Obra do Hotel Hilton arranca hoje no valor de 16 milhões de euros

 Correio dos Açores - O que é que vai ser este Hotel Hilton na Lagoa?
João Rodrigues (Presidente do Conselho de Administração do Hotel Hilton em São Miguel) - Vai ser um hotel de quatro estrelas, com 71 quartos e cerca de 199 camas. Vai ser efectuado junto ao Parque da Nonagon. É perto do Hospital Internacional dos Açores. É o primeiro do Grupo Hilton na ilha e vai ficar aqui em Lagoa.

É um hotel para apoio ao hospital?
A escolha da zona de implantação do hotel foi para dar apoio ao hospital, hospedar os seus clientes e também dar apoio ao Parque Tecnológico do Nanagon, além de aproveitar todos os clientes que venham visitar a cidade de Lagoa e fiquem no concelho alguns dias. Esses três pontos foram as ideias iniciais para abrir o hotel na Lagoa, junto ao Hospital para dar apoio aos médicos que se vão deslocar e aos familiares dos doentes. Ir buscar também aqui a parte internacional da marca Hilton para aproveitar o mercado americano e também, esperamos nós, que possa ter alguns clientes que vêm para trabalhar no Nonagon.

Acredita que pode haver muitos turistas americanos que, devido ao custo inferior da saúde no Hospital Internacional, possam vir para a Região de propósito para se tratarem?
Essa é a nossa expectativa. Alguns promotores do hotel e do hospital (como acontece em hospitais, nomeadamente, da zona do Algarve) trabalham muito com o turismo de saúde. O objectivo é que tenhamos também aqui estes pacientes e que possam ter aqui um hotel que os satisfaça e os possa dar algum apoio. Este é, de facto, um dos objectivos. Também temos hotéis na zona do Algarve que trabalham muito com o turismo de saúde e aqui este também é o objectivo. Que possamos ter aqui um hotel que possa satisfazer as necessidades dos pacientes e dar apoio que necessitem. Queremos atrair pessoas que venham fazer turismo de saúde e nós temos qualidade técnica para competir neste segmento do mercado turístico.

Vão ter 24 quartos a “comunicar” para apoio ao hospital?
Tem este propósito, mas é também para as famílias, com crianças. Criamos alguns espaços para que os casais tenham o seu quarto com os filhos ao lado, em comunicação. Não só, mas também.

Está optimista quanto à ocupação deste hotel?
Se não estivesse optimista não avançava com este investimento. Os Açores têm crescido ao nível de hotelaria e turismo. Estamos inseridos numa cadeia internacional. O próprio Hilton tem muitos clientes que, certamente, vão ser nossos clientes aqui na Lagoa. São Miguel tem potencial para ter um hotel com esta dimensão. 

A saída da Delta da rota de Ponta Delgada é um golpe para as intenções iniciais da cadeia Hilton ou nem por isso?
Não lhe posso dizer que não seja. Obviamente que todos nós gostaríamos que a Delta ou outra companhia americana fique a voar para os Açores todos os dias. A TAP também vai voar para Boston a partir de Ponta Delgada.
Claro que uma companhia americana como a Delta nos iria trazer outros clientes já com mais poder de compra, além de todos os nossos emigrantes. Especialmente, a Delta ou outra companhia americana pode potenciar turistas com um elevado poder de compra. 
Claro que a saída da Delta não é bom. Esperamos que haja uma alternativa. Tenho a informação que o Governo dos Açores está a trabalhar neste sentido para continuarmos com uma solução a partir dos Estados Unidos que satisfaça toda a gente. 

O que é que o Hilton tem de diferente para oferecer aos clientes nos Açores?
Além da própria marca que transmite qualidade, este vai ser um hotel, de facto, diferenciador a vários níveis, incluindo a própria arquitectura. Vamos ter um SPA, vamos ter uma piscina interior, uma piscina no último piso, exterior no cimo do hotel e a própria marca em si é um certificado de qualidade.
O hotel vai ter ginásio, três salas de reunião, além de todas as infra-estruturas como o jacusi, banhos turcos…

É um investimento de 12 milhões de euros?
Este valor já subiu. O orçamento revisto em Outubro está em 16 milhões.  

O projecto foi revisto porque foram criados novos serviços?
Cresceu e houve alguns pontos que o Governo açoriano assim obrigou. Mas há também um ponto que estivemos a ver com os promotores do Hilton e do Hospital Internacional: o preço da construção civil nos Açores cresceu bastante. Desde há dois anos que pensamos em construir o hotel e se avançou com o hospital que o preço da construção civil subiu bastante em São Miguel. Os preços que temos actualizados obrigaram-nos a rever o investimento.

Vão empregar entre 55 a 65 trabalhadores. Vão ser formados pela cadeia hoteleira Hilton?
Sim, a cadeia Hilton vai estar, nos primeiros dois anos, a full time no hotel a formar toda a equipa que vai trabalhar no hotel. É outro investimento. Mas, pronto, são os condicionamentos de uma marca internacional de prestígio como esta. 

Quer acrescentar algo mais de interesse nesta altura?
Espero tê-los aqui dentro de um ano e meio para a abertura do novo Hotel Hilton.                    

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Autor: CA

Categorias: Regional

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