. Quanto ao conteúdo da sua carta, foi assim que a interpretei, não a vou comentar. É que sabe, por cá somos educados, não insultamos as pessoas em publico e muito menos lhes chamamos nomes nos Jornais. Temos outro nível… se é que me entende. Na verdade sinto cada vez mais que esse nível é fonte de uma inveja muito feia. Por outro lado, na qualidade de seu novo “Sobrinho”, mais uma vez peço desculpa pela ousadia, nunca faltaria ao respeito a uma pessoa mais velha, muito menos a uma “Tia” minha. Também faz parte da nossa educação na Terceira não insultar, oudesrespeitar, os mais velhos. Coisas de pessoas “antigas” e educadas. Como “pessoa antiga” que imagino que seja, acredito que saiba ao que me refiro. Termino estas minha curtas linhas com um desejo. A “Tia” já me conhece, sebe quem eu sou, as minhas faces, de quem sou… como por cá se diz. No entanto nunca tive o prazer de a conhecer pessoalmente. Sabe que esta coisa de escrever para o anonimato é terrível, ainda mais agora que lhe criei uma ligação sentimental. Sinto um certo vazio no meu coração!!! Como anda muito pelas ruas de Ponta Delgada todos a devem conhecer. Eu vou pouco para esses lados. Deixo-lhe aqui um pedido: quando vier à Terceira traga um chá Gorreana dos seus, que eu ofereço as Donas Amelias. Se me contactar, levarei as Donas Amelias quando for a São Miguel. Juntamo-nos para conversar. A idade já a fez esquecer muitas coisas. Está com as ideias muito baralhadas. Coisas da Idade. Eu entendo e não levo a mal. Já tem o meu email e facilmente trocamos os números de telemóvel. Imagino que já tenha telemóvel e até Facebook. As “Tias” da Terceira e Cascais já todas têm, geralmente para saber da vida dos outros. A julgar pela “qualidade” dos seus escritos imagino que a “Tia” não seja diferente. Um beijinho deste seu novo “Sobrinho” da Ilha Terceira e os votos de a ver em breve e bem de saúde. Angra do Heroísmo, 4 de Novembro de 2019. Não se preocupe em responder a estas minhas linhas. Eu também tenho estado muito ocupado e não vou poder responder de novo. Independentemente do nível, ou da falta dele. Se é que me entende!Do seu sempre “Sobrinho”! Marcos.
marcos.couto@sapo.pt

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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