Potencial da floresta nos Açores tem cada vez mais múltiplas dimensões, afirma Anabela Isidoro

A  riqueza e o potencial da floresta dos Açores vão muito para além do corte e venda da madeira, como demonstram vários projectos que têm vindo a surgir em áreas mais ligadas ao bem-estar, ao lazer, mas também ao aproveitamento dos designados sobrantes da exploração florestal. Quem o diz é a Directora Regional dos Recursos Florestais. 
“Cada vez mais, a floresta é encarada nas suas múltiplas dimensões, que vão muito para além do tradicional corte e venda de madeira”, referiu Anabela Isidora, à margem da abertura do I Workshop ‘Óleo Essencial, Valorização de Sobrantes’ a partir da Criptoméria dos Açores, organizado pela AZORINA, em Ponta Delgada.
Anabela Isidoro salientou que “a criptoméria dos Açores está na moda, tem uma imensa procura para várias áreas, desde o mobiliário, à construção, às pranchas de surf, entre outras”, ou seja, estão a desenvolver-se novos produtos de grande valor acrescentado e, ao mesmo tempo, decorrem diversos estudos na área do aproveitamento tecnológico da madeira.
Para a Directora Regional, este sucesso é resultado de uma estratégia bem delineada que passou pela elaboração de um plano de marketing, que se consolidou com a criação da marca ‘Criptoméria dos Açores’, com a obtenção da certificação da gestão para a floresta pública na ilha de São Miguel, por via da iniciativa FSC® em 2014, com a criação da norma portuguesa para classificação da madeira de criptoméria para fins estruturais na construção civil e ainda com a inclusão da madeira no catálogo de materiais endógenos.
“No entanto, continua a ser fundamental encontrar soluções para valorizar os sobrantes da exploração florestal e da indústria de transformação da madeira em produtos comerciais de valor acrescentado e com interesse em mercados externos”, afirmou Anabela Isidoro, que considerou muito positivo o projeto do óleo essencial de criptoméria.  
A inovação associada ao uso da floresta é cada vez mais uma realidade nos Açores, o que, para a governante, confere “uma nova dimensão a este espaço importante do ponto de vista ambiental, mas também económico, desportivo e de lazer”. Estima-se que existam cerca de 10 milhões de criptomérias no arquipélago dos Açores, considerando uma densidade média de 800 árvores por hectare. No total, a área de floresta e espaços naturais na Região tem cerca de 72.300 hectares, dos quais mais de 15.650, cerca de 22%, são públicos.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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