16 de novembro de 2019

São Miguel e Santa Maria comemoram Dia do Catequista

As ilhas de Santa Maria e de São Miguel vão celebrar a 16 e 30 de Novembro, respectivamente o Dia do Catequista.
Trata-se de uma iniciativa desenvolvida pela delegação do Secretariado Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missões da Vigararia Nascente.
Hoje,16, o Dia do Catequista será celebrado na Igreja do Aeroporto, na ilha de Gonçalo Velho e no dia 30, será celebrado em São Miguel, na paróquia de Água de Pau.
Os catequistas irão desenvolver várias actividades de partilha e reflexão com base no lema do ano pastoral “A beleza de caminharmos juntos em Cristo”.
“Em tempos o dia do catequista  centrava-se unicamente na vertente de convívio com alguns compromissos à mistura que cada paróquia trazia para apresentar e na atualização doutrinal feita por um sacerdote e, no final do dia havia a celebração eucaristia. De há uns anos para cá este dia tem sofrido algumas alterações por forma a gerar maior motivação e participação, apoiando-se na oferta de bases, atualização de conhecimentos e criatividade através de dinâmicas próprias” adiantou ao Igreja Açores o padre Carlos Simas, responsável pela catequese na Vigararia nascente.
“Com a participação nas Jornadas Nacionais em Fátima percebi que, no mundo da catequese, há muito bom trabalho já feito, há outro que está a ser feito num excelente caminho, mas existe um outro de bases que necessita ser feito: trabalhar e actualizar os nossos catequistas em várias matérias, mas isto poderá ser falado e apresentado em outra ocasião, pois muito se poderá dizer sobre estas necessidades” esclarece ainda, ao sublinhar a importância do sector na ação pastoral da diocese.
Este ano será o primeiro em que o Dia do Catequista é animado pela delegação do Serviço Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missão e por isso “há essa novidade”.
As comemorações, embora em separado nas duas ilhas, obedecem ao mesmo esquema, distribuído por quatro ateliês:  O ser – que consiste em transmitir a importância de ser catequista nos dias de hoje;  o saber – que alerta aos catequistas o quão importante é o saber e a atualização, nos nossos dias; o saber fazer – leva a que o catequista tome consciência de que ele é a  “chave” da catequese assim como também é o “mistagogo” que introduz o catequizando no que se vive e no que se celebra e, no 4.º atelier, aposta-se na formação doutrinal.
“Não se trata de debitar ensinamentos doutrinais mas implicar cada catequista no ser, no saber e no saber fazer” adianta o padre Carlos Simas.
“Neste quarto momento o catequista receberá formação e informação sobre o projecto “Say Yes” e estará preparado, para levar o seu grupo a viver a caminhada para as JMJ 2022, assim como sobre a catequese familiar já implementada em algumas paróquias da ilha de São Miguel”, esclarece ainda.
Na  final do dia os catequistas serão desafiados a partilhar as suas dificuldades, os seus anseios mas também a fazer sugestões para melhor “servirmos como delegação de um  Serviço Diocesano”. O dia será encerrado com a Eucaristia.
Em São Miguel o esquema será o mesmo com alguma alteração nos temas:  Novas Famílias;  Catequese Familiar;  Dinâmicas de Teatro através das Parábolas e  Doutrinal prática – Encontro com a Bíblia e, a apresentação do projecto Say Yes.
“O Dia do Catequista vale por si próprio. Assim como existem dias para tantas coisas, o Dia do Catequista é um pilar fundamental no ser e no viver a tarefa de catequista num mundo que, cada vez mais, necessita ser evangelizado e tomar consciência desta necessidade”, avança o sacerdote que é ouvidor nos Fenais da Vera Cruz.
“É na troca de experiências das suas vidas que os catequistas se vão dando a crescer na fé. Este dia não é uma imposição, mas uma necessidade, porque o catequista necessita viver na primeira pessoa aquilo que é”, conclui.
Nas nove ouvidorias- oito em São Miguel e uma em Santa Maria-, que integram 72 paróquias há para já o registo de 248 catequistas, 2640 catequizandos dos quais, 1636 são da infância e 1004 são da adolescência. Os dados são, contudo, provisórios. 
Na passada Quinta-feira, o Serviço Diocesano da Catequese assinalou o 60º aniversário da sua fundação, numa noite de “memória e gratidão” que percorreu a história da catequese na igreja insular
O catequista “não é um professor da fé” mas “alguém apaixonado por Jesus e disposto a ajudar Deus na transformação do mundo” afirmou Cristina Sá Carvalho numa intervenção proferida esta quarta-feira à noite em Angra, na sessão solene que assinalou o 60 º aniversário do Serviço Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missões.
A responsável do sector da Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã lembrou que “não basta transmitir conteúdos; é indispensável que o catequista faça ver Jesus”, isto é, que seja capaz de promover o encontro de cada pessoa com Jesus Cristo.
“É sempre o projeto de Deus, nunca somos nós” reiterou Cristina Sá Carvalho, numa intervenção onde citou abundantemente o Papa Francisco, sobretudo nos dois documentos A Alegria do Evangelho e Cristo Vive. A partir das suas experiências profissional, como psicóloga e como catequista e responsável pelo sector no País, deixou uma interpelação à assembleia, composta por inúmeros catequistas da ilha Terceira, religiosas e sacerdotes, no sentido de procurarem sempre “ver-se diante de si mesmos” cientes de “é Jesus que têm de mostrar”.
“Não somos nós nem na praia nem no paraíso; somos nós, com o nosso corpo, a nossa ação, a nossa maneira de ser, para sermos capazes de mostrar aos que estão connosco Jesus Cristo”, reiterou. Para isso, acrescentou, o catequista tem de se deixar transformar por Jesus e fazê-Lo entrar verdadeiramente na sua vida. “Jesus cristo é o nosso projeto de vida: ilumina, fortalece e liberta… Temos tudo”, enfatizou.
A responsável nacional pela catequese deixou, ainda, alguns aspectos que marcam o itinerário de um catequista para que configure a sua vida à de Cristo para “ser com alguém e testemunhar a alegria que é estar com Jesus”.
Ser capaz de acompanhar espiritualmente o outro; Testemunhar a alegria de ter Jesus consigo; ser próximo e olhar com respeito e compaixão pelo outro; possuir uma identidade comunitária e eclesial forte; entender e anunciar a Palavra de Deus e não a sua, são alguns dos aspectos sublinhados para um “trabalho de grande responsabilidade”.
“O Catequista é o mediador entre o mistério de Deus e as pessoas; é um guia espiritual que está na base do encontro com Jesus Cristo, que está disponível e apto a percorrer com o outro o seu caminho e não ser o espectador da vida dos outros ou o seu critico”, referiu ainda ao concluir que evangelizar “é um exercício de hospitalidade mutua”.
Cristina Sá Carvalho elogiou, por outro lado, o trabalho dos sucessivos directores do serviço da Catequese nos Açores constituído “pela coluna vertebral da igreja”.
“Os catequistas são a coluna vertebral da nossa igreja, embora isto não seja sempre totalmente perceptível”, disse.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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